Gestão de interfaces e do conhecimento

O que se entende por Gestão de Interfaces e do Conhecimento? O que se pretende?

  • Pretende-se a partir da Gestão de Interfaces e Conhecimento, a identificação das fontes de informação essencial para a Organização, a partir da análise da sua envolvente externa e interna (Fornecedores, Parceiros de negócio, Clientes, entre outros) e a gestão dos relacionamentos cooperativos com essas Organizações, no âmbito do desenvolvimento de projectos de IDI. A Gestão de interfaces pode, por isso, ser percepcionada como um input fundamental para a Gestão do Conhecimento;
  • A Gestão do Conhecimento envolve a obtenção, geração, sistematização e partilha de informações e conhecimentos relevantes para a Organização. Tais informações e conhecimentos resultam tanto da actividade interna da empresa como das interfaces estabelecidas com a envolvente externa.


Que benefícios estão associados à Gestão de Interfaces e do Conhecimento?

  • Detecção de informação relevante para o negócio;
  • Maior capacidade de identificação de oportunidades e ameaças para a Organização;
  • Detecção de parcerias com elevado potencial de negócio.
  • Maior eficiência na utilização dos conhecimentos obtidos para o desenvolvimento do negócio.

Macro Acções e Exemplos de Aplicação

  • Gerir o conhecimento criado a partir de uma estrutura organizacional pequena e flexível

    • Criar sistemas de gestão do conhecimento, partilha e comunicação do mesmo, via aplicação específica ou a partir da intranet da Organização;
    • Construir redes internas na Organização de partilha e repositório de informação e conhecimento, por exemplo através da intranet ou plataformas informáticas desenhadas para o efeito;
    • Estimular encontros para a partilha de conhecimentos e de experiências entre os Colaboradores;
    • Organizar os espaços de trabalho de modo a permitir encontros ocasionais entre colaboradores;
    • Criar uma equipa responsável pela gestão do conhecimento;
    • Desenvolver bases de dados sobre "lições aprendidas", através da intranet ou plataformas informáticas desenhadas para o efeito, ou instrumentos de data mining;
    • Definir mailing lists para cada comunicação de informação tipificada.
  • Potenciar oportunidades através da dinamização do networking

    • Desenvolver redes de relações privilegiadas com ex-Colaboradores no mercado e/ou na cadeia de valor;
    • Estimular os Colaboradores para o envolvimento em “comunidades de inovação” multi-organizacionais;
    • Partilhar contactos dos Colaboradores em bases de dados acessíveis à Organização no âmbito da inovação;
    • Acompanhar periodicamente blogs, redes sociais e entrevistas de líderes de opinião no âmbito da inovação.
  • Utilizar equipas de diferentes áreas da Organização, dedicadas ao processo de inovação

    • Aceder a diferentes talentos para ajustar uma combinação diversificada de elementos nas equipas de projectos de IDI;
    • Promover um ambiente de colaboração entre os elementos da Organização;
    • Assegurar uma dimensão mais reduzida das equipas de projecto, de modo a alcançar uma maior eficiência na sua gestão;
    • Promover rotinas de acolhimento de novos Colaboradores assentes na sua rotação por diferentes departamentos;
    • Promover a mobilidade interdepartamental dos Colaboradores da Organização, inclusivamente no plano internacional;
    • Promover a interacção entre departamentos da Organização na partilha de know-how (através de plataformas informáticas, espaços na intranet, sessões de trabalho, fóruns de troca de ideias, entre outros);
    • Promover a interacção entre departamentos da Organização na partilha de know-how (através de plataformas informáticas, espaços na intranet, sessões de trabalho, fóruns de troca de ideias, entre outros);
    • Promover a participação de Colaboradores em projectos transversais à Organização.
  • Despoletar processos interactivos de inovação

    • Desenvolver processos de vendas remotos, de modo a promover a integração tecnológica com Clientes;
    • Considerar a integração de Fornecedores em iniciativas de angariação de ideias, tais como programas de "Supply days";
    • Estabelecer centros de serviços partilhados com empresas do mesmo grupo, através de plataformas desenhadas para o efeito, intranets partilhadas, entre outros.
  • Incorporar as necessidades e expectativas dos stakeholders no desenvolvimento de produtos/serviços

    • Analisar a reacção de Clientes e restantes stakeholders, a necessidades ou desejos não satisfeitos;
    • Avaliar a satisfação dos Clientes e restantes stakeholders face a produtos e serviços Concorrentes;
    • Participar em Feiras, Comités técnicos de associações de fabricantes, reuniões de trabalho com comerciais e Clientes/ Utilizadores;
    • Utilizar técnicas como o design empático para detecção de tendências de mercado e "expedições antropológicas" para acompanhamento e análise dos comportamentos dos utilizadores;
    • Recorrer a ferramentas online de monitorização de reputação para verificar continuamente "estado da arte" sobre a marca - reputation management.

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