Somague

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A Somague actua no mercado há mais de 60 anos, detendo uma posição de liderança nos domínios da construção, ambiente, concessões e imobiliário. No âmbito da construção, a Somague oferece um serviço de engenharia global de qualidade, idealizando, concebendo e realizando grandes obras, em áreas como as obras públicas (obras marítimas, barragens e hidráulica fluvial, infra-estruturas ferroviárias, túneis e escavações subterrâneas, vias de comunicação – estradas, pontes e viadutos, aeroportos) e construção civil, industrial e urbanística (infra-estruturas de lazer, desportivas, hospitalares e ambientais, habitação a custos controlados, reabilitação de edifícios e monumentos, multisserviços de engenharia de construção – gás, água, electricidade e telecomunicações).

 

 

Processo de Certificação

Sendo a Somague herdeira de uma tradição de 60 anos, a criatividade já a acompanhava na construção das principais infra-estruturas do país, desde as barragens às vias de comunicação e aos portos.

Também por desenvolver a sua actividade por projecto, tratando caso a caso cada obra, é inerente à cultura da empresa a busca permanente de alternativas, projectos variantes, equipamentos e métodos construtivos mais eficientes, com mais valor acrescentado para ambas as partes - dono de obra e empreiteiro -, numa parceria win win, desde soluções que permitam reduzir o prazo de execução ou o custo daquelas que aumentem a satisfação das expectativas do cliente final.

Com uma orientação por processos desde 1993, o sistema de gestão da Somague foi evoluindo até à sua configuração actual, fundamentalmente pela resposta a sucessivos requisitos, quer internos quer externos, nomeadamente os associados aos referenciais normativos pelos quais foi sendo progressivamente certificada. Esta evolução implicou alterações tanto nos processos de negócios (ditos core e naturalmente associados a todas as fases da angariação e execução de uma obra) como nos de suporte, que consistiram na sua revisão ou mesmo na definição de novos processos.

Esta foi a metodologia seguida aquando da definição inicial do Sistema de Gestão da Qualidade, já em 1997 de forma integrada com o Modelo de Funcionamento da Empresa, que em 2002, com a integração dos requisitos da segurança e ambiente, viria a originar o SIGAQS - Sistema Integrado de Gestão do Ambiente, Qualidade e Segurança.

 

 

Actualmente, o SIGAQS está certificado nas suas três vertentes de acordo com as normas de referência ISO 14001:2004, ISO 9001:2008 e OHSAS 18001:2007/NP 4397:2008. Esta integração tem sido concretizada de forma natural e facilitada, em grande parte pela abordagem por processos, iniciada em 1993, sempre assumida como uma forma relevante de desenvolvimento do negócio numa perspectiva de alinhamento dos interesses particulares de cada área integrados nos globais da Somague.

A Somague tem vindo a criar e a aperfeiçoar mecanismos de informação sobre os seus objectivos e desempenho, que assumiram diversas formas ao longo dos anos. Estes mecanismos têm vindo a evoluir do plano estritamente financeiro - materializado no tradicional Relatório e Contas anual - para um plano mais vasto, o dos Relatórios de Sustentabilidade, que abrangem aspectos como a estrutura da organização, o seu sistema de gestão, os seus objectivos, valores éticos, as suas preocupações sociais e ambientais e os resultados das suas iniciativas.

A revisão mais recente do Modelo de Funcionamento da Somague está associada à definição do Sistema de Gestão de IDI, que veio a ser certificado, em 2007, de acordo com a NP 4457:2007.

A natureza das actividades da Somague, a integração dos sistemas de gestão certificados no sistema de gestão da organização baseado na abordagem por processos desde 1993, aliado à clareza e fluidez quase instintiva da NP 4457:2007, tornou fácil e rápida a definição do SGIDI e o arranque da sua implementação.

Assim, ao Modelo de Funcionamento da Somague foi adicionado um processo de suporte para a gestão das actividades de IDI da empresa que se desenvolvem, principalmente, nos processos de negócio, nomeadamente na elaboração de propostas a cliente, na preparação do arranque de obra, na execução de obra, na conclusão de obra e na fase de garantia. O fluxo seguinte representa, resumidamente, o processo interno de gestão de IDI na Somague:

 

 


O SGIDI usufruiu ainda das práticas implementadas na Somague e das regras definidas no SIGAQS - Sistema Integrado de Gestão do Ambiente, Qualidade e Segurança. Por o SIGAQS estar implementado e certificado nas três principais empresas da área de construção
- Somague Engenharia, Neopul e Engigás -, decidiu-se que seriam estas três empresas, numa primeira fase, a implementar o SGIDI, com subsequente alargamento a outras participadas.

Para o arranque da implementação do SGIDI, a Somague identificou cinco novos projectos em 2007 e documentou quatro projectos iniciados nos dois anos anteriores. Estes projectos, que abrangeram inovação de produto, de processo e organizacional, contribuíram para a certificação do SGIDI da Somague de acordo com a NP 4457:2007.

As auditorias de acompanhamento de certificação têm comprovado que o sistema se mantém implementado e tem contribuído de forma positiva para a melhoria do desempenho inovador. O gráfico seguinte apresenta a evolução dos projectos de IDI.

 

 

 

 

 

José Machado do Vale

Presidente do Conselho de Administração

Somague nasceu em 1947 para aproveitar as oportunidades que o desenvolvimento económico do pós-guerra permitiu em Portugal e nas suas antigas colónias. Logo com a construção da barragem de Castelo de Bode foram aplicadas tecnologias inovadoras para a época, o que permitiu à empresa liderar o mercado em Portugal, em detrimento das empresas estrangeiras que antes dominavam as tecnologias de construção destas infra-estruturas.

Na Somague desde cedo tivemos consciência de que para vencermos temos de nos diferenciar da nossa concorrência, fazer bem à primeira e antes dos outros. Já em 1993, com a profunda reengenharia de toda a forma de funcionar da empresa e a sua consequente organização por processos, a inovação passou a estar presente na sua Missão, Visão e Valores.

Também desde sempre procurámos orientar o desenvolvimento da nossa actividade por modelos de excelência empresarial, no sentido de atingir os melhores resultados através do envolvimento de todos os colaboradores num processo de melhoria contínua, que visa o aumento da produtividade e da eficácia, reduzindo as actividades que não geram valor e potenciando aquelas que o geram.

A definição e implementação do Sistema de Gestão de IDI na Somague permitiu-nos organizar e sistematizar as actividades neste âmbito, reconhecer o mérito, estimular outros colaboradores a participar na identificação de ideias e no desenvolvimento de projectos e, muito importante, desmistificar conceitos – inovar pode ser fazer a mesma coisa de outra maneira, melhor, mais depressa, mais barato.

Na Somague temos a consciência de que no futuro apenas sobreviverão empresas muito competitivas, líderes no seu país, mas com capacidade de desenvolver negócios no mercado global, pelo que inovar em toda a linha do negócio é um imperativo.

 

Boas Práticas Implementadas

  • Criar condições para estimular a inovação - Estratégia de Inovação

    A Somague reconhece na Investigação, Desenvolvimento e Inovação vertentes fundamentais para o desenvolvimento da sua actividade de Construção Civil e Obras Públicas, pelo que a Política de Investigação, Desenvolvimento e Inovação (IDI) deve ser entendida como uma prioridade por todos os colaboradores e seguida no seu dia-a-dia, com vista à contínua melhoria do desempenho da empresa.

     



    Objectivos da Política de IDI:

    • Ser uma empresa aberta ao exterior, com vista à circulação e transferência do conhecimento;
    • Assegurar o conhecimento e divulgação de novas soluções tecnológicas;
    • Permitir uma eficiente gestão do conhecimento e estimular a criatividade interna;
    • Promover canais de comunicação adequados para o conhecimento real do mercado;
    • Incentivar ideias inovadoras nos vários sectores da empresa, tendo como finalidade a criação de valor para a organização e para os nossos clientes;
    • Fomentar a realização de actividades de IDI;
    • Desenvolver e aplicar novas tecnologias de modo a melhorar a capacidade técnica;
    • Incentivar a melhoria contínua da eficácia do Sistema de Gestão de IDI;
    • Cumprir os requisitos que resultam da aplicação da norma NP 4457:2007;
    • Constituir um elemento diferenciador, potenciando a competitividade.
  • Mobilizar recursos para sustentar a dinâmica de inovação - Estruturas

    A Somague, quando decidiu avançar para a implementação do Sistema de Gestão de IDI (SGIDI), não teve como objectivo a criação de um núcleo de Investigação e Desenvolvimento (I&D), ficando esta responsabilidade nas diversas equipas de projectos que fossem criadas. No entanto, decidiu criar uma área na empresa responsável pela gestão do SGIDI com o objectivo de dinamizar e constituir um agente facilitador da inovação dentro da empresa.

    Dada a dimensão e a dispersão geográfica da actividade da Somague, foi necessário criar diversos responsáveis pela gestão das interfaces da empresa, sendo a informação consolidada num portal suportado na intranet da Somague (Snet). A Snet constitui a ferramenta preferencial para a troca/gestão da informação que, complementada pelos diversos sistemas de informação em uso na empresa, tornou mais fácil e rápida a implementação do SGIDI.

    A implementação do SGIDI também tem permitido à Somague identificar projectos de inovação organizacional, como é exemplo o desenvolvido em 2007 na área da Gestão de Recursos Humanos. Até 2007 o processo de gestão de Recursos Humanos era suportado por soluções distintas, desintegradas e distribuidas por cada um dos países onde a Somague mantinha actividade. Por estes motivos, a Somague decidiu procurar de forma pró-activa uma solução para suportar a Gestão Global e Integrada de Recursos Humanos no Universo Somague, pretendendo optimizar a gestão de recursos humanos, através da criação de um conjunto de capacidades, que permitam a racionalização de processos de back-office e a descentralização das vertentes de front-office dos processos de gestão de Recursos Humanos.

    A disponibilização de um sistema de informação global e integrado providenciou à Somague uma ferramenta eficaz na gestão do seu capital humano, que permite a partilha de informação, potenciando a obtenção de benefícios. Este sistema permite ainda uma melhor alocação dos colaboradores da Somague através do levantamento das competências detidas e da experiência obtida nos diferentes projectos de construção em que colaboram, que são agora registadas de modo sistematizado.

     

  • Criar condições para estimular a inovação - Cultura de inovação

    A Somague está permanentemente atenta à sua envolvente externa, procurando identificar os actores que com ela interagem ou podem interagir na troca de informação considerada necessária para a produção do conhecimento ou para a detecção de oportunidades e ameaças. Nestes actores incluem-se potencialmente tanto aqueles da denominada microenvolvente (donos de obra, fiscalizações, fornecedores e subempreiteiros, empresas consorciadas e concorrentes, projectistas e consultores, na medida do que for relevante) como da macroenvolvente (associações sectoriais, sistema de educação e formação, sistema científico e tecnológico, reguladores e financiadores).

    Dadas as características do sector onde a Somague opera - alta percentagem de subcontratação, frequente constituição em consórcios e agrupamentos complementares de empresas (ACE) para execução de obras e elevada dispersão geográfica da actividade -, seria quase impossível desenvolver projectos de IDI sem recorrer a este tipo de sinergias.

    Dos 16 projectos de IDI desenvolvidos ou em curso, dos quais se referem três, todos envolveram alguma forma de cooperação tecnológica.

    • InovaDomus - «Casa do Futuro»: criação de uma habitação futurista, incluindo materiais inovadores e recorrendo a novos processos construtivos. Promoveu uma lógica inovadora de cooperação inter-empresarial, agregando um conjunto de empresas com valências relevantes para o meta-sector do habitat em torno de um objectivo comum. Foram constituídas equipas multidisciplinares com o objectivo de desenvolver 23 subprojectos e um conjunto de seis produtos que dotarão a Casa do Futuro de uma grande flexibilidade, permitindo redefinir «infinitamente» a sua tipologia, mudando divisões, paredes ou janelas sem a realização de obras; antropocentrismo, que permitirá a sua adaptação dinâmica às exigências de qualquer habitante; forte ligação com o meio ambiente optimizando todos os recursos; e níveis elevados de conforto e segurança (ver em www.aveirodomus.pt).
     
      • Casa do Futuro

    A Aveiro Domus é uma associação de que a Somague faz parte e que visa promover o Programa «Casa do Futuro», que tem como objectivo o projecto e a construção de uma habitação futurista.

    A «Casa do Futuro» acomodará processos, conceitos e produtos futuristas e funcionará como um espaço em permanente evolução para poder acomodar o teste e a mostra de novos produtos e soluções no domínio da habitação.

    Este programa congrega interesses e valências de empresas distintas. Através de uma rede de cooperação é fomentada a transferência de tecnologia e conhecimentos entre as empresas e a Universidade de Aveiro, contribuindo para a competitividade regional e nacional no sector do habitat.

    www.aveirodomus.pt

     

    • ASIC - Agregado Siderúrgico Inerte para Construção: utilização de escória de aciaria como material de construção de aterros necessários à execução de infra-estruturas de transporte, com experimentação na obra de Ligação Ferroviária à Siderurgia Nacional. O ASIC era até então considerado um resíduo, pelo que a sua utilização na construção não era considerada. Com a combinação do know-how das diversas entidades envolvidas, nas suas respectivas especialidades, nomeadamente o cliente (REFER), a Siderurgia Nacional, o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), a Universidade do Minho, o Centro para a Valorização de Resíduos (CVR), o subempreiteiro de terraplenagem e o laboratório de solos, foram desenvolvidos estudos que demonstraram tratar-se de um material com óptimas características para aplicação na construção de aterros. Por não ser um material de aplicação conhecida, foram efectuados aterros experimentais e avaliados os melhores métodos construtivos e de determinação do seu grau de compactação. Com custos e prazos inferiores à execução de aterros tradicionais com solos, para o qual contribuiu a proximidade da obra com a Siderurgia, este projecto originou ainda um impacte ambiental extremamente positivo com a redução do consumo de cerca de 100.000 m3 de recursos naturais, evitando-se assim o envio de quantidade semelhante de escória de aciaria para vazadouro.
       
    • Reforço e tratamento de solos: promoção no mercado nacional do método de tratamento de solos lodosos designado por CSM (Cutter Soil Mixing), que se inclui no grupo de tecnologias de trabalho de terrenos por Deep Mixing. Este projecto envolveu um consórcio de entidades do Sistema Científico e Tecnológico (Universidade do Minho, LNEC e Instituto Superior Técnico), um projectista de geotecnia e um subempreiteiro na área da geotecnia.

     

    A implementação do Sistema de Gestão de IDI na Somague permitiu uma melhor identificação da inovação desenvolvida na empresa, muitas vezes em parceria com empresas do sector ou com entidades do Sistema Científico e Tecnológico. Permitiu também criar práticas sistematizadas de procura de parceiros tecnológicos, das quais a participação nas 4.as Jornadas de Inovação / Innovation Days 2009 é um exemplo.

     

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