Imperial

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Fundada em 1932, a Imperial foi integrada no Grupo RAR em 1973. É o maior fabricante nacional de chocolates e o detentor das principais marcas portuguesas do sector, das quais se destacam Regina, Jubileu, Pintarolas, Pantagruel, Allegro e Fantasias. No ano em que comemorou 75 anos, a Imperial procedeu à inauguração de uma nova unidade industrial de moldação e embalagem de tabletes e bombons, complementada em 2010 por uma linha de fabrico de massas de chocolate, de tecnologia de última geração. Este investimento dotou a empresa de maior capacidade de produção, maior eficiência e flexibilidade para responder ao seu plano de expansão. A empresa comercializa as suas marcas em diferentes mercados, estando presente em mais de 20 países, distribuídos pelos continentes europeu, africano, americano e asiático, sendo que o volume de negócios para o mercado externo representa já cerca de 20% do negócio da empresa.

 

Processo de Certificação

A inovação é hoje, mais do que nunca, o motor capaz de transformar o conhecimento de uma organização em desenvolvimento económico.
Assim, a implementação de um Sistema de Gestão de Investigação, Desenvolvimento e Inovação (SGIDI) assume cada vez maior relevância, até pela importância de que se reveste como ferramenta de gestão que permite melhorar a eficácia da organização.

Desde logo houve que avaliar o modo como a organização iria cumprir os requisitos da Norma.

O âmbito compreende as actividades de IDI associadas à concepção, fabrico, comercialização e distribuição de produtos de chocolate, seus derivados e produtos de confeitaria.

Qualquer área funcional da empresa tem um papel activo na procura de vantagens competitivas, privilegiando a inovação e a diferenciação, a optimização de processos e serviços, a capacidade de estabelecer relações de benefício mútuo com os clientes e criando relações emocionais fortes com os consumidores, tendo a implementação do SGIDI sido transversal a toda a empresa.

Houve lugar à redefinição da estrutura organizacional existente, adequando-a às directrizes da política e objectivos do Sistema de Gestão de IDI, nomeadamente a criação da figura do Gestor da Investigação, Desenvolvimento e Inovação (IDI) e da Equipa de IDI e a concomitante definição clara das responsabilidades inerentes.

Seguiu-se a determinação dos processos relevantes para a gestão de inovação e dos métodos de trabalho, materializados em procedimentos que abrangeram a gestão de ideias e a avaliação de oportunidades, gestão do conhecimento, gestão de interfaces, gestão de produto e gestão de projecto.

Este processo assenta nas quatro vertentes da inovação, isto é, marketing, produto, processo e organizacional ou suas combinações.
A verificação da existência e da disponibilidade dos meios humanos e materiais, a definição de responsabilidades e das competências necessárias e a avaliação da adequabilidade e eficácia do Sistema de Gestão de IDI concretizaram o ciclo de implementação traçado. O balanço até ao momento é bastante positivo, na medida em que se evidenciam impactos relevantes no processo de gestão existente tendo em conta a introdução de novos processos essenciais para a gestão de inovação e definição de métodos de trabalho.

 

 

 

Manuela Tavares de Sousa

CEO

Com a crescente competitividade e globalização dos mercados, as empresas têm de permanentemente inventar e implementar estratégias que sejam inovadoras no mercado e capazes de proporcionar experiências diferenciadoras para os seus consumidores.

A inovação e a qualidade dos produtos associadas à notoriedade das marcas são ferramentas decisivas para o sucesso das organizações.

A velocidade a que ocorrem grandes alterações no ambiente comercial e de marketing cria cada vez maiores desafios para as empresas, sendo a inovação um factor gerador de vantagens competitivas, determinantes para o crescimento económico e o desenvolvimento social da empresa.

Sendo o Sistema de Gestão de Investigação, Desenvolvimento e Inovação (SGIDI) uma ferramenta de gestão fundamental para a Imperial transformar o seu conhecimento e criatividade em inovação, a implementação do mesmo constituiu uma prioridade e um desafio estratégico para a organização.

Tendo a Imperial, desde sempre, assumido uma cultura de inovação, a implementação do seu SGIDI conduziu a  uma maior disciplina e sistematização de metodologias, o que, aliado à dinamização de uma atitude criativa já existente, permitiu à empresa continuar a ter um posicionamento diferenciador no mercado, de elevada qualidade e valor, com o objectivo de continuar a superar as expectativas de clientes e consumidores.

 

Boas Práticas Implementadas

  • Criar condições para estimular a inovação - Estratégia de Inovação

    A capacidade de gerar e utilizar com sucesso novas ideias e conhecimentos é um factor estratégico para a sustentabilidade económica das organizações.

    Aceitando a mudança como parte da sua existência, questionando as suas práticas actuais e respondendo a desafios, a Imperial assume uma Política de Investigação, Desenvolvimento e Inovação, respeitando os seguintes princípios:

     

    • Manter-se como referência no mercado dos chocolates, desenvolvendo produtos inovadores, de elevada qualidade e valor que superem as expectativas de clientes e consumidores;
       
    • Procurar novas soluções tecnológicas, a nível de produto e de processos, em parceria com clientes, fornecedores e outras entidades;
       
    • Identificar e/ou antecipar necessidades de clientes, consumidores e parceiros e actuar nas soluções de forma «customizada» e pró-activa;
       
    • Reforçar a notoriedade das suas marcas com evolução constante da oferta em resposta às novas tendências de mercado e de consumo;
       
    • Promover a cultura de inovação, através de um ambiente propício à criatividade, espírito crítico e de iniciativa dos seus colaboradores, fomentando o trabalho em equipa e entreajuda transversal;
       
    • Criar um ambiente de incentivo à ousadia, assumindo o risco e o insucesso como uma componente do processo de inovação;
       
    • Valorizar práticas inovadoras;
       
    • Providenciar formação contínua dos colaboradores no sentido da sua realização profissional e pessoal;
       
    • Facilitar a comunicação, interna e externa, estabelecendo novos e melhorados canais para troca de informação;
       
    • Sustentar o conhecimento gerado pela Imperial, resultado das suas actividades e relação com parceiros, para que potencie novas oportunidades de inovação;
       
    • Procurar implementar as melhores práticas de gestão e monitorizar, de forma contínua, os seus processos, identificando oportunidades de melhoria;
       
    • Rever, numa perspectiva global, sob a responsabilidade da administração, o Sistema de Gestão de Investigação, Desenvolvimento e Inovação de modo a assegurar a sua adequabilidade e eficácia;
       
    • Definir e estabelecer autoridades e responsabilidades para que cada colaborador conheça e assuma o seu papel na melhoria contínua do Sistema de Gestão de Investigação, Desenvolvimento e Inovação da Imperial - Produtos Alimentares, S.A..
  • Implementar processos para garantir mais e melhor inovação - Gestão de interfaces e do conhecimento

    O sistema de Investigação, Desenvolvimento e Inovação na Imperial contempla a gestão das interfaces: tecnológica, de mercado e organizacional. A Gestão das Interfaces assegura (i) a identificação dos actores que interagem com a organização, (ii) a identificação dos meios/mecanismos de troca de informação com os diferentes actores, (iii) que a informação se mantém actualizada, (iv) que estão definidas as responsabilidades e (v) que são mantidos registos.

    O processo de Gestão das Interfaces é constituído pelas seguintes actividades:

     

     

    A análise da envolvente revela-se crucial neste processo. Tendo em conta os objectivos estratégicos da organização, são identificados os actores com os quais são e/ou serão estabelecidas relações para a troca de informação que possa conduzir à produção de conhecimento.

    Aqueles actores são identificados considerando a envolvente externa, tendo vindo a Imperial a consolidar a sua rede de parceiros para a Inovação, quer a nível da micro quer da macroenvolvente, que assegura a circulação e a transferência de conhecimento entre a actividade inovadora da organização e o seu ambiente.

    De entre aqueles identificam-se fornecedores, clientes, distribuidores e concorrentes, entre outros (da microenvolvente), e parceiros institucionais, parceiros que fornecem serviços subcontratados e parceiros oriundos do meio académico (da macroenvolvente). Os actores identificados constam de uma «Matriz de Actores», na qual se encontram registados, entre outros elementos, os responsáveis pelos contactos, os objectivos dos contactos e o tipo de informação trocada. O objectivo da troca de informação com os diferentes actores é a geração de conhecimento que potencie a capacidade inovadora da Imperial.

    Dada a velocidade de mudança e da crescente informação a fluir, a actualização da análise envolvente carece ser efectuada com uma periodicidade. Sendo assim, a «Matriz de Actores» deve ser revista sempre que houver lugar a (i) alteração de actores ou (ii) dos responsáveis pelos contactos, (iii) modificação dos objectivos e/ou (iv) alteração do tipo de informação trocada.

     

     

    Um exemplo concreto da aplicação foi a parceria com uma instituição de C&T e de produção de conhecimento, como é o caso da Associação para a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica (AESBUC).

    Esta instituição, cuja experiência em investigação e desenvolvimento, em ensino e formação na área da biotecnologia em geral, e no sector agro-alimentar em particular, é de reconhecido valor, oferece uma alargada gama de serviços que passam, como no caso concreto desta colaboração, pelo estabelecimento de parcerias em projectos de investigação de larga escala para a indústria, entre outros.

    O projecto de inovação de produto desenvolvido em parceria materializou-se na análise do perfil de micronutrientes em matrizes de chocolate, que passou pela sua quantificação, avaliação científica dos seus benefícios e possibilidade da sua divulgação na rotulagem, culminando na utilização de alegações nutricionais nas tabletes da gama Jubileu. Para o trabalho em causa houve lugar ao estabelecimento de um contrato entre ambas as partes, onde se estabeleceram e se definiram, entre outras, as questões relativas à confidencialidade, transferência de conhecimento e de gestão da propriedade intelectual

  • Identificar resultados de inovação - Tipos de Inovação - Marketing

    No contexto actual, a inovação é o vector-chave da Imperial, tendo sempre como objectivo último a manutenção da sustentabilidade económica e social da empresa a prazo. A identificação e/ou antecipação das necessidades de clientes e consumidores e a actuação nas soluções de forma customizada e pró-activa é uma linha de orientação constante.

     

     

    No momento actual, poder-se-á subdividir em quatro os pilares em que assentam as opções dos consumidores/clientes e que determinam o acto de compra, nomeadamente: saúde, segurança alimentar, sabor/prazer e conveniência.

    Foi neste âmbito que a Imperial apostou no lançamento de uma gama de tabletes de chocolate da marca Regina, indo de encontro às necessidades dos consumidores, inovando fundamentalmente segundo dois pilares da Inovação: marketing e produto.

    No mercado concorrencial em que cada vez mais os consumidores procuram produtos adaptados à sua vivência diária, que no caso dos chocolates passa por produtos com embalagens convenientes, fáceis de usar e reutilizar, a Regina inova com uma solução mais prática de consumo, associando 18 quadrados de delicioso chocolate à funcionalidade da unidose.

    Adicionalmente, não deixou de parte a preocupação pela nutrição, sendo disso reflexo a inclusão na sua composição de chocolates com sais minerais essenciais para a saúde, como o cálcio, o magnésio e o fósforo, e ainda com antioxidantes naturais do cacau, bem patentes na referência Extra Noir 70%.

    Tendo em atenção a cada vez maior preocupação do consumidor do impacto da nutrição na saúde, este conceito permite um maior controlo da dose diária de chocolate a ingerir, incluída numa dieta saudável e variada.

    O procedimento interno de desenvolvimento deste caso concreto de inovação iniciou-se com a fase de análise de mercado e consumidor, tendo-se identificado claramente uma oportunidade de mercado (tablete em unidoses).

    Seguiu-se a definição do produto e conceito, que foi materializada num briefing fornecido à agência de comunicação responsável pelo desenvolvimento do design da embalagem. Em simultâneo, realizaram-se testes de investigação e desenvolvimento de produto que viabilizaram o projecto, seguindo-se o ajuste das varáveis do marketing mix (produto, preço, promoção e distribuição), tendo como objectivo último o lançamento do produto no mercado com sucesso.

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