Efacec Energia

http://www.efacec.pt

 

Com mais de 100 anos de história, o Grupo Efacec teve a sua origem na «Moderna», empresa nascida em 1905. Constituída em 1948, a Efacec é hoje o maior Grupo Eléctrico Nacional de capitais portugueses e atravessa um novo ciclo de vida, fortemente marcado pela sua expansão em contexto internacional. Presente com as mais modernas tecnologias em mais de 65 países, a Efacec, cujo volume de encomendas ultrapassou já os 1000 milhões de euros, é líder em várias áreas diferenciadoras, baseando a sua vantagem competitiva em actividades com forte valor acrescentado tecnológico. Opera em sectores de actividade dos mais competitivos, da energia aos transportes e à engenharia, do ambiente aos serviços e às energias renováveis, através da competência técnica e da dinâmica e capacidade empreendedora dos seus colaboradores. A aposta no mercado internacional, bem como um forte investimento na inovação e no desenvolvimento de novas tecnologias, em articulação com as tecnologias de base, fazem com que a Efacec tenha sabido penetrar favoravelmente no mercado, posicionando-se na linha da frente da indústria portuguesa e nos mercados internacionais. Estes factores são base para o crescimento e desenvolvimento sustentados do Grupo Efacec. A participação como empresa-piloto nos projectos da Iniciativa «Desenvolvimento Sustentado da Inovação Empresarial» promovida pela COTEC revelou-se importante no desenvolvimento da inovação enquanto competência da organização. Face aos desafios que a empresa enfrenta e aos objectivos de crescimento que pretende alcançar, é fundamental manter e reforçar esta atitude de IDI como um dos valores centrais da Efacec, atestando-o o facto de após a obtenção da certificação da Efacec Sistema de Electrónica, o Grupo ter avançado para a certificação da Unidade de Aparelhagem da Efacec Energia.

 

Processo de Certificação

A aposta da Efacec no mercado internacional, bem como um forte investimento na inovação e no desenvolvimento de novas tecnologias, em articulação com as tecnologias de base, fazem com que a Efacec tenha sabido penetrar favoravelmente no mercado, posicionando-se na linha da frente da indústria portuguesa e nos mercados internacionais. Estes factores são base para o crescimento e desenvolvimento sustentados do Grupo Efacec.

A participação da Efacec como empresa-piloto nos projectos da Iniciativa Desenvolvimento Sustentado da Inovação Empresarial (DSIE) promovida pela COTEC revelou-se importante no desenvolvimento da inovação enquanto competência da organização.

Face aos desafios que a empresa defronta e aos objectivos de crescimento que pretende alcançar, é fundamental manter e reforçar esta atitude de IDI como um dos valores centrais da Efacec.

Atesta-o o facto de após a obtenção da certificação pioneira da Efacec Sistemas de Electrónica, S.A., o Grupo ter avançado com a certificação da Unidade de Aparelhagem da Efacec Energia.

A Efacec Sistemas de Electrónica, detida a 100% pela Efacec Capital, conta com cerca de 400 colaboradores, actua em mercados maduros e altamente competitivos e tem tido um forte crescimento em grande parte devido à sua aposta na investigação e desenvolvimento.

 

 

A implementação de um Sistema de Gestão de Investigação, Desenvolvimento e Inovação (SGIDI), com total apoio e participação da gestão de topo, cruzou a necessidade de gerir o conhecimento gerado com a de estimular um ambiente cada vez mais favorável à inovação e assim promover a criação de valor.

As normas portuguesas dedicadas ao tema constituíram um excelente instrumento de base para o desenvolvimento do SGIDI, que se decidiu integrar com o sistema de gestão já existente, certificado segundo as normas ISO9001, ISO 14001 e OHSAS 18001.

A ferramenta de autodiagnóstico «Innovation Scoring» e a realização de workshops de inovação, que envolveram várias equipas multidisciplinares, permitiram levantar um importante conjunto de questões e explorar novas perspectivas, que facilitaram a concepção do SGIDI.

O SGIDI conta com um conjunto de procedimentos documentados: Gestão de Ideias, Gestão de Projectos de IDI, Produção e Gestão do Conhecimento e Identificação e Registo das Interfaces. Como suporte ao SGIDI foi criada uma biblioteca de IDI, acessível a partir da intranet, que permite a qualquer colaborador consultar ou divulgar informação/ conhecimento resultantes das interfaces e das ligações à macro/micro envolvente, garantindo assim a sua difusão e partilha pela organização.
Diferenciando o que é conhecimento do que são as interfaces, é possível a qualquer colaborador registar, por exemplo, quais as feiras, seminários ou formações a que assistiu ou, por exemplo, registar uma nova associação que integra e qual o cargo que ocupa.

Pode ainda actualizar o seu CV, informar-se sobre as patentes existentes ou participar num fórum de livre acesso em que pode levantar uma dúvida e debatê-la com outros colaboradores.

Desde sempre que na Efacec se reconhece o potencial das ideias de todos os colaboradores, comprovado pelo facto de há mais de 45 anos existirem iniciativas para estimular a criatividade, desde as tradicionais caixas de sugestões até aos workshops de geração de ideias. O longo caminho de sensibilização percorrido permitiu a abertura e transparência necessárias para a implementação do programa de gestão de ideias actualmente em vigor, o «Colombo», que foi desenvolvido em conjunto com empresas do Grupo José de Mello e que trouxe benefícios quantificados e visíveis para toda a organização, tendo a comunicação e formação dos colaboradores contribuído decisivamente para os mesmos.

A Unidade de Negócios Aparelhagem foi a segunda área do Grupo Efacec a certificar o seu Sistema de Gestão de IDI.
O âmbito deste negócio é o desenvolvimento de soluções técnicas de exploração de redes de transmissão e distribuição de energia eléctrica em média e alta tensão. No seu portefólio de produtos integram-se quase todo o tipo de aparelhagens utilizadas neste tipo de redes e entre os seus clientes contam-se algumas das mais importantes utilities
eléctricas do mundo.

Com mais de 50 anos de experiência no desenvolvimento, produção e comercialização de equipamentos, a Efacec Aparelhagem, também detida a 100% pela Efacec Capital, conta com mais de 200 colaboradores e a sua capacidade de inovar permitiu-lhe criar um portefólio de equipamentos e sistemas que respondem às necessidades mais exigentes dos seus clientes.

 


A utilização das mais avançadas tecnologias em meios de desenvolvimento e fabricação permitiram-lhe criar soluções flexíveis e adaptadas à nova realidade do mercado da energia eléctrica, minimizar a manutenção e os trabalhos de instalação, automatizar as redes de distribuição e melhorar a qualidade da energia fornecida.

A fase de diagnóstico contou com o exercício «Innovation Scoring» e workshops de inovação, fundamentais na concepção do SGIDI, que também foi integrado com o sistema de gestão existente, apostando-se fortemente na formação e comunicação para o envolvimento de toda a organização.

Para o desenvolvimento sustentado da criatividade interna e da gestão e valorização do conhecimento foram criadas metodologias sistemáticas e contínuas.

Artigos científicos, patentes, registos de laboratórios de ensaio internacionais, bases de dados de clientes, relatórios de mercado, participações a nível mundial em feiras e congressos da especialidade, informação técnica de concorrentes, participação em associações e comités técnicos internacionais, o feedback de partes interessadas, ligações recorrentes com universidades e instituições do sistema científico nacional e internacional seguiram um conjunto de práticas definidas internamente e estão disseminadas na organização.

Gerir a inovação nas vertentes de produto, processo, marketing e organizacional e privilegiar as interfaces, nomeadamente a vigilância, previsão e cooperação tecnológica, a criatividade interna, a análise dos clientes, a análise interna e externa, a propriedade intelectual e a gestão do conhecimento são grandes desafios para o desenvolvimento dos negócios do Grupo Efacec.

 

 

Luís Filipe Pereira

Presidente do Conselho Executivo


Efacec há muito que incorporou a componente da sua capacidade de realização e o papel determinante da Inovação como parte integrante da sua estratégia de expansão, nos mercados nacional e internacional. Esta estratégia assenta, nomeadamente, no seu processo de internacionalização, cujo ponto de partida consistiu na identificação e escolha dos negócios em que a empresa pretendia estar e dos mercados em que pretendia competir.

A relevância do investimento em Investigação, Desenvolvimento e Inovação (IDI) para a Efacec está bem patente não apenas nos produtos, sistemas, soluções e serviços que concebe e desenvolve, mas também no seu oportuno lançamento no mercado, visando aproveitar as oportunidades que se lhe deparam e garantir uma competitividade indiscutível a nível internacional.

Neste contexto, a componente de IDI teve, desde sempre, uma importância fulcral na trajectória da Efacec, sendo assumida como um factor crítico de competitividade. A Efacec tem cerca de 150 quadros afectos exclusivamente à actividade de IDI em diversos negócios e, só em 2009, investiu cerca de 14.000.000 ¤ em I&D, dos quais cerca de 6.000.000€ correspondem a incentivos do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). A Efacec criou e desenvolveu internamente a área de Gestão Integrada da Inovação, Qualidade e Desenvolvimento Sustentável, que se tem revelado uma área importante para a obtenção dos objectivos da empresa.

É também parte em diversos protocolos de cooperação e em inúmeras associações e participa em várias redes de conhecimento. Mantém uma forte ligação ao Sistema de Ensino Científico e Tecnológico, com o estabelecimento de parcerias com Escolas, Institutos Superiores e Universidades das mais prestigiadas a nível nacional e internacional. Acentuo que a estratégia da Efacec se desenvolve a nível global e em ambientes altamente competitivos, onde a qualidade da gestão e dos seus recursos humanos, a capacidade de inovar e sua tradução na competitividade dos seus produtos, sistemas, soluções e serviços são factores críticos de sucesso.

Neste contexto, a Efacec continuará a visar a excelência da sua engenharia, como elemento decisivo para a sua competitividade, em Portugal e nos mercados externos.

Boas Práticas Implementadas

  • Mobilizar recursos para sustentar a dinâmica de inovação - Capital Humano

    A presença da Efacec em mais de 65 países, atingindo uma nova fase de crescimento com foco predominante no mercado internacional, tem, como é natural, repercussões cada vez mais fortes na cultura da empresa.

     

     

    Sendo a inovação um factor crítico de sucesso no desenvolvimento do negócio a nível global, a Efacec desenhou, em 2007, um novo modelo organizacional para responder aos desafios da internacionalização.

    Mantendo um inequívoco interesse no mercado nacional, a Efacec desenvolveu uma nova abordagem ao mercado internacional, ao focar a sua actividade em sete regiões consideradas mercados prioritários, onde pretende replicar as suas unidades de negócio: Estados Unidos da América, América Latina, Europa Central, Magrebe, África Austral, Espanha e Índia.

    Dirigiu-se uma atenção redobrada ao pilar humano e à criação de um clima propício à internacionalização, fomentando políticas e práticas de gestão de Recursos Humanos (RH) adequadas a esta fase e que permitissem de forma célere e eficaz atingir os objectivos estratégicos definidos, aprofundando e interiorizando uma cultura global versus uma cultura local.

    Foi definida uma Política de RH Internacional e lançado o Projecto de Gestão de Mudança Cultural com o objectivo de transmitir e permitir a rápida assimilação da nova estratégia da Efacec, acelerando o processo de mudança assente em padrões culturais considerados relevantes para o mercado global e em quatro pilares:

    • Efacec International Meeting - Realizado pela 1.ª vez em 2008, no Porto, este encontro foi dirigido aos colaboradores-chave de cada unidade de mercado, empresa e projecto internacional da Efacec. O Encontro Internacional trouxe a Portugal 80 colaboradores Efacec de todas as unidades de mercado;
       
    • EfaInmotion e EfaEvolution - Workshops elaborados com colaboradores de todas as áreas de negócio que, com o auxílio de facilitadores, realizaram diversos exercícios em grupos heterogéneos e assimilaram conhecimentos sobre a história da Efacec, os seus principais clientes e accionistas, as áreas e unidades de negócio, os produtos e soluções desenvolvidas, os mercados internacionais prioritários e a sua estratégia para a replicação das unidades de negócio nas unidades de mercado;
       
    • Projecto EfaPI - Adopção do inglês como língua oficial da Efacec. A Efacec integra colaboradores de 15 nacionalidades e daí a importância da oficialização do inglês como língua franca. Foram traduzidos todos os sistemas de informação e documentos de apoio interno e estão a decorrer acções de formação para todos os colaboradores da Efacec.
     

  • Implementar processos para garantir mais e melhor inovação - Gestão de interfaces e do conhecimento

    No contexto de um mundo cada vez mais globalizado e competitivo, a aposta na inovação por parte de uma empresa corresponderá ao factor diferenciador dos seus produtos e serviços, capaz de a destacar positivamente da concorrência.

    O desenvolvimento de novos produtos assenta desde logo no processamento de uma vasta - muitas vezes excessiva - quantidade de informação estratégica para apoio à decisão.

    A informação útil processada constitui fonte de conhecimento e a gestão desse conhecimento é vital para a empresa. Da eficácia dos processos de gestão do conhecimento que a empresa adopte para buscar, captar e tratar esta informação depende a sua capacidade de adequada e rapidamente transformar a sua ideia inicial na produção e comercialização de um novo produto.
    Dentro das práticas de gestão do conhecimento referidas, a vigilância tecnológica ganha especial relevo. A vigilância tecnológica corresponde a uma prática selectiva, organizada e permanente de captação e processamento do máximo de informação relevante para apoio à decisão, minorando assim o risco associado a esta.

     

     
    Dia Efacec na Universidade do Minho - Exposição   Reunião de equipas de ID da Efacec e da Universidade do Minho

     

    A vigilância tecnológica permite assim uma visão holística do state of the art das tecnologias relevantes, das tendências tecnológicas, dos detentores da tecnologia ou players
    de mercado. A antecipação de mudanças ou a possibilidade de adquirir vantagem competitiva sobre concorrentes é, desde logo, um factor importantíssimo possibilitado por esta actividade.

     

     A actividade de vigilância tecnológica implica, desde logo, recursos dedicados para a sua realização, com um nível de formação adequado e capaz de buscar e filtrar através do  manancial crescente de informação existente.

     A operacionalização desta actividade faz uso de ferramentas de pesquisa tão vastas como a Internet ou tão específicas como bases de dados de patentes, de artigos científicos,  de registos de laboratórios de ensaio internacionais, de dados de clientes, também relatórios de mercado, a participação a nível mundial em feiras e congressos da  especialidade, informação técnica de concorrentes, a participação em associações e comités técnicos internacionais, nomeadamente a nível normativo, o feedback de auditorias  de clientes internacionais, o contacto recorrente com universidades e instituições do sistema científico nacional e internacional, etc.

     Não existe de facto um limite para a actividade de vigilância tecnológica: em determinado instante, a informação mais relevante pode ser sempre aquela que ainda se não tem  e que pode ser obtida numa simples conversa durante uma reunião ou uma viagem, por exemplo.
     Toda a informação captada é no entanto útil à organização apenas se adequadamente difundida. Esta disseminação dentro da organização realiza-se seguindo um conjunto de  práticas definidas internamente e que saíram reforçadas no âmbito da certificação em IDI.

     A utilização de ferramentas de partilha de conhecimento, como a IDIoteca, tornou se rotina dos colaboradores, visto que disponibiliza facilmente, de uma forma clara, objectiva  e ordenada a informação a quem mais dela necessita.

     

     

     

    Presença na Feira BIEL 2009, na Argentina

Powered by