Brisa

http://www.brisa.pt

 

Na última década, a Brisa afirmou-se como uma das grandes referências no sector de investimento e gestão de infra-estruturas de transporte nos mercados doméstico e internacional. Os factores críticos do desenvolvimento da Brisa são as competências que detém em matéria de financiamento, gestão de projectos, construção e operação de infra-estruturas e a liderança tecnológica nos sistemas de suporte à operação e aos serviços rodoviários. Em Portugal, a Brisa gere seis concessões rodoviárias, num total de cerca de 1700 quilómetros. Ao nível internacional está presente no Brasil, com 16,35% do capital da CCR - Companhia de Concessões Rodoviárias, nos Estados Unidos, através da concessão Northwest Parkway, e na Holanda, com uma participação de 30% na Movenience. A Brisa definiu como componente da sua visão ser um gestor de infra-estruturas de transporte, com presença global, integrando, neste contexto, os consórcios para o Novo Aeroporto de Lisboa e para o comboio de alta velocidade.

 

Processo de Certificação

A inovação constitui para a Brisa a criação de valor num contexto de mudança, através de um conjunto de medidas que passam, entre outras, por uma renovação e alargamento do âmbito dos produtos, serviços e mercados associados, pelo estabelecimento de novos métodos de produção, oferta e distribuição, pelo desenvolvimento de novos negócios e pela introdução de alterações na gestão e organização dos seus recursos humanos.

Um dos sinais da aposta da Brisa na inovação foi a criação, em 2002, de uma Direcção de Inovação e Tecnologia com uma intervenção transversal a todo o Grupo, que desenvolveu um Sistema de Gestão de IDI, certificado com sucesso em 2007 segundo a NP 4457:2007. Foi um projecto realizado a um ritmo elevado, contando com a participação empenhada de diversas áreas da empresa.

O envolvimento da administração de topo foi total e decisivo, mostrando que as questões da inovação são, desde há muito, uma constante na estratégia da Brisa.

As actividades de inovação da Brisa seguem um modelo de inovação próprio, que tem vindo a ser aperfeiçoado ao longo dos anos:

 

 

Este modelo de inovação da Brisa é composto por quatro grandes grupos:

 Capacidades que existem no seu grupo de trabalho e nos parceiros da Rede de Inovação.
Passam, entre outras, pela observação sistemática das envolventes e pela previsão de novas tendências; por uma gestão das ligações e análise do contexto interior e exterior, potenciando as oportunidades e interacções; pela rede de inovação e pelo enquadramento das actividades de IDI com as grandes linhas estratégicas da Brisa;

 Ciclo de Inovação, com as diversas fases de um processo de desenvolvimento de um novo produto ou serviço. Esta gestão realimenta o ciclo, potenciando o surgimento de novas oportunidades, derivadas muitas vezes de projectos anteriormente desenvolvidos. Todo este ciclo se encontra assente num modelo de financiamento e realimentação da IDI;

 Resultados do ciclo anterior que passam pela criação de novos produtos e serviços, pela divulgação interna e externa do know-how desenvolvido, pela geração ou optimização dos processos e pelo surgimento de novas áreas de negócio para a empresa;

 Suportando os grupos anteriormente referidos, existe uma área de Gestão de Projectos, enquadrada pela Gestão do Conhecimento existente na Brisa e pelas necessidades de conhecimento externo adicional; por uma Gestão da Tecnologia de suporte, verificando a sua adequação às actividades; pela Gestão da Comunicação interna e externa e por uma Gestão da Propriedade Intelectual, protegendo de uma forma harmonizada as inovações desenvolvidas.

Este modelo de inovação da Brisa é composto por quatro grandes grupos:
Capacidades que existem no seu grupo de trabalho e nos parceiros da Rede de Inovação.
Passam, entre outras, pela observação sistemática das envolventes e pela previsão de novas tendências; por uma gestão das ligações e análise do contexto interior e exterior, potenciando as oportunidades e interacções; pela rede de inovação e pelo enquadramento das actividades de IDI com as grandes linhas estratégicas da Brisa;
Ciclo de Inovação, com as diversas fases de um processo de desenvolvimento de um novo produto ou serviço. Esta gestão realimenta o ciclo, potenciando o surgimento de novas oportunidades, derivadas muitas vezes de projectos anteriormente desenvolvidos. Todo este ciclo se encontra assente num modelo de financiamento e realimentação da IDI;
Resultados do ciclo anterior que passam pela criação de novos produtos e serviços, pela divulgação interna e externa do know-how desenvolvido, pela geração ou optimização dos processos e pelo surgimento de novas áreas de negócio para a empresa;

 

O SGIDI operacionaliza este modelo de inovação através de um conjunto estruturado de elementos (processos, subprocessos e procedimentos), respondendo de uma forma activa às necessidades da empresa.

No final de 2009 foi criada a Brisa Inovação e Tecnologia (BIT), que resultou da fusão da área de inovação com a área de manutenção electrónica, criando uma nova unidade de negócio, que contém a cadeia de valor completa dos novos produtos e serviços.

Neste momento encontra-se a reorganizar os processos, desenvolvendo um sistema integrado de Inovação, Qualidade e Ambiente, que suporte todas as actividades da BIT.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vasco de Mello

Presidente do Conselho de Administração


Na primeira década deste século, a Brisa abraçou um novo desafio que viria a transformá-la numa empresa capaz de combinar inovação tecnológica com capacidade de empreendedorismo. Este posicionamento melhorou a sua vantagem competitiva, num mercado em que o aumento da eficiência é um desafio permanente. Exemplo desta busca constante pela eficiência é a Via Verde, um projecto inovador que rapidamente se tornou um caso de estudo.

A cultura empresarial da Brisa baseia-se na capacidade de identificar um problema e encontrar a solução mais eficaz. Para isso recorre ao trabalho de equipa e à realização de parcerias. Desde 2003, a empresa tem desenvolvido um modelo de inovação em rede, assente na colaboração com diversas entidades como universidades, centros tecnológicos, business angels, fornecedores, entre outros.

Deste processo nasceram seis novas start-ups, que contribuíram para a criação de um cluster tecnológico em Portugal e para a promoção de novos postos de trabalho, altamente qualificados. Podemos concluir que, com este modelo, a Brisa criou valor quer para a empresa quer para o país.

A mudança é um desafio permanente na vida das empresas. Geri-la e transformá-la em oportunidades de negócio exige uma atitude e uma cultura onde a inovação é uma constante. Nesse contexto, e no âmbito da actividade desenvolvida com a COTEC – Associação Empresarial para a Inovação, a Brisa integrou o grupo-piloto de quinze empresas que participaram no projecto de certificação de Sistemas de Gestão de Inovação, através da norma NP 4457:2007.

Este foi um passo lógico no sentido de assegurar o cumprimento da política de inovação da empresa e optimizar os processos de gestão da informação. Além disso, constituiu um factor diferenciador da empresa no mercado, permitindo a sistematização de projectos inovadores e a medição do valor criado e, consequentemente, um melhoramento da sua gestão.

Na Brisa acreditamos que a melhor maneira de estar no negócio é com esta visão de longo prazo.

Boas Práticas Implementadas

  • Implementar processos para garantir mais e melhor inovação - Gestão de interfaces e do conhecimento

    Cada vez mais a inovação nas organizações passa por processos de desenvolvimento colaborativos, nos quais as equipas internas trabalham em conjunto com elementos pertencentes a organizações parceiras. Estas parcerias de inovação em rede são inclusive um dos pontos destacados no modelo de referência da NP 4457:2007, «Modelo de interacções em cadeia. Um modelo para a economia do conhecimento».

    Uma das características distintivas do Sistema Gestão de Inovação da Brisa é a colaboração intensa com uma rede alargada de parceiros, favorecendo uma estreita colaboração com o intuito de maximizar o potencial de inovação da empresa.

    A prioridade dada ao desenvolvimento de capital humano e ao ganho de conhecimento mútuo gera uma rede de inovação, em constante evolução, onde todos partilham conhecimentos e experiências, com o propósito de maximizar as suas competências e, assim, desenvolver novos produtos e serviços a colocar no mercado.

     

     


     


    A rede de inovação da Brisa inclui entidades do Científico & Tecnológico, fornecedores/ parceiros, start-ups, financiadores, empresas concorrentes e entidades estatais, entre outras, o que tem permitido ganhos claros para todas as partes envolvidas.

    O processo de inovação em rede, iniciado logo em 2002 com a criação da área de inovação na Brisa, tem sido uma constante e resulta de um conjunto de factores, como a dimensão reduzida da equipa residente, as necessidades de know-how especializado, nomeadamente na área dos sistemas de transportes inteligentes, a optimização dos processos de gestão de I&D, procurando uma eficiente gestão dos recursos, a necessidade de ter uma estrutura ágil de produção e instalação das soluções desenvolvidas.

    Os projectos de IDI desenvolvidos em parceria são uma fonte de criação de valor, visto que:

    • Aceleram o processo de inovação;
    • Incrementam as entradas e saídas de novas ideias, tecnologias e conhecimento;
    • Reduzem os potenciais riscos e custos de desenvolvimento tecnológico;
    • Possibilitam o acesso a novos mercados e áreas de conhecimento;
    • Criam um eco-sistema de inovação com competências aplicadas ao mercado.

     

    Para uma gestão eficaz e eficiente da inovação em rede há um conjunto de pontos a que dedicamos especial atenção:

    • Importância das relações informais, como despoletar de grande parte das parcerias;
    • Escolha de responsáveis de interfaces que conheçam bem os parceiros, seus objectivos e necessidades;
    • Criação de uma linguagem comum e de confiança mútua;
    • Necessidade de uma definição clara dos papéis de cada um dos parceiros;
    • Estabelecimento de uma liderança forte;
    • Protocolização gradual da ligação;
    • Realização de um acompanhamento e monitorização periódicos;
    • Aprofundamento gradual do nível de interacção da parceria;
    • Procura contínua de novos parceiros potenciais, segundo as necessidades estratégias e evolução da envolvente.
     

    Na Brisa utilizamos como ferramenta agregadora de uma parte das questões levantadas a Matriz de Gestão de Parcerias, onde enumeramos os parceiros, com uma descriçao sumária das suas áreas de conhecimento e especialização, os elementos de interface, quer da Brisa quer da organização parceira, como está protocolizada a ligação, procedendo a uma revisão destes elementos e a uma avaliação periódica do estado da parceria sobre um conjunto de aspectos.

    Acima de tudo, perceber que a criação de uma parceria exige investimento de ambas as partes, mas que, potencialmente, os ganhos serão bastante positivos, multiplicando o investimento efectuado.

     

  • Implementar processos para garantir mais e melhor inovação - Gestão de ideias

    O «Projecto Colombo» é um projecto transversal às empresas do Grupo José de Mello cujo objectivo é enraizar a inovação como uma competência, contribuindo para a criação de uma cultura de inovação e de participação, sendo a inovação um dos valores do Grupo e, consequentemente, da Brisa.

    Os colaboradores são convidados a participar com ideias que promovam melhorias nos processos empresariais, no aumento de produtividade, nos ganhos de eficiência, na satisfação do cliente e no impacto no meio ambiente.

    A gestão de ideias é efectuada através de uma plataforma informática desenvolvida para o efeito, na qual as diferentes fases do processo de introdução e avaliação de ideias estão acessíveis a todos os colaboradores.

     

     


    Pretende-se que este programa seja transparente, pelo que todos os colaboradores conhecem quer as ideias expostas quer a fundamentação da decisão tomada relativamente a cada ideia.

    Esta transparência permite o reconhecimento dos colaboradores com ideias aprovadas, tornando visível o seu contributo para a organização.

    Para ser aprovada, a ideia dada tem de ser inovadora, ter aplicabilidade nalguma das áreas de actividade exercidas pelas empresas do Grupo Brisa e, da sua implementação, deverão resultar benefícios directos para a área de actividade onde se insira e, consequentemente, para a organização.

     

     


    Após uma selecção inicial por parte da equipa, todas as ideias recebidas são avaliadas pelo director da área a que se destinam. Se a mesma ideia for destinada a várias áreas, será avaliada pelos respectivos directores. Estas decisões serão independentes. Para a atribuição do Prémio Final é a Comissão Executiva do Grupo Brisa a realizar a avaliação.

     

    Com o objectivo de reconhecer as melhores ideias foi criado um sistema de incentivos que atribui um prémio monetário no valor bruto de 150 euros para cada ideia aprovada.
    No final de cada edição do Programa, a melhor ideia é premiada com um automóvel «Smart».

    Após três edições do Programa, o «Projecto Colombo» afirmou-se na Brisa como um importante catalisador para o envolvimento de todos os colaboradores na busca da melhoria contínua e da inovação, promovendo a participação na vida da empresa e a sua capacidade de inovação. É o Programa de Ideias de e para todos os colaboradores da Brisa.

  • Identificar resultados de inovação - Avaliação de Resultados - Avaliação de Resultados

    Para a Brisa, a inovação é a criação de valor num contexto de mudança, sendo este processo suportado num modelo de inovação em que as capacidades são transformadas em resultados através de um ciclo contínuo de desenvolvimento, realimentado pela criação de valor e suportado numa gestão eficiente dos recursos disponíveis.

    Esta criação de valor passa, entre outros factores, por uma renovação e um alargamento do âmbito dos produtos, serviços e mercados associados, pelo estabelecimento de novos métodos de produção, oferta e distribuição, pelo desenvolvimento de novos negócios e pela introdução de alterações na gestão e organização dos seus recursos humanos.

    Assim, torna-se importante medir a criação de valor promovida pelas actividades de inovação, nomeadamente através da avaliação do impacto dos projectos e actividades de IDI desenvolvidos. Esta avaliação é efectuada na Brisa para os projectos de IDI, num processo conjunto entre a área de inovação e o cliente interno ou externo, que solicitou o projecto. Nesta previsão, utilizando o VAL (Valor Actual Líquido) global do projecto como um dos factores de análise de investimento, são utilizados diversos pressupostos, como a duração do ciclo de vida do novo produto e os benefícios expectáveis, nas suas diversas componentes. Esta análise é essencialmente focada nos benefícios tangíveis para o cliente.

    Paralelamente, a empresa está a desenvolver processos de análise de projectos de IDI que avaliem outros benefícios, nomeadamente os intangíveis, como a imagem pública da Brisa como empresa inovadora, uma vez que a marca é valorizada como um activo intangível, inclusive do ponto de vista contabilístico.

    A Brisa reconhece que uma imagem pública forte na área da inovação pode constituir uma importante mais-valia ao nível da realização de parcerias, a exemplo do que está a ocorrer no mercado norte-americano, através da Northwest Parkway, uma pequena concessão da Brisa nos EUA que está a servir como mostra das capacidades da empresa, nomeadamente na componente tecnológica de suporte à operação, promovendo igualmente a retenção e atracção de recursos humanos.

    Este processo de avaliação do projecto passa também pela estimativa da potencial criação de valor por futuros licenciamentos e transferências de tecnologia ou pelo ganho de conhecimento que poderão alavancar o desenvolvimento de novos projectos.

    Além destas mais-valias centradas na Brisa e nos clientes, a empresa procura também avaliar as eventuais externalidades que surjam dos projectos de IDI, nomeadamente para parceiros, como as universidades, e que podem passar pela criação de laboratórios, pelo desenvolvimento de competências aplicadas, e também pelos benefícios para a sociedade, procurando que as inovações criem valor para todos os stakeholders.

    A aposta da Brisa tem sido claramente ganhadora, apontando uma estimativa conservadora para uma criação líquida de valor, entre 2003 e 2008, de mais de 180 milhões de euros, a partir de 11,2 milhões de investimento:

    Criação de valor pela inovação: balanço de 2008


    Para esta avaliação de valor ser possível é necessário haver processos sistemáticos de monitorização e controlo dos projectos de IDI e das actividades de suporte à inovação.
    Estes processos são dinâmicos, flexíveis e adaptados à tipologia do projecto, para não se tornarem uma carga burocrática que iniba a sua utilização.

     

     

Powered by