Edições

  • 1. Como avalia os resultados da política de Inovação em Portugal?

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      Pathena

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      EDP Inovação

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Critical Software SA

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      Fundação Calouste Gulbenkian

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      Foundation Calouste Gulbenkian, Délégation en France

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Masco Corporation

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      Bial

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Sonae

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • Zita Martins

      Zita Martins

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
  • a). Quais os principais desenvolvimentos positivos das políticas de inovação em Portugal?

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - Melhoria da Quantidade e da Qualidade da Produção Científica em Portugal; - Melhoria do Indicador Global de Investimento de R&D sobre o PIB: >1,5%; - Incentivos para dinamizar a Rede de Business Angels; - Programa SIFIDE e seu contributo para o aumento da I&D aplicada na esfera privada.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      - Criação de um enquadramento favorável para as energias renováveis, o que potenciou a inovação a nível nacional; - Lançamento de programas de incentivos estruturais para a inovação, tais como o FAI; - Fomento da qualificação do capital humano nacional, nomeadamente através de programas como o MIT-Portugal que introduzem melhores práticas e formam recursos humanos de excelência.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      A inovação passou a constar do discurso dos decisores políticos, e dos decisores do mundo académico. Isso tem influenciado muito as políticas públicas, designadamente com fundos que apoiam o desenvolvimento de ideias – ou das tecnologias que lhe correspondem; mas tem também ajudado a criar uma nova atitude nos mais novos, que são hoje muito mais receptivos do que há algum tempo atrás a ousarem lançar os seus projectos. Se a isso se juntar o notável investimento que se fez em Ciência e Tecnologia, com Portugal a alcançar, e até ultrapassar, em tempo recorde, indicadores como investimento em I&D em % do PIB ou número de investigadores por mil pessoas activas, julgo que se criou um contexto muito positivo em Portugal.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      - Criação de clusters de inovação; - Melhoria da balança de pagamentos tecnológicos.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      - O caminhar (lento) para a criação de um clima favorável à inovação; - A tomada de consciência sobre a existência de núcleos e instituições inovadoras em Portugal.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      - Existe mais debate e divulgação sobre o tema na sociedade; - Mais envolvimento de empresas e instituições no tema, mais comunicação; - Melhor conhecimento de critérios de avaliação/posicionamento e consequente melhoria em algum deles; - Mais conhecimento sobre casos de estudo relevantes.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      - Maior articulação entre as políticas dirigidas ao ensino superior e pós-graduado e à Investigação Científica, embora haja ainda espaço para melhoria; - Criação do Plano Tecnológico com planos, medidas, indicadores e metas e divulgação da evolução da inovação em Portugal; - Medidas de apoio aos investimentos em I&D e Inovação – QREN; - Quadro fiscal relativamente atractivo para as empresas inovadoras através do SIFIDE; - Incentivos ao regresso do estrangeiro de jovens investigadores; - Como resultado verificou-se um aumento das Patentes EPO que quase triplicaram de 2002 para 2007 embora ainda distante da média da UE27; o investimento das empresas ultrapassou o do sector público; a balança tecnológica do país melhorou muito significativamente.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      A economia portuguesa tem-se aproximado a um ritmo bastante rápido do nível de I&D existente nas economias europeias mais sólidas, revelando uma dinâmica de 'catching up' muito interessante. Aumentou de modo sustentado o número de publicações científicas e o número de doutorados no País. Surgiram algumas empresas capazes de se afirmar, em Portugal e no estrangeiro, pela qualidade dos seus produtos e serviços e produtividade altamente concorrencial dos seus colaboradores. Apostou-se numa simplificação dos processos mais burocráticos ligados ao Estado. Investiu-se na educação ao nível da alfabetização tecnológica e tornou-se mais acessível o recurso às novas tecnologias. Por outro lado, o forte envolvimento de entidades e organismos oficiais desde a estrutura de governo que inclui a Inovação com uma Secretaria de Estado própria para esta temática, até ao envolvimento pessoal do Presidente da República em múltiplas iniciativas ligadas à Inovação, fazem com que a Inovação tenha uma notoriedade marcadamente positiva.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Do pouco que tenho conhecimento, a criação de pólos tecnológicos e os resultados que tem sido atingidos com os mesmos. Excepto meia dúzia de acções, não creio que tenhamos, ainda, uma cultura de inovação.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      - Fomento da I&D empresarial (SIFIDE, QREN); - Promoção de Estratégias de Eficiência Colectiva; - Apoios à internacionalização das empresas; - Promoção do 7.º Programa-Quadro de I&D da UE.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      - Crescimento do investimento a nível de Ciência, Tecnologia e Inovação nos últimos anos. Como exemplo, o Estado financiou a aquisição de equipamento na ordem dos 24 milhões de euros para o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), em Braga. - Abertura de Centros de excelência de Ciência e Tecnologia, em que investigadores de topo a nível mundial fazem investigação inovadora. Um caso que é fundamental referir é o do Centro de Investigação Champalimaud, que é um centro de investigação científica multidisciplinar no campo das neurociências e da oncologia. O Centro tem modernas tecnologias para investigação biomédica, e também para o ensino (mestrado, doutoramento, etc.). Outro caso é o do INL, que é a primeira e única organização de investigação no mundo na área da nanociência e nanotecnologia com um estatuto jurídico completamente internacional. - Criação de patentes a nível Mundial e investimento em áreas que melhorem a qualidade de vida, nomedamente energias alternativas, biotecnologias/farmacêuticas, e tecnologias de informação (exemplo, Via Verde e Multibanco).

  • b). Quais os constrangimentos com que se deparou?

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - Muito baixo nível de patentes registadas; - Falta de um sistema europeu unificado de patentes – eu acabo a registar sempre nos EUA por via das dúvidas!; - Falta de celeridade nas respostas do programa QREN.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      - Manutenção de uma carga burocrática que não está preparada para facilitar projectos de inovação; - Dificuldade em implementar projectos de escala relevante pois alguns incentivos dispersam-se por um conjunto demasiado alargado de iniciativas.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Competências. Não há competências de ligação ao mercado em Portugal. Temos boa engenharia, boa capacidade de produzir tecnologia, mas muita dificuldade em vendê-la. Diria que é normal porque as competências precisam de tempo e do contexto certo para se desenvolverem, e ainda não há muito tempo não se produzia tecnologia em Portugal.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      - Dificuldades de 'scaling-up' dos processos de inovação; - Deficientes ferramentas para avaliação do impacto económico e social das políticas de inovação.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      - A ausência de uma política simultaneamente explícita quantificada para a a inovação (o Plano Tecnológico sendo o exemplo mais recente); - A pouca curiosidade dos media sobre o tema; - A existência de dois ministérios diferentes com responsabilidades sobre este domínio de acção do executivo.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      - Falta de projectos empresariais para a construção de marca e desenvolvimento de novos produtos; - Falta de projecto estratégicos e operacionais adequados para exportação e distribuição desses produtos; - Falta de empenho por falta das empresas e de entidades na promoção do tema de produtos inovadores; - Foco demasiado cego nos serviços e consequente esquecimento do ciclo virtuoso do produto na economia.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      - Burocratização excessiva da aplicação prática das medidas do QREN que obrigam as instituições a incorrer em custos adicionais e impedem que usufruam plenamente do mesmo. Esta situação, paradoxalmente, deteriorou-se face ao anterior programa SIME.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Não se avançou suficientemente para os sectores de maior exigência e dinamismo tecnológico e económico, não se apostou na competitividade o suficiente para que Portugal atingisse níveis de eficiência que o retirassem de uma vez por todas do seu défice estrutural, nomeadamente ao nível da produtividade, da qualificação da mão-de-obra e da qualidade do ensino. Os desenvolvimentos positivos referidos não chegaram da mesma forma às nossas indústrias tradicionais.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      A cultura estar sempre fora da inovação – o pouco que se fala em inovação é sempre relativo a um campo científico ou equivalente, e única e exclusivamente com a sua possível aplicação posterior ao comércio.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      - Falta de mecanismos que obrigam à coordenação estratégica entre iniciativas de promoção da inovação levou ao aparecimento simultâneo de propostas redundantes cuja selecção foi onerosa em termos de recursos; - Excessivas exigências administrativas para a candidatura e execução de projectos financiados; - Promoção das PME em detrimento (em vez de em complemento) das Grandes Empresas. Um exemplo é o facto da gestão dos financiamentos de projectos individuais de I&D (QREN SI I&DT) a GE ter sido entregue a entidade vocacionada para PME (IAPMEI); - Limitações impostas pela articulação entre FEDER e FEADER com especial incidência sobre empresas que, como a nossa, dividem a sua actividade entre o sector primário (viticultura) e secundário (produção de vinhos). Desde já, a I&D sobre viticultura ficou especialmente prejudicada; - Desadequação dos avaliadores de projectos relativamente ao sector vitivinícola (desconhecimento das suas especificidades de I&D consequente para inovação); - Prazos de resposta a contra-alegações relativas à decisão sobre o financiamento de projectos excessivamente longos (14 meses!).

    • Zita Martins

      Zita Martins

      Não há uma eficiente exploração dos recursos Humanos, nomeadamente de pessoal qualificado nas Universidades e centros de I&D. Não há eficiente ligação Empresas-Universidades.

  • c). Indique os principais aspectos em que a política de Inovação tem contribuído, ou não, para a competitividade do País.

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - Criação de 'awareness' para a importância da Inovação como modo de Diferenciação; - Intensidade de utilização de Ciência no tecido produtivo e de serviços (ainda há muito a melhorar); - Maior 'awareness' para formas mais evoluídas de produtividade: serviços industrializados e propriedade intelectual em lugar de serviços tradicionais.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      - Melhoria do perfil tecnológico da indústria nacional; - Não permitiu quebrar a tendência de redução de competitividade da economia nacional. Nomeadamente o movimento de saída dos centros de decisão de grandes empresas multinacionais, que estimulam a criatividade e investem sistematicamente em novas áreas de negócio.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Portugal tem de se especializar. A entrada no euro acelerou a decadência dum modelo (que de qualquer forma não devia ser o nosso) que era o da indústria de mão-de-obra barata; a emergência das economias a Oriente, também. Só podemos competir assentes em indústria 'knowledge-intensive'; só podemos desenvolver essa indústria se apostarmos em inovação.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      Aspectos positivos: Apesar de algumas necessidades de correcção de trajectória, são de salientar: o fomento das energias renováveis, a melhor translação dos resultados da investigação académica nas práticas empresariais e o aumento das exportações de cariz tecnológico. Aspectos negativos: Sistema de educação pré-universitário com pouca autonomia, o que dificulta o fomento da necessária cultura de inovação e competitividade.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      É preciso que o Barómetro desenvolva uma actividade credível nesta área para me poder pronunciar, com base nos seus trabalhos; a informação existente é enviesada, escassa e irregular.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Creio que estamos mais bem cotados no ranking de país inovador, essa percepção de inovação altera para melhor a imagem do País e assume-se que a inovação tem certamente impacto na qualidade dos produtos e serviços exportados, e isso acabará por ter impacto na balança de pagamento do país. No entanto, creio que assistimos muito mais a um marketing interno de inovação bem conseguido, sem uma comunicação adequada ao exterior, sem um impacto na economia ajustado ao esforço financeiro imputado ao desenvolvimento da inovação em Portugal.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      - Assistiu-se à vinda para o País de um maior número de investigadores, mas ainda não há massa crítica nem condições de trabalho de investigação competitivas como a de muitos centros de referência; - Os bolseiros trabalham por vezes em condições algo precárias o que impede a sua adesão aos projectos numa perspectiva mais de longo prazo, o que seria obviamente desejável; - Apesar disso, assistiu-se ao aumento da percentagem de emprego nos serviços de alta tecnologia (em % do total de emprego) de 1,45% em 2001 para 1,83% em 2008, embora ainda longe da média da UE27 (3,29% em 2006).

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Tem havido um enfoque muito importante, sobretudo ao nível do discurso e intenções, na relevância e urgência de uma verdadeira política de inovação. No entanto, essas intenções têm dado resultados que ficam aquém do que seria de esperar. É verdade que se desenvolveu ao nível das universidades e centros de investigação uma política de impulso no que aos doutoramentos e projectos de investigação diz respeito. É verdade que esses índices, bem como o das publicações científicas, nos aproximam de respeitáveis parceiros europeus. No entanto, a articulação com o tecido empresarial não tem sido muito eficaz. Não se criou um clima concomitante favorável ao empreendedorismo, que estimulasse a economia nacional. Assinale-se ainda que o problema estrutural da produtividade continua por resolver e que a integração de tecnologia nos vários sectores de actividade não tem conduzido a uma necessária melhoria neste domínio. Tenho seguido, sobretudo na imprensa, com grande satisfação os progressos do Cluster da área da Saúde. Considero também que haveria lugar à constituição de pólos de competitividade em áreas tradicionais. A desarticulação entre as políticas industriais, empresariais e de ciência, a par de um desenvolvimento regional extremamente tímido, deixaram-nos à mercê de investimento estrangeiro diminuto e desligado das economias locais. Não houve também uma aposta na criação de um mecanismo eficaz de capital de risco, elemento fundamental para a disseminação de uma cultura de empreendedorismo e de inovação generalizada.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      A parca política de inovação tem contribuído negativamente para a pouca competitividade do país – pior, seria realmente importante desenvolver, de forma profunda, a educação e a cultura, sem a qual, uma tentativa de criar uma política de inovação, será claramente, um eterno fracasso.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      - A promoção da Inovação como factor de competitividade das empresas foi importante para a sensibilização de empresários e universidades no sentido de unirem competências para, em conjunto, criarem novas formas de concorrer a nível global. Isso permitiu relevar o papel do conhecimento na actividade empresarial e criar uma dinâmica de sua valorização, que veio trazer uma nova mentalidade e benefícios que a prazo, se bem geridos, permitirão gerar dividendos económicos para o País.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      A política de inovação tem levado ao investimento em centros de excelência de I&D, alguns deles únicos em todo o Mundo (como é o caso do INL).

  • 2. Indique quais foram, em sua opinião, os principais factos ocorridos no último semestre que influenciaram a política de inovação em Portugal.

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - Regime fundacional (como opção) das Universidades; - QREN com critérios de 'screening' baseados no perfil exportador das empresas; - Instrumentos de apoio ao registo de propriedade intelectual.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      - Aumento do interesse político por medidas adicionais que reduzam a dependência de combustíveis fósseis e o défice da balança comercial, como por exemplo a iniciativa de lançamento da rede de mobilidade eléctrica; - Paradoxalmente, a redução de fundos do Estado disponíveis para as universidades tem visivelmente melhorado a ligação Universidade-Indústria, pois forçou a necessidade de atracção de fundos provenientes da indústria.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      A constatação de dimensão da crise torna particularmente óbvia e urgente a mudança do nosso paradigma de desenvolvimento – que deve assentar na indústria de conhecimento. Ficou ainda mais óbvio, tornou-se ainda mais urgente, a aposta na indústria do conhecimento. Um aspecto importante para que isso aconteça é a cultura de inovação, e a constatação disso mesmo influencia (reforça) a colocação no terreno de políticas de inovação agressivas.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      - A conjuntura dos mercados internacionais, colocando pressão sobre Portugal – fruto das suas debilidades orçamentais – foi um factor para o afastamento de potencial investimento externo. - Percepção dos limites do Estado Social.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      O colapso do crédito.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Se falamos de factos comunicados nos media, pois acaba por ser esse o principal canal de comunicação, e tendo em conta que esses factos são na verdade notícias com toda a distorção implícita, saliento o lugar que Portugal ocupa como País com empresas inovadoras. Recordo também notícias sobre a política e resultados da política energética, nomeadamente do comportamento nas energias renováveis. Estas notícias aparecem coladas à palavra inovação, mas fica muito por comunicar sobre qual o verdadeiro impacto dessas opções políticas e empresariais na competitividade do País. Fora isso, recordo somente apontamentos de empresas e instituições a organizarem eventos e manifestações com a palavra inovação.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      - Inclusão como Beneficiários dos apoios previstos no QREN das Entidades Gestoras dos “Pólos de Competitividade e Tecnologia” e “Outros Clusters” reconhecidos ao abrigo do enquadramento das Estratégias de Eficiência Colectiva (nova legislação do QREN de Out/2010); - Manutenção do Sistema de Incentivos Fiscais à I&DT (SIFIDE) conforme proposta do Orçamento de Estado 2011.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      O factor “crise nacional” e a forma de se tentar inverter estes problemas tem naturalmente monopolizado as discussões e as preocupações dos governos e também das empresas nos últimos tempos, no entanto a Europa está consciente de que o caminho para sair da crise passa pela aposta forte na criatividade, na inovação e desenvolvimento. Foi de grande importância o anúncio feito pela Comissão Europeia de um pacote de 6,4 mil milhões de euros para apoiar as organizações europeias nas suas políticas de inovação. Esta será a dotação para 2011 do 7.º Programa-Quadro de Ciência, Investigação e Desenvolvimento, que embora não sendo novidade, traz algum alento nessa matéria. O anúncio concertado da disponibilização desta verba para diferentes áreas e projectos não deve passar despercebido aos empresários portugueses que, historicamente, pouco têm participado neste programa. E este alerta é também importante, uma vez que este programa-quadro tem um horizonte temporal que se estende para além de 2013, ao contrário do QREN. A nível interno, salientaria o crescimento de uma atmosfera de cooperação entre parceiros, que se espelha não só na relação entre as universidades e as empresas, como também na criação de redes, clusters e plataformas de cooperação, em diferentes domínios. A dinâmica que se sente ao nível dos vários organismos que coordenam, ainda que parcelarmente, os avanços na inovação dá conta de que apesar do clima económico extremamente difícil em que nos encontramos, não pôs em risco o esforço que tem sido feito no sentido de pôr de pé uma política concertada de inovação e desenvolvimento, aguardando-se também a nova Agenda Digital a ser apresentada pelo Governo.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Desconheço.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      O atraso na recuperação económica chamou a atenção para a necessidade de uma maior facilitação nos mecanismos de financiamento à I&D e Inovação, os quais foram revistos no bom sentido. No entanto, foi uma constatação tardia. A inovação é uma actividade que necessita de agilidade empresarial e capacidade de reacção permanente. Os sistemas de incentivo existentes, seja em sede QREN, seja em sede PRODER, na sua formulação inicial, prejudicaram ambos e limitaram a sua capacidade de alavancagem da economia portuguesa.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      A meu ver, a política de inovação tem de ser avaliada a longo prazo, não tendo por isso nada a registar nos últimos 6 meses.

  • 3. Indique as principais inovações, a nível nacional e internacional, que mais o marcaram nos últimos 6 meses.

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      Principais inovações a nível internacional (sou enviesado para o digital, nota-se): - Google TV e Apple TV : a luta pelo control da TV a partir de fora ; - Emergência da electrónica transparente e flexível como território de pesquisa; - O facto de que NFC vai descolar no ano de 2011; - Inditex adopta RFID para todas as suas peças – seguindo o caminho da Wal-Mart; - Explosão do conceito de App Store – "n" instâncias; - Explosão das vendas do Android : iPhone e Android dominam o mercado de Smart Phones. Principais inovações a nível nacional: - eTendering mandatório em Portugal – só faltam os ajustes directos; - Elvira Fortunato ganha prémio europeu de ciência – Computação baseada em papel; - 'Roll-out' pela Brisa de soluções totalmente 'un-attended' nas auto-estradas; - Integração da DGCI com outros departamentos do Governo – com vista a apertar a permitir a cobrança coerciva de impostos (até que enfim!).

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      Nacional: - Lançamento do maior projecto de inovação na área de energia 'offshore', a instalação de um protótipo do Windfloat ao largo da costa portuguesa; - Lançamento da implementação da rede de carregamento para Mobilidade Eléctrica. Internacional: - Aparecimento da Mobilidade Eléctrica como nova tendência para o transporte urbano; - Penetração significativa dos tablet PC’s no mercado, o que introduz uma dependência cada vez maior de ferramentas web no dia-a-dia.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      - Avanços na nanotecnolgia (nano-robots); - Avanços em bio-tecnologia (mecanismos para controlar processos de envelhecimento).

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      Desenvolvimento das iniciativas do recente governo britânico, no âmbito da sua estratégia "Big Society" de devolução de competências às autoridades locais e 'empowerment' da cidadania.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      Penso que se passou um pouco mais (ou menos) do mesmo.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      - Nacional: O lançamento de um produto de consumo inovador, com ambição e plano de negócio ajustado a torná-lo num novo produto a nível mundial – Oon Candle Maker. - Internacional: O concurso MassChallenge para 'startups' com uma agenda de implementação ambiciosa e um prémio tentador ("a global startup competition whose mission is to catalyze new business creation and high-value jobs – we help entrepreneurs win!").

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      - Criação em laboratório de órgãos bioartificiais http://abclocal.go.com/kgo/story?section=news/health&id=6736425 http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=45886&op=all - Muito recentemente, uma equipa da Universidade Wake Forest (EUA) chefiada por um investigador português, Pedro Baptista, criou em laboratório um fígado humano, constituindo assim um primeiro passo para que possa ser usado em transplantes dentro de alguns anos. http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=45962&op=all - Implantes retinianos em cegos http://www.cbsnews.com/8301-504763_162-20021607-10391704.html - Primeiros sucessos do CERN na reconstituição dos momentos pós Big-Bang http://public.web.cern.ch/public/ - Criação de chips de papel (Cristina Fortunato UNL) com possíveis aplicações em ecrãs, rotulagem inteligente, e reciclagem “verde” de dispositivos electrónicos. http://thefutureofthings.com/news/1285/paper-chips-and-disposable-electronics.html

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Para responder a esta pergunta vou utilizar como exemplos de forte empenho na inovação, alguns casos que nos últimos meses foram desenvolvidos pelas Empresa Sonae. Estes projectos têm na sua maioria uma aplicação nacional e internacional visto que a Sonae tem neste momento uma expressão internacional bastante considerável. - Transformação da Rede de Backhauling Móvel da Optimus (Sonaecom): O projecto de transformação da Rede Transporte Optimus, tem por objectivo planear, desenhar e desenvolver todas as acções, que permitam construir no prazo uma rede ainda mais eficiente, de elevada qualidade e disponibilidade, que permita transportar um elevado volume de dados a custos controlados e escalável para responder às necessidades dos clientes e suportar o negócio. Este projecto prepara a Optimus para a adopção de tecnologias como o LTE e permite obter poupanças significativas de custos, nomeadamente com a redução da dependência de rede de terceiros. - Escola de Perecíveis (Sonae MC): A Escola de Perecíveis do Retalho Alimentar é um conceito inovador na área da formação do retalho alimentar, e especificamente sobre produtos alimentares perecíveis. É já um modelo de formação contínua e progressiva, que rompe com os padrões de formação clássica e convencional de temas isolados que eram leccionados de forma esporádica em função das necessidades do curto prazo do negócio. A Escola surge do alinhamento e da estratégia do negócio – Operacional, Comercial e Recursos Humanos – e caracteriza-se por uma combinação única de factores-chave, como sejam: planos curriculares a vários anos, com diferentes níveis de profundidade, suportados pela aquisição do conhecimento de uma forma consistente, gerando competências que evidenciam o desenvolvimento de carreira. A sua missão é ajudar a criar uma cultura de referência ao nível do conhecimento e da competência profissional dos colaboradores, contribuindo para a eficiência operacional, o crescimento das vendas dos artigos alimentares perecíveis e a confiança dos clientes. - International Development Exchange Archive (Sonae SR): O site International Development Exchange Archive (IDEA) é uma plataforma colaborativa utilizada por todos aqueles que intervém no processo de selecção de uma loja. Esta plataforma permite georreferenciar projectos imobiliários, lojas em estudo e lojas da concorrência, garantir a intervenção dos vários intervenientes através de um 'workflow', consultar estudos e notícias e aceder à informação em tempo real de qualquer projecto. Hoje, é uma ferramenta imprescindível para a expansão internacional dos formatos da Sonae SR, sistematizando o conhecimento que se encontrava disperso com o intuito de garantir a visão global desde a selecção da localização ao fecho do contrato. - SIGO (Sonae Sierra): O SIGO é um sistema de informações operacionais automatizado para gestão de centros comerciais criado pela Sonae Sierra e que vem facilitar a tarefa de gestão dos espaços. O SIGO permite gerir, em tempo real, o “bater do coração”, o dia-a-dia, de um Centro Comercial e gera informação de gestão, tratada e instantânea, sobre qualquer processo operacional. O sistema possibilita ainda a uniformização automática dos procedimentos operacionais em todos os centros, bem como a optimização de processos e procedimentos. - Portal Móvel (Sonae MC): Através do Portal Móvel, os colaboradores das lojas Sonae têm acesso a toda a informação necessária para melhor servir os clientes e para executar as diferentes tarefas de operação de loja, de forma mais eficiente e eficaz. Suportado sobre PDAs e impressoras móveis, o Portal Móvel disponibiliza aos colaboradores da loja toda a informação disponível nos sistemas da Sonae, onde e quando necessário, evitando deslocações frequentes entre loja, escritórios e armazéns proporcionando um melhor serviço ao cliente e simplificando a vida dos colaboradores. O Portal Móvel garante ganhos de eficiência significativos já demonstrados em todas insígnias de lojas da Sonae que adoptaram a solução, como o Continente, o Modelo, a Worten, Modalfa, SportZone, entre outras. A Sonae estima ganhos tangíveis anuais na ordem dos 20% do orçamento total anual em Tecnologias de Informação, atingindo o retorno do investimento em menos de um ano. Esta tecnologia já iniciou um processo de rentabilização no mercado mundial com vendas já realizadas para a África do Sul e Brasil.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Desconheço.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      - Inovação Reversa: Desenvolvimento de tecnologias locais em mercados emergentes para posterior distribuição global, uma inversão do modelo de negócios tradicional destinada a antecipar a ocupação dos mercados emergentes por grandes empresas locais. É a prevalência do factor preço sobre o factor desempenho (ver ligação para artigo da GE). - Socionómica: A economia baseada nas redes sociais alavancadas pela Internet: Facebook, YouTube, Twitter, LinkedIn, etc., onde o consumidor avalia e comunica publicamente, com grande alcance geográfico e demográfico as suas opiniões sobre produtos e serviços, desintegrando o efeito da grande comunicação massificada pelos media tradicionais. - iPad Os tablet PC introduzem uma maior facilidade de utilização do que os computadores e arriscam-se a tornar estes últimos completamente obsoletos, uma vez que organizam a informação e o seu manejo de uma forma completamente intuitiva, sem recurso às convenções informáticas a que nos habituamos com os computadores (por exemplo, o tempo de arranque e encerramento em segurança; a necessidade de expressamente gravar um ficheiro enquanto se trabalha nele para não perder o trabalho já feito; ou a necessidade de navegar por intermináveis menus sempre que se quer colocar o Outlook em modo de 'out of office'). O aumento de portabilidade e a utilização de WebApps (aplicações que se descarregam em segundos da Internet para executar uma tarefa, sem necessidade de instalar e configurar um software). Desde já se antecipa um ganho significativo na produtividade. - Innovation Europe: Plataforma global para as empresas, produtos, investigação e aplicações mais inovadoras da Europa, dando destaque à criação e exploração bem sucedida de ideias inovadoras com o objectivo de potenciar o crescimento económico com base no conhecimento. É a criação da Comissária Máire Geoghegan-Quinn, recentemente nomeada para a Investigação e Inovação.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      Duas inovações do Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes (CENTI): um interruptor de iluminação embebido num ladrilho e um têxtil com repelência à sujidade. De referir também o lançamento no mercado europeu de um medicamento antiepiléptico pela BIAL, o primeiro fármaco de patente portuguesa, resultado do trabalho de I&D desenvolvido pela companhia ao longo de 15 anos e de investimentos na ordem dos 300 milhões de euros. Este empresa foi considerada a melhor empresa portuguesa estabelecida em Espanha, um prémio atribuído pela Câmara Hispano Portuguesa.

  • a). Estimulam o empreendedorismo em Portugal

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - A situação miserável do País em termos financeiros que é um excelente 'trigger' de acção! (a necessidade aguça o engenho); - A cada vez maior 'awareness' de que o pais é pequeno, muito pequeno; - A cada vez mais clara impossibilidade de competir numa base-preço (somos caros).

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      - Aumento do nível de formação e de exposição internacional da população activa. Este fenómeno tem levado a que muitos procurem criar o seu próprio emprego em vez de “encontrar” emprego. Adicionalmente, a crise tem ampliado este fenómeno; - Divulgação de iniciativas de empresas nacionais de sucesso em mercados externos.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      - Exposição à ciência e tecnologia; - Educação e qualificação; - Disseminação de exemplos bem sucedidos de empresas inovadoras com dimensão global.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      - Criação e crescimento de plataformas para incubação e desenvolvimento de projectos de empreendedorismo; - Fomento do empreendedorismo a nível universitário.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      O reconhecimento da necessidade de reforçar e intensificar as interacções entre 'business' (indústria e serviços), educação e investigação.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Criação de grupos de trabalho, com os diferentes intervenientes na cadeia de valor de um produto e serviço e, criar equipas que respondam a diferentes desafios com o compromisso dos diferentes interveniente de investirem e apostarem na implementação das melhores ideias. Aceitar o risco, medir o sucesso, premiar e valorizar o mesmo.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      - Espírito de iniciativa e alguma “aventura” dos portugueses; - Aposta do ensino superior no desenvolvimento ciência e tecnologia; - Redes como a COTEC, nomeadamente no âmbito das PME.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Nos últimos anos, a temática do empreendedorismo e da inovação tem estado na ordem do dia. A consciência de que se trata de apostas-chave para o futuro do país é um elemento positivo que cria a atmosfera certa para o investimento nestas áreas. O investimento na educação e formação técnica dos jovens que possuem ambições empreendedoras, bem como a possibilidade de existir formação contínua para os empresários já em actividade, são medidas fundamentais para o estímulo do empreendedorismo. Não menos importante é a existência de recursos financeiros associados a capital de risco que permitam a efectivação dos projectos. Uma vez implementados estes projectos é fundamental a existência de uma eficaz rede de parcerias com instituições como Universidades ou Centros de Investigação de forma a que o processo de inovação não pare após o arranque dos projectos.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      No actual cenário da "crise", será complicado encontrar factores que naturalmente estimulem empreendedorismo. Mas fiquei particularmente impressionado com o evento "Grande C", que tenta estimular, incutir, esse empreendedorismo nas camadas mais jovens.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      - Retorno dos capitais investidos; - Realização pessoal; - A valorização do conhecimento; - A I&D para a construção e inovação permanente de marcas, numa perspectiva de diferenciação sustentada; - O património cultural rico e único.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      - Investigação de excelência nas Universidades e Centros de I&D conduz à investigação em áreas criativas e inovadoras, mantendo um nível de rigor elevado.

  • b). Dificultam o empreendedorismo em Portugal.

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - A falta de vontade de trabalhar/o facilitismo de receber “ajudas sociais” sem qualquer entrave (chocante); - A situação da justiça – que assusta verdadeiramente qualquer empresário normal; - A dimensão do mercado do País – o sítio errado para começar muitos negócios.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      - Quantidade de tempo e recursos necessários para cumprir processos burocráticos; - Custos inerentes ao lançamento de uma nova empresa e o nível de impostos a suportar, mesmo na fase inicial da actividade; - Rigidez da lei laboral e encargos obrigatórios com trabalhadores forçam as empresas a sub-recrutar numa fase inicial, afectando directamente a competitividade das nossas 'startups'; - Consequências administrativas de uma falência impedem que um empreendedor volte a lançar novas iniciativas durante demasiado tempo; - Culturalmente, o insucesso empresarial ainda tem uma conotação muito negativa o que reduz a propensão ao risco da comunidade empresarial.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Uma cultura de aversão ao risco e de forte dependência de terceiros na nossa vida activa. Isso altera-se estabelecendo referências (os exemplos), qualificando, orientando o ensino superior à resolução de problemas, formando auto-estima e ambição nos mais jovens.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      - Fraca cultura empreendedora e deficiente participação cívica; - Débil educação para o empreendedorismo nas escolas.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      - O fechamento sobre os problemas próprios; - A incapacidade de comunicar com os outros.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Organizações viradas para si, empresas pouco justas e hábeis, pessoas pouco motivadas e dedicadas.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      - Falta de estímulo na educação e em particular no ensino superior; - Custos de contexto, nomeadamente burocracia; - Complexidade no recurso a fundos dos programas de apoio tipo QREN; - Falta de aposta efectiva do capital de risco nas 'startups'.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      A ausência de uma cultura de exigência e de iniciativa é um dos factores estruturais mais difíceis de ultrapassar na sociedade portuguesa. Por outro lado, o sistema financeiro é avesso ao risco, e nesta fase ainda mais, não havendo respostas para os empreendedores. Existe ainda um défice no que à educação diz respeito. Os jovens não são educados nem preparados para a inovação, para o risco, ou para a excelência, três das principais qualidades de um verdadeiro empreendedor. Não existe ainda na cultura empresarial a assunção da importância dos inputs de colaboradores motivados e criativos. É fundamental que exista uma clara valorização de recursos humanos qualificados e altamente especializados. É no seio das empresas que se geram novos empresários. E é do seio de empresas que estimulam o empreendedorismo que surgem verdadeiros empreendedores em todos os sectores da vida e da actividade. Ainda existe uma fatia importante da população que não entende que, no mundo em que vivemos a capacidade de inovação e a competitividade das nossas empresas são as únicas maneiras de criar desenvolvimento e emprego bem remunerado. Na situação actual de dificuldades sociais essa pessoas estão mais vulneráveis aos “vendedores de ilusão” que, de forma mal ou bem intencionada, lutam contra a iniciativa privada, a liberdade de empreender, a responsabilização individual ou os mercados abertos e competitivos.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Mentalidade fechada, pouco auto-estima: o mérito é pouco importante, como tal...

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      - A dificuldade de financiamento; - A escassez de marcas fortes a nível global; - A falta de uma visão estratégica a longo prazo para a economia nacional; - A separação entre GE e PME, nomeadamente a inexistência de estratégias de promoção de Tracção Empresarial a nível nacional e internacional; - A progressiva diminuição de competências básicas pelas novas gerações; - A incoerência regulamentar que ora onera o empreendedor com excessos burocráticos, ora o desprotege por falta de regulamentação adequada à sua actividade económica.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      - Demasiada legislação a nível de registo de patentes; - Falta de comunicação e contacto entre Empresas e Universidades. Esta relação é algo que se verifica de forma eficiente em países como o Reino Unido.

  • 4. Eu, Primeiro-Ministro: Admita que acaba de assumir o cargo de Primeiro-Ministro. Quais seriam as três primeiras medidas que tomaria para promover a inovação em Portugal?

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - Clara focagem de todos os incentivos a inovação com vista as Exportações; idem com vista à Substituição das Importações; - Fomento claro da poupança da classe média e alta (se necessário por via obrigatória – cativando verbas – uma pequena percentagem dos salários dos portugueses por um período de N anos) para para possibilitar o suporte ao investimento em Inovação (pequeno, disperso e altamente reprodutivo – não estou a falar de grandes projectos); reporte periódico aos portugueses, com toda a transparência, de como esta a ser utilizado o dinheiro deles e quais são as suas perspectivas de retorno (ver Lee Kwan You – Singapura; repetir as receitas; funcionaram lá); - Obrigação de factura electrónica a 100% com vista ao cruzamento dos dados para controlo das declarações fiscais – é um crime que os empresários portugueses sejam responsáveis por uma economia paralela de cerca de 23 a 25% quando os países do Norte da Europa têm 10 a 15%; parte do nosso défice orçamental público está aqui.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      - Lançar uma medida de redução de impostos para empresas que invistam em I&D. Esta redução deveria ser proporcional ao montante investido; - Caso não se desburocratize o sistema público, dever-se-ia criar uma “via verde” administrativa para projectos com um pendor claro de inovação, à semelhança dos PIN’s; - Aumentar dos incentivos dos Estado para projectos de I&D que envolvam empresas e universidades.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      - Aposta na Escola – uma aposta determinada e mobilizando os principais 'stakeholders' para a qualificação dos portugueses; + Uma medida importante é pôr no terreno a avaliação dos professores; - Aposta em Ciência e Tecnologia – Formação avançada (ainda a Qualificação) – com uma ligação forte às empresas; + Uma medida interessante seria a criação de um contexto para a realização de PhD e Mestrados em empresas; + Publicação de um ranking com a performance das diferentes instituições do Ensino Superior na produção de 'spin-offs' Universitários.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      1. Baseado no conceito de flexisegurança, agilizar o mercado de trabalho; 2. Canalizar activos bancários não reclamados, bem como os fundos do QREN (renegociados) para fomento de estratégia de inovação; 3. Alargar as competências da agência de inovação para áreas da inovação social à semelhança do que tem vindo a fazer o NESTA - National Endownment for Science Technology and Arts.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      - A inovação no meu gabinete. - A preparação de uma política nacional para a inovação. - A definição e criação de dois centros nacionais de futura co-localização de 'Knowledge and Innovation Communities' (KIC 's).

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      - Listar os 10 casos de pessoas de sucesso mais factual na economia nacional. Pedir aos 10 que citem 10 pessoas que eles seguem internacionalmente como seus mentores. Juntar os 20 e criar 'best practice'. Limitar o acesso ao capital, incentivar os resultados rápidos e crescentes, abraçar e respeitar o fracasso. - Fechar o Centro Português de Design, juntar competências de inovação pelo design a departamentos e ministérios bem definidos, com tutelas e objectivos bem claros. Eleger um profissional respeitado do meio do design para criar uma organização simples e ligeira para levar o design onde ele precisa ser levado. - Criar um evento/mostra internacional de Portugal, multi-sector, bem organizada, onde as empresas portuguesas para estarem presentes devem preencher um conjunto de requisitos mínimos, onde a organização do evento garante a presença dos compradores mundiais mais influentes. Muito orientada a resultados, negócios, com todas a ganharem percentagem de negócios efectuados, como se de uma empresa se tratasse.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      - Aposta de longo prazo na educação, incentivando e estimulando a criatividade, inovação e a capacidade de realização desde o ensino básico ao superior, mas fazendo uma prévia formação aos professores; - Incentivo a uma mais efectiva colaboração entre os centros de investigação e as empresas de modo a aumentar a criação de produtos/serviços com efectivo valor acrescentado; - Desenvolvimento das actividades do Plano Tecnológico Nacional; - Maior adaptação dos programas à necessidade empresarial e desburocratização.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Suponho que a pergunta não visa sugestões das medidas “higiénicas” fundamentais às demais como: pôr as contas em ordem, eliminar os “boys”, a corrupção, o investimento improdutivo, etc… Adoptar medidas de reforma da educação, no sentido de reformular o modelo de aprendizagem, apostando na exigência e no rigor, na capacidade de aprender ao longo de toda a vida e na capacidade de fazer, estimulando a criatividade e a possibilidade de pôr em prática projectos de jovens empreendedores. Agilizar, acelerar e tornar mais racional a presença do Estado na Economia, acentuando o seu papel regulador e supervisor, adoptando uma postura de antecipação que permita precaver eventuais futuras crises e problemas, ao mesmo tempo que cria segurança entre os verdadeiros 'players'. Apostar no sector primário de forma inteligente: introduzindo tecnologia, apostando em vantagens competitivas fortes e tirando partido das condições que o País oferece, nomeadamente tirando partido da sua zona económica exclusiva, uma das maiores do mundo.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Uma aposta profunda da educação, cultura e desenvolvimento (a longo prazo) de um país, real. Sem alicerces, será impossível construir seja o que for. As pessoas, são, claramente, os alicerces.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      - Criar um Conselho Interministerial para articular o Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas com o Ministério da Economia e Inovação e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, de modo a gerir a Inovação em agricultura, de forma integrada, com vista ao seu enquadramento estratégico como actividade económica sustentável; - A extensão do SIFIDE às actividades de inovação empresarial (actualmente limitado a actividades de I&D), desde que resultante de projectos de I&D com a participação de entidades do Sistema Científico nacionais ou estrangeiras; - A promoção de parcerias internacionais, trans-sectoriais, mediante a criação de uma bolsa de competências para mediar, activa e permanente, entre as necessidades de grandes empresas ou agregados comunitários/empresariais em países estrangeiros e as competências das empresas portuguesas. O objectivo é promover Portugal como origem de uma oferta de qualidade, única e original, centrada nos sectores estratégicos da economia nacional.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      - Criação de Centros de I&D fora das grandes cidades. Isto segue o modelo dos Países Baixos, em que por exemplo a ESA/ESTEC (Agência Espacial Europeia) foi construída e está localizada em Noordwijk. Os custos associados são por isso menores. Por outro lado, tendo em conta que é um centro de excelência, irá atrair os melhores investigadores a nivel mundial. Para consolidar isso é necessário oferta de condições (nomeadamente de saúde, educação para os filhos dos investigadores, transportes públicos, etc.); - Criação de bolsas de doutoramento financiadas pelo Estado, em que o tópico da tese tem de ser oferecido pela Indústria. Um dos orientadores da tese estará na Indústria e outro na Universidade. Durante os 4 anos do Doutoramento a Indústria não terá encargos. No fim desses 4 anos, todos os custos associados a uma possível patente resultante do trabalho serão pagos pela Indústria. Além disso, a Indústria terá de oferecer emprego ao recém-doutorado. Isto fomenta a mobilidade de pessoal qualificado entre Empresas e Universidades. - Tornar a legislação de registo de patentes mais flexível e em paralelo com a legislação a nível Europeu, nomeadamente dos países Nórdicos e Reino Unido.

  • 5. Indique quais são, em sua opinião, os efeitos da crise sobre a inovação, distinguindo entre os efeitos a curto e a médio/longo prazo.

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      Efeitos da crise sobre a inovação a curto prazo: - Escassez de $ ; necessário privilegiar projectos de “capital light” (não intensivos em capital) ; - Promover de forma decidida o desalavancamento da economia – o risco de uma 2.ª crise financeira é muito real e na segunda os Estados não vão poder socorrer os Bancos – estes irão mesmo a falência!; - Necessidade aguça o engenho: muitos projectos “laterais”/criativos irão surgir. Efeitos da crise no médio/longo prazo : - Maior intensidade das economias ditas desenvolvidas em ciência – competição com base no conhecimento; - Diminuição do Estado Social para valores comportáveis na Europa; retorno a uma perspectiva de aforro (como os nossos pais fizeram); - Grande valor criado em 2/3 áreas de “nicho”: 'Nano-tech', 'Bio-tech', 'Life sciences' (as próximas bolhas!); - Europa a precisar de assumir que precisa/depende da Emigração – esperemos que tal aconteça de modo controlado...

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      Curto Prazo: - Perda de empreendedores e quadros com formações mais avançadas e de elevado potencial; - Dificuldade em obter capital para projectos de demonstração tecnológica. Médio/longo Prazo: - Eliminação do paradigma do “emprego para a vida” mesmo na função pública. Consequentemente isto trará uma benefício significativo para o aumento do empreendedorismo; - Criação de modelos de negócio mais eficientes e menos dependentes do Estado; - Dificuldade em levantar capital internacionalmente devido à imagem negativa de Portugal junto da comunidade de investidores.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Como referido antes, a constatação de dimensão da crise torna particularmente óbvia e urgente a mudança do nosso paradigma de desenvolvimento – que deve assentar na indústria de conhecimento. A crise vai dar menos espaço às zonas de conforto. Vai obrigar a repensar os projectos de vida de cada um. Vai tornar mais óbvia a necessidade de arriscar! Isso terá um impacto reduzido ou nulo no curto prazo, mas no médio e longo prazo facilitará o desenvolvimento da inovação.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      A curto prazo: - menor capacidade de assumir riscos. A falta de confiança potenciada pela crise fará reequacionar as politicas de investimento externo no nosso país. A médio/longo prazo: - por outro lado, a crise ao tornar evidente os limites e as limitações do Estado Social, obrigar-nos-á a "fazer mais por menos", fomentando assim políticas integradas de inovação social que melhor respondam às necessidades das populações.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      No curto prazo: maus, porque adiam actividades em fase de preparação ou lançamento. No médio/longo prazo: péssimos, porque induzem os inovadores e empreendedores a procurar outras paragens para desenvolver as suas ideias e acções.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      - Listar os 10 casos de pessoas de sucesso mais factual na economia nacional. Pedir aos 10 que citem 10 pessoas que eles seguem internacionalmente como seus mentores. Juntar os 20 e criar 'best practice'. Limitar o acesso ao capital, incentivar os resultados rápidos e crescentes, abraçar e respeitar o fracasso. - Fechar o Centro Português de Design, juntar competências de inovação pelo design a departamentos e ministérios bem definidos, com tutelas e objectivos bem claros. Eleger um profissional respeitado do meio do design para criar uma organização simples e ligeira para levar o design onde ele precisa ser levado. - Criar um evento/mostra internacional de Portugal, multi-sector, bem organizada, onde as empresas portuguesas para estarem presentes devem preencher um conjunto de requisitos mínimos, onde a organização do evento garante a presença dos compradores mundiais mais influentes. Muito orientada a resultados, negócios, com todas a ganharem percentagem de negócios efectuados, como se de uma empresa se tratasse.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      - Efeitos a curto prazo: menor investimento, abrandamento da actividade de I&D. - Efeitos a médio prazo: perda de massa crítica, menos resultados e capacidade de as empresas exportarem, perda de competitividade das empresas e do País.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Existem, de facto, efeitos negativos da crise sobre a inovação, nomeadamente ao nível dos recursos financeiros para que, em alguns sectores, se gere essa inovação. Apesar disto penso que a crise é também geradora de oportunidades e, claramente, uma das formas de avançar face a estas dificuldades passa, precisamente, por uma aposta crescente na Inovação. No caso da Sonae os exemplos da aposta de investimento internacional em formatos de retalho inovadores e diferenciadores tem sido bem sucedida, com as marcas Sport Zone, Worten e Zippy a conseguirem resultados muito positivos em Espanha, mas também, no caso da Zippy, em alguns países do Médio Oriente. Sem inovação e sem ambição de que os produtos e formatos que possuímos têm valor para outros mercados não tínhamos conseguido estes resultados. Outro dos efeitos positivos é o do reforço da 'open innovation' e do 'clustering'. Num momento em que as empresas se retraem no investimento que disponibilizam para o risco, só uma estratégia de aposta nos valores intrínsecos à sua própria organização, bem como a partilha desses saberes pode permitir que não paralise durante o período da crise, que subsista e que se afirme pela capacidade de inovar e avançar, apresentando soluções e vitalidade.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Claramente a destruição da identidade futura de um país – com efeitos nefastos para um País com uma curta história democrática.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      A curto prazo: - Aversão ao risco; - Diminuição do investimento em I&D e Inovação; - A secundarização do papel do conhecimento na sociedade; - Limitação do empreendedorismo. A longo prazo: - Menor competitividade da economia nacional; - Diminuição das exportações; - Persistência do ambiente recessivo; - Criação de oportunidade para rupturas de modelos e criação de novos paradigmas que resultem em oportunidades de negócio.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      Os efeitos da crise conduzem a curto prazo ao não investimento na Inovação a nível interno nas Empresas. A médio prazo isso leva a um isolamento de Portugal em relação a outros países da União Europeia, tanto a nível financeiro como a nível de pessoal qualificado. Levará também a um maior afastamento entre Indústria e Universidade/Centros de Investigação e Tecnologia. A médio/longo prazo a investigação feita nestes Centros não terá, por isso, aplicações reais e prácticas. Além disso, levará à fuga de pessoal qualificado (isto é, recém-licenciados e doutorados) para o estrangeiro, fazendo com que todo o investimento aplicado até ali seja perdido e não tenha retorno para Portugal.

  • 6. Como avalia a iniciativa de criação de Pólos de Competitividade e Tecnologia e de outros Clusters em Portugal?

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      Acho a ideia boa. Não tenho dados suficientes para saber se está bem interpretada. - As minhas ideias sobre os Clusters que deviam marcar Portugal : i) Cluster de Turismo de Qualidade – e só de Qualidade (não de Quantidade – que só estraga Portugal) ii) Cluster das Energias Renováveis – já parece ser impossível não construir sobre isto; aumentar o valor acrescentado desta industria iii) Cluster do Software (Produtos, não Serviços) iv) Cluster da Nano-Tecnologia v) Cluster do Vinho e do Azeite de Qualidade – muito próximo de i) vi) Cluster da Saúde – pode igualmente ser próximo de i).

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      Positivamente. Contudo os PCTE's ainda não estão a corresponder ao seu verdadeiro potencial, nomeadamente para promover iniciativas de escala relevante para os sectores e que congreguem a larga maioria dos seus associados.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Faço uma má avaliação! Os pólos não devem estar focados nesta ou naquela cidade – como tem acontecido. O país é pequeno e parece-me que essa estratégia torna-o mais pequeno. Por outro lado, os pólos devem surgir duma aproximação 'bottom-up' e não de uma estratégia 'top-down' – o mercado deve determinar a decisão sobre em que pólos investir.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      A ideia encerra em si um enorme potencial, mas falta dinâmica de atracção de grandes 'players' estrangeiros.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      É uma tímida iniciativa com difusa possibilidade de avaliação, que deveria ser urgentemente reformatada na lógica das 'Knowledge and Innovation Communities' (KIC's).

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Creio que todos eles prometem algo que não entregam. Creio que estão todos virados para dentro, em formato quase promíscuo. Creio que não se verifica na sociedade o impacto dos mesmos; ou não existe ou não é sentido. Creio ser um modelo datado e pouco eficaz de promover a inovação empresarial a médio/longo prazo.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      - É uma iniciativa muito importante que permite criar sinergias entre diversos 'players' de um sector, potenciar o trabalho em rede, transmitir para o exterior uma imagem mais competitiva e sólida do sector, e fortalecer as instituições dos pólos no médio prazo.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      As políticas de 'clustering' são importantes para estimular a cooperação, o estabelecimento de redes e parcerias e para a identificação de janelas de oportunidade. Estas políticas são também uma das formas de combater o tradicional individualismo que as empresas revelam em Portugal. A iniciativa é de louvar, embora sejam ainda frágeis as ligações e interacções entre os 'players' no quadro da inovação, sinal dessa cultura avessa ao 'networking' e à cooperação. Só da compreensão de que entre empresas se podem gerar sinergias e um valor acrescentado se poderá fazer face a um ambiente altamente competitivo e poderemos sonhar com a capacidade de nos impor internacionalmente. As sinergias são apenas um dos lados da questão. A verdade é que através do estabelecimento de redes e parcerias se alcança uma economia partilhada de recursos com resultados exponenciais. A política de 'clustering' gera efeitos positivos inesperados, não só num momento sensível como aquele que vivemos, mas na construção de uma cultura futura, sustentável, atenta às oportunidades, com uma resposta rápida às condições do mercado, que aposta no crescimento e no estímulo ao desenvolvimento partilhados, no mundo empresarial. Por outro lado, a concentração em pólos, de organizações, empresas e instituições de naturezas diversas, alarga o sentido da cooperação para lá do mundo empresarial e contagia os diferentes 'players' no sentido de partilharem e dialogarem, para que todos ganhem, no final. Falamos das universidades, dos centros empresariais, dos laboratórios, dos consórcios de investigação, de PME, dos investidores, como o têxtil e calçado ou a fileira florestal completa.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Uma excelente ideia – infelizmente não conheço a sua aplicação prática. E uma pena não se criarem clusters artísticos – uma oportunidade extraordinária de promover, entre outras coisas, turismo cultural.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      - É uma iniciativa positiva, com bons princípios e que se correctamente gerida pode trazer benefícios a longo prazo para a economia nacional. No entanto, estas estruturas debatem-se com os mesmos problemas das empresas em termos do acesso aos financiamentos que supostamente deveriam alavancá-las, em alguns casos com problemas mais difíceis, como a obrigatoriedade de seguir regras de contratação pública pela parte de consórcios público-privados. Existem ainda várias destas entidades pouco focadas ou muito limitadas na sua acção, o que derivou sobretudo da sua criação por motivos não intrínsecos às fileiras respectivas. No entanto, naquelas em que, como o Cluster dos Vinhos da Região do Douro, se reconheceu a existência de um aglomerado empresarial, multi-sectorial, que voluntariamente colaborava para o mesmo fim, com um histórico de actividade e seriedade inquestionáveis, os benefícios são evidentes, apesar dos obstáculos que lhes são impostos pela Administração Central.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      A iniciativa de criação de Pólos de Competitividade e Tecnologia (PCT) é uma excelente ideia uma vez que são instrumentos de incentivo à inovação, fomentando a ligação Empresa e instituições de I&DT. Além disso todos os projectos têm uma forte estratégia internacional e de desenvolvimento. Entre outras, as áreas prioritárias incluem as de Automóvel e Mobilidade, Petroquímica e Petróleo, Energias, Saúde, e Tecnologias de Comunicação. São por isso áreas com aplicações prácticas no dia-a-dia de qualquer cidadão, melhorando a sua qualidade de vida.

partilhar Imprimir

Saiba mais