Edições

  • 1. Como avalia os resultados da política de Inovação em Portugal?

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

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    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      Pathena

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    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      EDP Inovação

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    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Critical Software SA

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    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      Fundação Calouste Gulbenkian

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    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      Foundation Calouste Gulbenkian, Délégation en France

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    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Masco Corporation

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    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      Bial

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    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      Jornal Expresso

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    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Sonae

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    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

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    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

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    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      Fundação Serralves

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    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

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    • Zita Martins

      Zita Martins

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  • a). Quais os principais desenvolvimentos positivos das políticas de inovação em Portugal?

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      No plano da Ciência e da Tecnologia, nomeio o excelente trabalho desenvolvido pela FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia. No campo artístico, território fundamental para a inovação, infelizmente a aposta foi quase nula, mas, ainda assim, elejo como muito positivo o programa INOV-ART implementado pela DGARTES - Direcção-Geral das Artes.

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - Melhoria da Quantidade e da Qualidade da Produção Científica em Portugal; - Melhoria do Indicador Global de Investimento de R&D sobre o PIB: >1,5%; - Incentivos para dinamizar a Rede de Business Angels - muito embora com um peso demasiado grande de de-risking dos privados por parte do Estado ; a actividade de Business Angel e VC e inerentemente privada e assim deve continuar; - Programa SIFIDE e seu contributo para o aumento da I&D aplicada na esfera privada.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      - Criação de um enquadramento favorável para as energias renováveis, o que potenciou a inovação a nível nacional; - Lançamento de programas de incentivos estruturais para a inovação, tais como o FAI; - Fomento da qualificação do capital humano nacional, nomeadamente através de programas como o MIT-Portugal que introduzem melhores práticas e formam recursos humanos de excelência.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Nada a acrescentar em relação ao que foi dito no questionário anterior: A inovação passou a constar do discurso dos decisores políticos, e dos decisores do mundo académico. Isso tem influenciado muito as políticas públicas, designadamente com fundos que apoiam o desenvolvimento de ideias – ou das tecnologias que lhe correspondem; mas tem também ajudado a criar uma nova atitude nos mais novos, que são hoje muito mais receptivos do que há algum tempo atrás a ousarem lançar os seus projectos. Se a isso se juntar o notável investimento que se fez em Ciência e Tecnologia, com Portugal a alcançar, e até ultrapassar, em tempo recorde, indicadores como investimento em I&D em % do PIB ou número de investigadores por mil pessoas activas, julgo que se criou um contexto muito positivo em Portugal.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      - Criação de clusters de inovação; - Melhoria da balança de pagamentos tecnológicos.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      - O emergir de um clima favorável à inovação; - A tomada de consciência sobre a existência de núcleos e instituições inovadoras em Portugal.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      - Existe maior envolvimento da sociedade civil no criação de oportunidades de inovação, nomeadamente na criação de entidades mais ou menos organizadas focadas no empreendedorismo e na inovação de negócio. - Existe um claro esforço de comunicação pela positiva no que diz respeito aos principais indicadores de desenvolvimento e inovação, mesmo no contexto politico e economico actual. - Existem alterações no sistema de criação de empresas que facilitam este primeiro passo, promovendo a criação de empresas potencialmente inovadoras, dinamizando o tecido empresarial. - A entrada de entidades reguladoras no país parece poder dar mais estabilidade à banca e às entidades de suporte à criação de empresas inovadoras e ao investimento na inovação de empresas mais sedimentadas.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      • A dinâmica do investimento em ciência das empresas e das entidades públicas foi profundamente alterado nos últimos anos, assistindo-se a um crescimento do papel das empresas, em resultado dos estímulos públicos tanto numa perspectiva de financiamento como de reconhecimento da excelência • Manutenção dos incentivos fiscais à inovação SIFIDE como contributo decisivo para o crescimento da I&D empresarial • Manutenção dos apoios financeiros do QREN à inovação e I&D, apesar dos constrangimentos burocráticos de que padece • Manutenção de alguma visibilidade do esforço de modernidade subjacente ao Plano Tecnológico, ainda que o mesmo tenha vindo progressivamente a esbater o seu papel • Melhor articulação dos esforços em ciência com aumento significativo do número de investigadores e das condições de trabalho dos mesmos

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      1) Foi possível colocar a inovação na agenda política 2) Foi possível fazer passar a ideia que a inovação não se restringe às grandes empresas 3) Foi possível passar a ideia que a inovação também se pode fazer em empresas dos sectores tradicionais 4) Foi possível passar a ideia que as empresas inovadoras obtém melhores resultados que as suas congéneres

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      A economia portuguesa tem-se aproximado a um ritmo bastante rápido do nível de I&D existente nas economias europeias mais sólidas, revelando uma dinâmica de 'catching up' muito interessante. Entre os países da Europa do Sul, Portugal apresenta o melhor posicionamento, de acordo com os resultados do Barómetro de Inovação desenvolvido pela COTEC. A par do aumento de modo sustentado do número de publicações científicas e do número de doutorados no País, algumas empresas continuam a conquistar novos mercados com a qualidade e originalidade dos seus produtos e serviços e a produtividade altamente concorrencial dos seus colaboradores. É clara a aposta crescente por parte das empresas em actividades internas de Investigação & Desenvolvimento. Mais de 60% das empresas introduziu bens e serviços novos, quer para a empresa quer para os mercados onde operam, segundo os dados do Barómetro de Inovação COTEC. Nos últimos anos, apostou-se numa simplificação dos processos mais burocráticos ligados ao Estado, um esforço que deve ser continuado para apoiar os que não receiam concorrer em mercados altamente concorrenciais. O investimento na educação ao nível da alfabetização tecnológica, as melhorias introduzidas, nomeadamente na aprendizagem de línguas estrangeiras, e o recurso às novas tecnologias cada vez mais acessível são factores de optimismo. Por outro lado, o forte envolvimento de entidades e organismos oficiais, desde a estrutura de governo, que inclui a Inovação com uma Secretaria de Estado própria para esta temática, até ao envolvimento pessoal do Presidente da República em múltiplas iniciativas ligadas à Inovação, fazem com que este tema tenha uma notoriedade marcadamente positiva.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Apenas com o desenvolvimento pessoal e educacional dos portugueses de forma integral, ou seja, a língua, as ciências, as artes e o desporto, com professores competentes desde o ensino pré-básico, conseguiremos atingir níveis superiores de formação para a inovação. Então poderemos encontrar reais e efectivas políticas de cultura de inovação. Porém, dentro do actual contexto, quero acreditar que os Planos Tecnológicos que foram lançados nos últimos tempos estejam a contribuir para um maior desenvolvimento e uma mais coerente e articulada produtividade de I&D das universidades e empresas.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      - Globalmente positiva; bastante espaço para melhoria; - Do lado empresarial, destaque para os incentivos fiscais designadamente através do SIFIDE e financiamentos QREN; -Do lado universitário, grande estímulo ao desenvolvimento da Ciência, designadamente através das parcerias internacionais, promoção da mobilidade das equipas docentes e dos estudantes do ensino superior, e avaliação das universidades.

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      A transferência/intensificação do esforço de IDI no sector empresarial, com a consequente melhoria do saldo da balança tecnológica.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      Sem alteração significativa relativamente ao questionário anterior: - Fomento da I&D empresarial (SIFIDE, QREN); - Promoção de Estratégias de Eficiência Colectiva; - Apoios à internacionalização das empresas; - Promoção do 7.º Programa-Quadro de I&D da UE.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      - Abertura de Centros de excelência a nível mundial de Ciência e Tecnologia, em que investigadores de topo fazem investigação inovadora. Um exemplo é o do Centro de Investigação Champalimaud, que é um centro de investigação científica multidisciplinar no campo das neurociências e da oncologia. Outro caso é o do INL, que é a primeira e única organização de investigação no mundo na área da nanociência e nanotecnologia com um estatuto jurídico completamente internacional. - Criação de patentes e investimento em áreas que melhorem a qualidade de vida, nomeadamente, energias alternativas, biotecnologias/farmacêuticas, e tecnologias de informação. - Abertura de Centros de excelência fora das grandes cidades. Como exemplo, tenho a destacar que a Portugal Telecom (PT) apresentou o projecto de abertura na Covilhã de um dos maiores centros de dados e computação da Europa. Este levará à criação de vários postos de trabalho, e será também um exemplo a nível mundial em termos de eficiência energética. - Portugal tem 8 trabalhadores científicos em cada 1000 activos, para uma média de 6 nos 33 países da OCDE. Este resultado reflecte o facto de nos últimos anos Portugal ter melhorado a taxa de abandono escolar em 11 pontos percentuais (foi dos países dos Estados-Membros com maiores avanços no combate ao abandono escolar). Além disso, Portugal tem 15 jovens em cada mil (entre os 20 e 29 anos) com licenciatura na área da Matemática, Ciência e Tecnologia (em 2005 eram apenas 10 em cada mil habitantes).

  • b). Quais os constrangimentos com que se deparou?

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      Não percebo o âmbito da questão

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - Muito baixo nível de patentes registadas; - Não inclusão do # Patentes e do Valor das Patentes no Contrato de Confiança do Ministerio do Ensino Superior com as Universidades - Falta de um sistema europeu unificado de patentes – eu acabo a registar sempre nos EUA por via das dúvidas!; - Falta de celeridade nas respostas do programa QREN.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      - Manutenção de uma carga burocrática que não está preparada para facilitar projetos de inovação; - Dificuldade em implementar projetos de escala relevante pois alguns incentivos dispersam-se por um conjunto demasiado alargado de iniciativas.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Inovar é identificar oportunidades no mercado e responder-lhes de forma criativa, eficaz e eficiente. O proincipal constrangimento são as competências de ligação ao mercado. Não há competências de ligação ao mercado em Portugal. Temos boa engenharia, boa capacidade de produzir tecnologia, mas muita dificuldade em vendê-la. Diria que é normal porque as competências precisam de tempo e do contexto certo para se desenvolverem, e ainda não há muito tempo não se produzia tecnologia em Portugal.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      - Dificuldades de 'scaling-up' dos processos de inovação; - Deficientes ferramentas para avaliação do impacto económico e social das políticas de inovação.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      - A ausência de uma política explícita e quantificada para a inovação: o desaparecimento sem explicações do Plano Tecnológico é o mais preocupante exemplo; - O desinteresse dos media sobre o tema; - A existência de dois ministérios com responsabilidades neste domínio que não cooperam entre si.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      - Informação muito dispersa sobre como aceder às diferentes fontes de informação e suporte. - Entidades de apoio financeiro (tipo Venture Capitalist) muito fechadas em si proprias, pouca transparência nos critérios, nos processos e nos resultados das políticas de apoio. - Corte indescriminado em planos de investimento e de desenvolvimento de actividades importantes para a inovação, como o marketing, o design e a experimentação / simulação de ideias e negócios. - Retração, por parte das principais empresas que apostam na inovação, no apoio a projectos mais estruturais de médio / longo prazo.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      • Excessiva burocracia associada aos incentivos financeiros do QREN • Dificuldade de valorização no plano empresarial do enorme reforço de meios humanos e técnicos em ciência nas instituições do sistema científico • Ausência de mecanismos de valorização no acesso ao crédito dos projetos específicos de I&D e quase total ausência de mecanismos públicos ou privados alternativos • Escassa articulação das políticas científicas e comercial (vulgo “exportações”), limitando as possibilidades de sucesso no acesso aos mercados internacionais • Ausência de instrumentos públicos atrativos da contratação de doutorados pelas empresas

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      1) O processo continua ainda reduzido a um número muito limitado de PME, face ao universo existente 2) Os passos administrativos a dar para ser considerada uma empresa inovadora parecem ser ainda complicados 3) Muitos pequenos e médios empresários não percebem imediatamente a importância da inovação 4) Muitos pequenos e médios empresários não sabem que passos devem dar para iniciar o processo

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Não se avançou suficientemente para os sectores de maior exigência e dinamismo tecnológico e económico, não se apostou na competitividade o suficiente para que Portugal atingisse níveis de eficiência que o retirassem de uma vez por todas do seu défice estrutural, que consome energias, nomeadamente ao nível da produtividade, da qualificação da mão-de-obra e da qualidade do ensino. Apesar dos esforços de simplificação dos processos encetados pelo Estado, a formação dos nossos jovens permanece abaixo da média europeia. Em múltiplos casos, os avanços já feitos ainda são incipientes e os desenvolvimentos positivos referidos não chegaram da mesma forma às nossas indústrias tradicionais, onde ainda se verificam resistências à inovação e ao desenvolvimento.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      O principal constrangimento passa pela apatia generalizada, actual e pré-crise, pública e privada para a necessidade de integração das artes na cultura das organizações. Na minha área profissional, a Música, a inovação em Portugal deveria passar pela capacidade do poder público e dos privados compreenderem e assimilarem no seu pensamento estratégico e operativo a necessidade de identificarem os verdadeiros projectos de excelência constitutivos de uma melhor e mais esclarecida cidadania, e contribuírem para o seu desenvolvimento e sustentabilidade. No que concerne às empresas privadas falta-lhes ainda incluírem na sua estratégia o incremento de políticas de cultura empresarial que envolvam as artes como factor de desenvolvimento do âmbito dos seus ‘stakeholders’ internos e afirmação da sua marca para o exterior e no mercado e até alargamento do âmbito de ‘shareholders’. Entender a inovação apenas como ciência e tecnologia e apenas no momento da formação universitária acaba por ser uma visão que promove investimento não sustentado no médio e longo prazo.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      - Dificuldade na interpretação da legislação relativa à transição SIFIDE para SIFIDE II posteriormente clarificada com despacho conjunto dos Secretários de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e do Tesouro e Finanças [XVIII Governo Constitucional]; - Pouca articulação visível entre as políticas dos vários Ministérios relevantes, designadamente Ciência e Tecnologia, Educação, Economia e Inovação e Transportes e Comunicações. - Burocracia (e discussões contratuais) ainda muito pesada(s) no QREN.

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      A falta de qualificação generalizada, em particular entre muitos empresários de PME nacionais.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      Sem alteração significativa relativamente ao questionário anterior: - A falta de mecanismos que obrigam à coordenação estratégica entre iniciativas de promoção da inovação levou ao aparecimento simultâneo de propostas redundantes cuja selecção foi onerosa em termos de recursos; - Excessivas exigências administrativas para a candidatura e execução de projectos financiados; - Promoção das PME em detrimento (em vez de em complemento) das Grandes Empresas (GE). Um exemplo é o facto da gestão dos financiamentos de projectos individuais de I&D (QREN SI I&DT) das GE ter sido entregue a entidade vocacionada para PME (IAPMEI); - Limitações impostas pela articulação entre FEDER e FEADER com especial incidência sobre empresas que, como a nossa, dividem a sua actividade entre o sector primário (viticultura) e secundário (produção de vinhos). Desde já, a I&D sobre viticultura ficou especialmente prejudicada; - Desadequação dos avaliadores de projectos relativamente ao sector vitivinícola (desconhecimento das suas especificidades de I&D consequente para inovação); - Prazos de resposta a contra-alegações relativas à decisão sobre o financiamento de projectos excessivamente longos (14 meses!).

    • Zita Martins

      Zita Martins

      Não há uma eficiente ligação entre as Empresas e as Universidades/Centros de I&D.

  • c). Indique os principais aspectos em que a política de Inovação tem contribuído, ou não, para a competitividade do País.

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      Uma população mais sensibilizada e preparada

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      + Criação de 'awareness' para a importância da Inovação como modo de Diferenciação; + Intensidade de utilização de Ciência no tecido produtivo e de serviços (ainda há muito a melhorar); - Não inclusão do # Patentes e do Valor das Patentes no Contrato de Confiança do Ministério do Ensino Superior com as Universidades + Maior 'awareness' para formas mais evoluídas de produtividade: serviços industrializados e propriedade intelectual em lugar de serviços tradicionais.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      - Melhoria do perfil tecnológico da indústria nacional; - Não permitiu quebrar a tendência de redução de competitividade da economia nacional. Nomeadamente o movimento de saída dos centros de decisão de grandes empresas multinacionais, que estimulam a criatividade e investem sistematicamente em novas áreas de negócio.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Portugal tem de apostar no co conhecimento. Tem de se especializar. A entrada no euro acelerou a decadência dum modelo (que de qualquer forma não devia ser o nosso) que era o da indústria de mão-de-obra barata; a emergência das economias a Oriente, também. Só podemos competir assentes em indústria 'knowledge-intensive'; só podemos desenvolver essa indústria se apostarmos em inovação.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      Aspectos positivos: Apesar de algumas necessidades de correcção de trajectória, são de salientar: o fomento das energias renováveis, a melhor translação dos resultados da investigação académica nas práticas empresariais e o aumento das exportações de cariz tecnológico. Aspectos negativos: Sistema de educação pré-universitário com pouca autonomia, o que dificulta o fomento da necessária cultura de inovação e competitividade.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      Não penso que se possa dar uma resposta por enquanto; a informação existente é escassa e irregular.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Arriscaria a dizer que, no contexto actual, somente a política de inovação e os resultados tangíveis dessa mesma política permitem colocar o País na senda da mudança e nas páginas dos media de forma positiva. Arriscaria a dizer que as notícias positivas que têm saido sobre o País, quer local quer internacionalmente, estão de alguma forma ligadas ao sucesso da política de inovação no País. Esta é também uma MUITO grande responsabilidade, a de tornar visível e eficaz a política de inovação no País como único garante de mudança positiva e de desenvolvimento.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      • A dinâmica de criação de empresas de base tecnológica, nomeadamente nas áreas dos sistemas de informação e electrónica e das indústrias da saúde, têm contribuído para alterar o perfil da especialização económica • Dificuldades em valorizar economicamente os resultados do investimento maciço em ciência, bem como escassa consistência do sistema de carreiras na atividade científica com manutenção de situações de precariedade (“bolseiros” por largos anos)

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      A política de inovação tem permitido compreender que empresas inovadoras são competitivas em qualquer parte do mundo, apesar de terem nascido em Portugal. O que daí decorre é que o nosso tecido empresarial não está condenado ao declínio nem os nossos melhores talentos à emigração. Com efeito, é possível gerir estas empresas, viradas exclusivamente para os mercados externos, a partir de Portugal. A retenção de talentos em Portugal é crucial para aumentar a competitividade da economia portuguesa. Mas como é óbvio a participação destas empresas em redes internacionais dá-lhes também a vantagem de troca de conhecimentos e de informação, de acesso a potenciais parceiros, de conhecer concursos ou projetos que estão a ser desenvolvidos em vários pontos do globo, o que aumenta consideravelmente os seus fatores de competitividade.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      A política de impulso desenvolvida ao nível das universidades e centros de investigação, no que diz respeito aos doutoramentos e projectos de investigação, a par do índice de publicações científicas, aproxima-nos de respeitáveis parceiros europeus. Assisto com agrado aos progressos do Cluster da área da Saúde e considero também que haveria lugar à constituição de pólos de competitividade em áreas tradicionais. Contudo, prevalece a inexistência de um clima favorável ao empreendedorismo, que estimule, efectivamente, a economia nacional. Tem sido contínuo o enfoque dado, sobretudo ao nível do discurso e intenções, na relevância e urgência de uma verdadeira política de inovação. Reconheço essa legitimação como fundamental, no entanto esta vontade carece de uma prática mais activa e eficaz, o que deixa os resultados aquém do que seria de esperar. De assinalar ainda que o problema estrutural da produtividade continua por resolver e a integração de tecnologia nos vários sectores de actividade não tem conduzido a uma necessária melhoria neste domínio. A situação económica do País reflecte o défice de competitividade como uma marca do atraso estrutural de Portugal. A desarticulação entre as políticas industriais, empresariais e de ciência, a par de um desenvolvimento regional extremamente tímido, deixaram-nos à mercê de investimento estrangeiro diminuto e desligado das economias locais. Não houve também uma aposta na criação de um mecanismo eficaz de capital de risco, elemento fundamental para a disseminação de uma cultura de empreendedorismo e de inovação generalizada, que conduziriam, certamente, ao aumento de projectos inovadores com valor acrescentado para a economia nacional. Apesar do esforço de desenvolvimento das políticas de ensino e de I&D, falta o desenvolvimento de uma embraiagem eficaz que garanta uma efectiva transferência de conhecimento e “saber fazer” entre universidades e empresas. Sem este mecanismo a funcionar continuaremos a ter um deficit por parte das empresas na capacidade de explicar os seus problemas/necessidades e um superavit de conhecimento nas universidades que nunca chegará a ser utilizado em Portugal. Esta tradução das perguntas e das respostas é um factor que contribui para o desaproveitamento no esforço de investigação das nossas Universidades.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Há com certeza exemplos positivos de inovação e empreendedorismo, muitas vezes de excepcional excelência a nível mundial – veja-se o bom exemplo que constitui o Projecto EUREKA IPM RICE liderado por Portugal. Porém, o actual quadro político, económico e financeiro é demonstrativo de que no seu conjunto, o nosso País não tem as suas vantagens competitivas devidamente desenvolvidas. É fundamental a aposta nas mais-valias que a exploração da nossa ZEE nos poderá proporcionar, desde a riqueza que encerra e aguarda por ser economicamente explorada até à importante afirmação geopolítica que proporciona à nossa soberania. Do ponto de vista da qualificação dos recursos humanos, esta deverá ser incrementada de acordo com as potencialidades económicas que possam ser desenvolvidas hoje e pelas gerações futuras.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      - Melhoria da qualificação média da população activa. Vários indicadores mostram que estamos no bom caminho. Nota muito positiva para o trabalho feito pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior [XVIII Governo Constitucional]; - Lançamento de alguns projectos mobilizadores.

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      Infelizmente ainda terá contribuído pouco, dado que os resultados de uma política de inovação, ainda que bem sucedida, só se fazem sentir a longo prazo.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      - A promoção da Inovação como factor de competitividade das empresas foi importante para a sensibilização de empresários e universidades no sentido de unirem competências para, em conjunto, criarem novas formas de concorrer a nível global. Isso permitiu relevar o papel do conhecimento na actividade empresarial e criar uma dinâmica na sua valorização, que veio trazer uma nova mentalidade e benefícios que a prazo, se bem geridos, permitirão gerar dividendos económicos para o País.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      Portugal tem que trabalhar bastante para competir a nível mundial. Contudo, a política de inovação tem criado centros de excelência de I&D, alguns deles únicos em todo o Mundo. Além disso, tenho a destacar o primeiro Congresso do Empreendedor Lusófono. Esta é uma iniciativa da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), que incentiva o intercâmbio entre jovens empresários nacionais para investirem nos países lusófonos, captando também investimentos para Portugal.

  • 2. Indique quais foram, em sua opinião, os principais factos ocorridos no último semestre que influenciaram a política de inovação em Portugal.

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      O último semestre fica infelizmente marcado por um factor decisivo, mas tremendamente negativo: a recente instabilidade política e todas as consequências que daí advirão

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - Regime fundacional (como opção) das Universidades; - Contrato de Confiança do Ministerio do Ensino Superior com as Universidades - fomentando a Educação Continua ao longo da vida ; - Maior disponibilidade de Business Angels e de VC money ; - QREN com critérios de 'screening' baseados no perfil exportador das empresas; - Instrumentos de apoio ao registo de propriedade intelectual.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      - Aumento do interesse político por medidas adicionais que reduzam a dependência de combustíveis fósseis e o défice da balança comercial, como por exemplo a iniciativa de lançamento da rede de mobilidade eléctrica; - Paradoxalmente, a redução de fundos do Estado disponíveis para as universidades tem visivelmente melhorado a ligação Universidade-Indústria, pois forçou a necessidade de atração de fundos provenientes da indústria.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      A constatação de dimensão da crise torna particularmente óbvia e urgente a mudança do nosso paradigma de desenvolvimento – que deve assentar na indústria de conhecimento. Ficou ainda mais óbvio, tornou-se ainda mais urgente, a aposta na indústria do conhecimento. Um aspecto importante para que isso aconteça é a cultura de inovação, e a constatação disso mesmo influencia (reforça) a colocação no terreno de políticas de inovação agressivas. O facto de não termos conseguido evitar uma crise Politica (a juntar à económica e financeira que já vinhamos a sentir) foi um duro golpe à capacidade de inovar em Portugal - porque instala incerteza, indecisão, desanimo.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      - A conjuntura dos mercados internacionais, colocando pressão sobre Portugal – fruto das suas debilidades orçamentais – foi um factor para o afastamento de potencial investimento externo. - Percepção dos limites do Estado Social.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      O clima de crise que se instalou e a permanente guerrilha financeira.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Podemos sempre questionar as tabelas de comparação dos países em diferentes temas, como a Tabela de Inovação da UE de 2010 emitida pela Comissão Europeia. Em vez disso prefiro realçar que subimos mais uma posição neste ranking e estamos à frente de países como a Itália, Espanha e Grécia. De acordo com este relatório, e como reflexo do impacto do Plano Tecnológico, Portugal progrediu nos indicadores do investimento das empresas em I&D, temos mais jovens a concluir o Secundário e mais empresas inovadoras a colaborarem e a cooperarem. Gostaria de realçar igualmente que, numa economia em crise a nível global a provocar subida habitual de projectos políticos xenófobos, Portugal mantém o 2º lugar na integração de imigrantes em indicadores como integração no mercado de trabalho e acesso à educação. Importante para contrabalançar o fluxo migratório de Portugueses para o estrangeiro.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      • O aspeto mais positivo resultou da manutenção no OE de 2011 dos instrumentos de benefício fiscal à I&D SIFIDE • O aspeto mais negativo resulta da situação de incerteza da evolução macroeconómica em Portugal e das fortíssimas restrições no acesso ao crédito que daí resultam

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      Por estranho que pareça, penso que a crise obrigará as empresas a apostarem mais e mais na inovação.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Estou certo que o caminho de saída da crise passa pela aposta forte na criatividade, no conhecimento, na inovação e desenvolvimento. Este é o momento certo para aproveitar as oportunidades resultantes da instabilidade económica. De relembrar o anúncio feito pela Comissão Europeia de um pacote de 6,4 mil milhões de euros para apoiar as organizações europeias nas suas políticas de inovação. Esta será a dotação para 2011 do 7.º Programa-Quadro de Ciência, Investigação e Desenvolvimento, que, embora não sendo novidade, traz algum alento nessa matéria. O anúncio concertado da disponibilização desta verba para diferentes áreas e projectos não deve passar despercebido aos empresários portugueses que, historicamente, pouco têm participado neste programa. E este alerta é também importante, uma vez que este programa-quadro tem um horizonte temporal que se estende para além de 2013, ao contrário do QREN. Da mesma forma, assumem relevância as notícias sobre o reconhecimento europeu em relação aos progressos do País nos indicadores de Inovação, Conhecimento e Tecnologia, de acordo com o "Innovation Union Scoreboard 2010" e o relatório divulgado pela Comissão Europeia sobre os serviços públicos electrónicos. Entre os 27 da UE, Portugal é o país que apresenta o maior progresso colectivo nos últimos 5 anos, o que são boas notícias. De salientar ainda os resultados provisórios do Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional (IPCTN) referentes a 2009, que indicam que as despesas na Inovação atingiram 1,71% do PIB, o que corresponde a um crescimento de 10% face ao ano anterior. A confirmarem-se os números, existe uma convergência de Portugal com a União Europeia no que diz respeito a despesa em I&D – 1,9 é a média do PIB nos Estados-Membros. São dados de referência que devem constituir estímulos para uma efectiva concertação entre todos os agentes. Neste caso estamos perante uma maior motivação para o registo do investimento efectivamente realizado, do que de um aumento do mesmo ou uma mudança efectiva nas práticas de I&D+I. A nível interno, salientaria também o crescimento ainda tímido de uma atmosfera de cooperação entre parceiros, que se espelha não só na relação entre as universidades e as empresas, como também na criação de redes, clusters e plataformas de cooperação, em diferentes domínios. A dinâmica que se sente ao nível dos vários organismos que coordenam, ainda que parcelarmente, os avanços na inovação dá conta de que apesar do clima económico extremamente difícil em que nos encontramos, não se pôs em risco o esforço que tem sido feito no sentido de alavancar uma política concertada de inovação e desenvolvimento.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      A queda do Governo e a vaga de apatia que normalmente invade a economia nacional até à realização de eleições, embora desta vez acresçam sobre essa expectativa as medidas de austeridade que irão ser implementadas muito em breve pela Comissão Europeia, BCE e FMI.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      - Renovação do SIFIDE através do SIFIDE II; - Discussão em torno da Agenda Digital.

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      Os principais contributos para a inovação decorreram da enorme crise que se vive. Por um lado, os melhores empresários procuram novos produtos, processos ou mercados (em particular, estrangeiros), para fazer face às dificuldades com que as suas empresas se confrontam. Por outro, e do lado negativo, vivemos sem governo há demasiado tempo, o que implica que, nas actuais condições, não há uma verdadeira política de inovação.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      Sem alteração significativa relativamente ao questionário anterior: - O atraso na recuperação económica chamou a atenção para a necessidade de uma maior facilitação nos mecanismos de financiamento à I&D e Inovação, os quais foram revistos no bom sentido. No entanto, foi uma constatação tardia. A inovação é uma actividade que necessita de agilidade empresarial e capacidade de reacção permanente. Os sistemas de incentivo existentes, seja em sede QREN, seja em sede PRODER, na sua formulação inicial, prejudicaram ambos e limitaram a sua capacidade de alavancagem na economia portuguesa.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      A política de inovação tem de ser avaliada a longo prazo, e não apenas em 6 meses.

  • 3. Indique as principais inovações, a nível nacional e internacional, que mais o marcaram nos últimos 6 meses.

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      A utilização de energias alternativas (aos combustíveis fósseis) na industria automóvel. Ainda tímidas mas assinaláveis.

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      Principais inovações a nível internacional (sou enviesado para o digital, nota-se): - Cada vez maior dominio dos moveis e tablets Android - em detrimento do PC tradicional - NFC mesmo a descolar : pagamentos móveis "ao virar da esquina" - Falência do nuclear e alta dos preços do petróleo favorecem cada vez mais a pesquisa em fontes altamente eficientes de energias limpas - Cada vez mais awareness para a Medicina Continua (data-driven) em detrimento da Medicina Episodica tradicional - GE (maior produtor de Consumer Electronics do mundo) assume Zigbee para toda a sua gama : a Connected Home sera uma realidade em alguns anos ("Internet das Coisas dentro de casa") - Cadeia de valor do silicio parece chegar ao seu fim : busca da nova cadeia sucessora - grafeno, papel, computação óptica, computacao quantica Principais inovações a nível nacional: - Posição de Portugal no ultimo Scorecard de Inovacao da Europa - Excelente subida! - 2 portugueses sao colaboradores proximos do ultimo Premio Nobel da Fisica (por causa do grafeno) ; - eTendering mandatório em Portugal – ajustes directos a caminho; - 'Roll-out' pela Brisa de soluções totalmente 'un-attended' nas auto-estradas; - Melhoria sensivel da posicao exportadora de alguns sectores ditos tradicionais - calçado, vinhos, cortiça, Frulact, Efacec, etc - PT ganha prémio como uma das Redes de Nova Geracao mais avançadas do mundo - Melhoria sensivel das exportacaoes nos ultimos meses - resposta adequada a estagnacao e pequenez do mercado nacional.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      Nacional - Continuação do maior projeto de inovação na área de energia 'offshore', a instalação de um protótipo do Windfloat ao largo da costa portuguesa. Neste momento está a ser construído nos estaleiros da MPG e, se tudo correr como previsto, será lançado ao mar em breve; - Continuação da implementação da rede de carregamento para Mobilidade Eléctrica e do desenvolvimento das plataformas de software do consórcio nacional; - Conclusão da instalação da fase piloto do projeto InovGrid (Smartgrid), em Évora. Internacional: - Continuação da afirmação da Mobilidade Eléctrica como nova tendência para o transporte urbano; -Aparecimento de soluções de Complex Event Processing. Estas aplicações permitem o tratamento de grandes volumes de dados em tempos reduzidos e com equipamentos banais de mercado; -Desenvolvimento das tecnologias de smartgrids; - Avanços na tecnologia fotovoltaica; - Peso cada vez maior das tecnologias de “cloud computing”. Este fenómeno está a alterar o equilíbrio dos fornecedores de soluções de processamento.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      - Avanços na nanotecnolgia (nano-robots); - Avanços em bio-tecnologia (mecanismos para controlar processos de envelhecimento). - Avanços na potência de processamento disponível

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      Desenvolvimento das iniciativas do recente governo britânico, no âmbito da sua estratégia "Big Society" de devolução de competências às autoridades locais e 'empowerment' da cidadania.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      Nenhuma; assistimos a um pouco mais do mesmo.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      MetaNacional! - O acordo entre Brasil e Portugal relativamente a patentes, uma ideia desenvolvida pelo INPI e que permite a examinadores de diferentes países partilharem a análise técnica de pedidos, pode vir a incluir outros países de expressão Portuguesa e Hispânica. Nacional - A associação sem fins lucrativos Beta-i que tem como missão inovar o empreendedorismo. Orgulho-me de fazer parte deste grupo de pessoas, mas acima de tudo orgulho-me do trabalho feito em tão pouco tempo, um exemplo de pensar e fazer, fazer mesmo! Internacional - Sigo com muito respeito e atenção o visionário Gunter Pauli da ZERI (Zero Emissions Research & Initiatives). Acho particularmente relevante a iniciativa de uma comunidade de empresas + investigadores + inovadores debaixo do nome "The Blue Economy" que se propõem generosamente partilhar 100 inovações que podem criar 100 milhões de empregos nos próximos 10 anos.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      • Máquina esterilizadora com peróxido de hidrogénio para utilização hospitalar, desenvolvida por empresário português de Boticas • Produto apresentado pelo cardiologista Ming-Chi Yung de Taiwan dirigido aqueles que sofrem de incontinência urinária semelhante a uma sanita portátil, permitindo que do recipiente plástico onde fica o órgão genital saia um tubo de plástico que se liga a uma bolsa-recipiente idêntica às sondas atuais, permitindo mobilidade ao paciente • Desenvolvimento em novos materiais de aplicação horizontal, como os plásticos oil-intensive, os quais representam uma nova geração de plásticos de origem vegetal e possibilidades de capturarem carbono

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      Não sei se o IPAD tem seis meses, mas está a revolucionar a forma de vender conteúdos na área editorial em todo o mundo.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Para responder a esta pergunta vou utilizar pequenos exemplos de projectos desenvolvidos pelas empresas Sonae, que permitem evidenciar diferentes tipos de inovação. Estes projectos têm na sua maioria uma aplicação nacional e internacional visto que a Sonae tem hoje uma forte expressão global. No retalho alimentar destaco dois projectos. Por um lado, o Workflow de Comércio Internacional que permitiu a gestão e o controlo dos processos de importação desde a tomada de decisão de compra até à recepção da mercadoria. Com esta aplicação ganhámos em eficiência e passámos a acompanhar todos os processos minuto a minuto. É uma inovação de tipo processual que permitiu importantes ganhos de eficiência. Por outro lado, o primeiro site português de receitas em vídeo ‘on-demand’ foi criado para todos aqueles a quem falta inspiração para preparar as refeições familiares e é outra das inovações em 2010. O site Chef Online permite remeter listas de ingredientes para o carrinho de compras do Continente Online e tem uma aplicação para iPhone – neste caso, temos uma inovação produto/serviço, com forte componente tecnológica. Quanto à Sonae Capital destaco, na área de Health & Fitness, a parceria com a Universidade do Minho e a cadeia de lavandarias One Wash para melhorar o controlo de toalhas utilizadas. As toalhas têm um chip que permitirá associar o cliente à respectiva toalha quando este passa pelos torniquetes de entrada utilizando tecnologia RFID. O sistema será implementado assim que finalizarmos as afinações para reduzir o peso e a dimensão do chip, e aumentarmos a sua resistência à lavagem. É um interessante exemplo de ‘open innovation’ com a cooperação do mundo Académico. Com o Instituto do Mar (um consórcio que congrega várias universidades portuguesas que desenvolvem trabalho na área das ciências e tecnologias do mar) e a unidade de silvicultura do Instituto Nacional dos Recursos Biológicos estamos a implementar um sistema de monitorização ambiental na Península de Tróia. A construção do TróiaResort tem sido acompanhada por uma sistemática avaliação a nível ambiental, que já originou a publicação de mais de 60 artigos em revistas científicas e técnicas, bem como a realização de teses de mestrado e doutoramento. Só como exemplo, estão neste momento a ser estudadas a evolução da dinâmica costeira, técnicas de controlo biológico de mosquitos e técnicas de gestão sanitária dos povoamentos de pinhal. É mais um exemplo de ‘open innovation’ com recurso a parceiros externos. Poderia enumerar várias dezenas de outros exemplos, na Sonae Sierra, na Sonaecom e até em outras empresas do Universo Efanor, como a Sonae Indústria e a Sonae Capital. De facto, existe na Sonae um Forum de Inovação (FINOV) que procura estimular a Inovação de forma transversal a todas as unidades de negócio, promovendo a formação, a partilha de boas práticas, a ‘open innovation’ e o cruzamento de ideias entre quadros das diferentes empresas, por forma a dinamizar uma verdadeira cultura de inovação no Grupo.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Mais do que destacar exemplos de inovação tecnológica proponho-vos contar rapidamente dois exemplos concretos da minha vivência actual. Enquanto maestro titular da Orquestra de Câmara Portuguesa sou testemunho dos elevados patamares artísticos que esta continua a atingir progressivamente, dando credibilidade a este projecto que tem vindo a captar a adesão de parceiros como o CCB, a Linklaters e mais recentemente a consultora Everis. Actuei, em Abril passado, como solista convidado no Round Top Festival Institute (Texas, EUA), no celebrado Festival Hill campus. Situado numa enorme quinta e fundado em 1976 pelo pianista James Dick, é um exemplo de dedicação, persistência, energia, visão e excelência. É uma fusão inspiradora de música (com uma sala de concertos para 1000 pessoas, com uma acústica excelente), concertos, eventos pedagógicos (com espaço para acolher cerca de uma centena de jovens músicos em residência) e um local de turismo, com lagos, zonas de piquenique, locais de lazer, jardins e hortas orgânicas. Sem dúvida de que temos, em Portugal, condições para fazer algo ainda mais extraordinário e consequente, tendo em conta a nossa localização geográfica e recursos naturais: algo que poderia potenciar o projecto da Orquestra de Câmara Portuguesa e, seguramente, tornar-se um exemplo de sucesso no campo do turismo cultural.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      A nível nacional: Projecto Mobi.E, vulgarmente designado por "carro eléctrico" (já vinha de semestres anteriores). Tem vindo a mostrar publicamente os primeiros resultados. Pode ser o "epicentro" de uma série muito significativa de inovações no domínio da energia e da fileira do automóvel. A nível internacional: Recentes avanços no domínio da utilização de células estaminais.

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      A nível nacional, aguardo a divulgação dos resultados do concurso Produto Inovação COTEC-Unicer. Enquanto tal não sucede, não me recordo de nenhum 'breakthrough' particular, facto que, aliás, não vejo em absoluto como negativo: devem (ou deviam) estar a ser introduzidas todos os dias melhorias incrementais que, sem serem (ou deverem ser) notadas, podem ter um efeito assinalável na competitividade das empresas. A nível internacional, "business as usual", o que me leva a deter-me quase todas as semanas em notícias de desenvolvimentos espantosos (na aviação, no mundo automóvel, na medicina, etc.), sem que nenhum verdadeiramente se sobreponha aos restantes.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      Sem informação.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      Tenho a destacar várias inovações com participação Portuguesa e com impactos a nível Mundial: - A incubadora de empresas do Instituto Pedro Nunes (IPN) foi eleita a melhor incubadora de empresas de base tecnológica do Mundo (Best Science Based Incubator promovido pela Technopolicy Network). Em 15 anos, o IPN patrocinou o nascimento de cerca de 140 empresas e a criação de mais de 1500 empregos. - Envolvimento dos Açores na observação de missões da Agência Espacial Europeia, nomeadamente a Johannes Kepler (http://www.spaceref.com/news/viewpr.rss.spacewire.html?pid=32698). - A destacar o facto da Transportadora Aérea Portuguesa (TAP) ter alcançado a quarta posição como companhia aérea mais segura do mundo. - A ex-reitora da Universidade de Aveiro Helena Nazaré foi eleita presidente da Associação Europeia das Universidades (EUA), que representa e apoia instituições de ensino superior em 46 países. A eleição reforça o prestígio de Portugal na área do ensino superior.

  • a). Estimulam o empreendedorismo em Portugal

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      Desconheço

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - A situação miserável do País em termos financeiros que é um excelente 'trigger' de acção! (a necessidade aguça o engenho); - A cada vez maior 'awareness' de que o pais é pequeno, muito pequeno; - A cada vez mais clara impossibilidade de competir numa base-preço (somos caros).

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      - Aumento do nível de formação e de exposição internacional da população activa. Este fenómeno tem levado a que muitos procurem criar o seu próprio emprego em vez de “encontrar” emprego. Adicionalmente, a crise tem ampliado este fenómeno; - Divulgação de iniciativas de empresas nacionais de sucesso em mercados externos.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      - Exposição à ciência e tecnologia; - Educação e qualificação; - Disseminação de exemplos bem sucedidos de empresas inovadoras com dimensão global; - Modelos de financiamento que garantam capacidade de suporte dos projectos empreendedores.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      - Criação e crescimento de plataformas para incubação e desenvolvimento de projectos de empreendedorismo; - Fomento do empreendedorismo a nível universitário.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      O reconhecimento da necessidade de interacções sistemáticas entre empresas, ensino superior e centros de investigação.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Criação de grupos de trabalho, com os diferentes intervenientes na cadeia de valor de um produto e serviço e, criação de equipas que respondam a diferentes desafios com o compromisso dos diferentes interveniente de investirem e apostarem na implementação das melhores ideias. Aceitar o risco, medir o sucesso, premiar e valorizar o mesmo. FAZER!!

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      • Algumas características culturais ligadas ao espírito de iniciativa em situações de adversidade • Desenvolvimento de iniciativas e redes de carácter cooperativo, de que é exemplo a COTEC • Algum espaço mediático de valorização de novas competências, de aprendizagem ao longo da vida, de bons exemplos no domínio da ciência e de empresas de base tecnológica, como estímulo a novos comportamentos

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      1) Vocação 2) Necessidade

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Actualmente temos dois factores essenciais que estimulam o empreendedorismo em Portugal: (1) por um lado a necessidade, associada às fortes taxas de desemprego (este empreendedorismo constata-se facilmente pelos números relativos à dimensão da economia paralela em Portugal); (2) por outro, a vontade, que pode ser criada através da formação, desde o ensino primário até ao universitário, transmitindo aos alunos uma cultura de interesse pela análise de problemas, pela identificação de soluções e pela implementação efectiva das mesmas. A curiosidade, a capacidade de análise e a comunicação sobre conclusões da análise, sobre resultados alcançados e sobre o estado efectivo de projectos de implementação são factores importantes no desenvolvimento de capacidades de empreendedorismo nas gerações futuras. Nos últimos anos, a temática do empreendedorismo e da inovação tem estado na ordem do dia, à medida que gradualmente é interiorizada a consciência da importância de se ser empreendedor. A percepção da premência de uma verdadeira política de Inovação como aposta-chave para o futuro é um elemento positivo que cria a atmosfera certa para o investimento nestas áreas. O investimento na educação, a formação técnica dos jovens que possuem ambições empreendedoras, bem como a aposta na formação contínua para empresários já em actividade são medidas fundamentais para o estímulo do empreendedorismo e do fomento da Inovação no País. Qualquer política de Inovação tem de ser alicerçada num modelo coerente e global. Da mesma forma, é essencial a existência de recursos financeiros associados a capital de risco que permitam a efectivação dos projectos. Estes, após implementados, devem ser assegurados por uma eficaz rede de parcerias com instituições, como Universidades ou Centros de Investigação, na medida em que é imprescindível que o processo de inovação não estanque após o arranque dos projectos.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Única e exclusivamente: a força de vontade e a persistência.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      A aposta das Universidades na promoção do empreendedorismo.

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      Infelizmente, a necessidade que decorre da falta de emprego, qualificado ou não. Também, mas em menor grau, o despertar entre as camadas jovens mais qualificadas de algum gosto pelo "ownership" não só de ideias mas também do valor que delas poderá decorrer.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      Sem alteração significativa relativamente ao questionário anterior: - Retorno dos capitais investidos; - Realização pessoal; - A valorização do conhecimento; - A I&D para a construção e inovação permanente de marcas, numa perspectiva de diferenciação sustentada; - O património cultural rico e único.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      - Investigação de excelência nas Universidades e Centros de I&D conduz à investigação em áreas criativas e inovadoras, mantendo um nível de rigor elevado.

  • b). Dificultam o empreendedorismo em Portugal.

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      Gosto pelo risco, falta de organização e ambição, burocracia, corrupção, lentidão e ineficácia da justiça

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - A falta de vontade de trabalhar/o facilitismo de receber “ajudas sociais” sem qualquer entrave (chocante); - O permanente estado de negação do Governo ainda em funções; - O populismo embebido (absolutamente desnecessario e desadequado) no discurso da oposição (PSD), que por vezes não parece estar a altura da situação dramática em que estamos; - A situação da justiça – que assusta verdadeiramente qualquer empresário normal; - A dimensão do mercado do País – o sítio errado para começar muitos negócios.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      - Quantidade de tempo e recursos necessários para cumprir processos burocráticos; - Custos inerentes ao lançamento de uma nova empresa e o nível de impostos a suportar, mesmo na fase inicial da atividade; - Rigidez da lei laboral e encargos obrigatórios com trabalhadores forçam as empresas a sub-recrutar numa fase inicial, afectando diretamente a competitividade das nossas 'startups'; - Consequências administrativas de uma falência impedem que um empreendedor volte a lançar novas iniciativas durante demasiado tempo; - Culturalmente, o insucesso empresarial ainda tem uma conotação muito negativa o que reduz a propensão ao risco da comunidade empresarial.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Uma cultura de aversão ao risco e de forte dependência de terceiros na nossa vida activa. Isso altera-se estabelecendo referências (os exemplos), qualificando, orientando o ensino superior à resolução de problemas, formando auto-estima e ambição nos mais jovens. O clima de Incerteza, indecisão e desilusão, que a crise política em Portugal nos trouxe torna maior a aversão ao risco..

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      - Fraca cultura empreendedora e deficiente participação cívica; - Débil educação para o empreendedorismo nas escolas.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      A incapacidade de comunicar e cooperar com os outros.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Organizações viradas para si, empresas pouco justas e hábeis, líderes sem visão e sem resultados, pessoas pouco motivadas e dedicadas. Somos uma sociedade pouco transparente e pouco dada a valorizar a meritocracia.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      • Dificuldades de articulação entre competências científicas e de gestão nos projetos empresariais de pendor em conhecimento • Escassos mecanismos de estímulo articulando acesso ao crédito e ao capital de risco nas star-ups • Necessidade de estímulos persistentes na difusão do espírito empreendedor ao nível dos sistemas de ensino

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      1) Burocracia 2) Falta de aconselhamento 3) Dificuldades de financiamento 4) Falta de conhecimento disponível sobre os setores onde se pretende apostar

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      A ausência de uma cultura de exigência e de iniciativa é um dos factores estruturais mais difíceis de ultrapassar na sociedade portuguesa. Por outro lado, o sistema financeiro é avesso ao risco e os poucos recursos financeiros disponíveis são, muitas das vezes, responsáveis pela não materialização dos projectos. As lacunas existentes na educação penalizam a nossa capacidade de empreender e inovar globalmente. Os jovens não são educados nem preparados para a inovação, para o risco, ou para a excelência, três das principais qualidades de um verdadeiro empreendedor. É responsabilidade das empresas proporcionarem aos seus colaboradores um ambiente de trabalho propício à inovação e proporcionar aos seus trabalhadores uma formação adequada ao desempenho das suas funções de forma cada vez mais responsável e “empowered”. Esta é uma realidade bem visível na Sonae, onde o desenvolvimento de competências é um pilar fundamental na política de Recursos Humanos. Mais de 39 000 colaboradores receberam formação em 2010, tendo sido administradas 1,5 milhões de horas de formação. Não existe ainda na cultura empresarial a assunção da importância dos inputs de colaboradores motivados e criativos, um défice evidenciado nas estatísticas do Barómetro de Inovação da COTEC, que posiciona Portugal muito abaixo da média e considera o Capital Humano como um dos pilares com pior desempenho de Portugal. Uma cultura em que o colaborador, cada vez mais capaz e formado, se abstrai à entrada da empresa e volta a concentrar-se quando regressa a casa, não garante o aproveitamento do potencial adquirido ao longo dos anos de formação e experiência. Iniciativas de melhoria contínua, que aproveitam as capacidades e iniciativa de quem melhor conhece as tarefas inerentes a cada actividade e de cada posto de trabalho, são um factor essencial para a motivação dos colaboradores, o desenvolvimento de um espírito empreendedor e uma excelente fonte de resultados para as empresas. É fulcral a existência de uma clara valorização de recursos humanos qualificados e altamente especializados. Estes devem ser vistos como uma oportunidade de evolução para a estrutura, pois é no seio das empresas que se geram novos empresários. E não haverá verdadeira inovação e empreendedorismo sem o impulso para a criação de condições à iniciativa privada, liberdade de empreender, responsabilização individual e à conquista de mercados abertos e competitivos. Num mundo moderno e globalizado, a capacidade de inovação e a competitividade das nossas empresas são os únicos factores de desenvolvimento e emprego bem remunerado.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      - No sector público: a burocracia e uma visão paroquial do mundo, com todas as consequências que daí advêm de reprodução da mediocridade, fechamento e procrastinação de inclusão dos melhores nas suas políticas de investimento e desenvolvimento; - No sector cooperativo e associativo: a falta de iniciativa e de meios; - No sector privado: vamos encontrando cada vez mais pessoas com uma visão mais esclarecida e cosmopolita.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      Cultura: -Falta de cultura de empreendedorismo; - Imagem negativa veiculada pela comunicação social relativamente aos empresários salientando fundamentalmente os “casos de polícia" em detrimento dos casos de sucesso; Financiamento: - Falta de um mercado forte de capital de risco. Apenas alguns (poucos) operadores com grande qualidade. Apoios: - Falta de aposta no empreendedorismo em torno das estruturas produtivas que abandonámos (agricultura, pesca, outras actividades ligadas ao mar); - Falta de incentivos para a aposta na requalificação do interior do País.

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      A falta de qualificação, com todas as suas implicações (que vão desde a falta de rigor na análise de oportunidades de negócio até à própria falta de disponibilidade para "sujar as mãos" na preparação e na melhoria de tais oportunidades).

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      Sem alteração significativa relativamente ao questionário anterior: - A dificuldade de financiamento; - A escassez de marcas fortes a nível global; - A falta de uma visão estratégica a longo prazo para a economia nacional; - A separação entre Grandes Empresas e PME, nomeadamente a inexistência de estratégias de promoção de tracção empresarial a nível nacional e internacional; - A progressiva diminuição de competências básicas pelas novas gerações; - A incoerência regulamentar que ora onera o empreendedor com excessos burocráticos, ora o desprotege por falta de regulamentação adequada à sua actividade económica.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      - Demasiada legislação a nível de registo de patentes; os custos a nível da União Europeia são também muito mais elevados do que nos Estados Unidos. - Falta de comunicação e contacto entre Empresas e Universidades. Esta relação é algo que se verifica de forma eficiente em países como o Reino Unido.

  • 4. Admita que tem hoje 25 anos. Que iniciativa empreendedora lançaria e como a concretizaria?

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      Exactamente a mesma que iniciei quando tinha 25 anos: uma carreia artística com objectivos internacionais

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - Uma empresa / grupo de empresas na area de Medicina Continua - capaz de monitorizar em continuo milhões de pessoas e ajudar a combater a escalada dos custos da Saúde - que tem de se combater com Disrupção, não com Evolução.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      Assumindo que não sou o detentor de uma ideia completamente inovadora, nomeadamente em termos tecnológicos, procuraria antes de mais identificar boas ideias numa das várias start-ups do sector do software em Portugal (que cada vez são melhores e mais competitivas por via de inovação de produto e processos). Após essa fase, creio que o mais importante seja seguir os seguintes passos: 1. Avaliar o potencial da iniciativa/tecnologia, nomeadamente através de benchmark com outros produtos semelhantes a nível internacional. Hoje em dia isto é fácil pois a maior parte da informação está disponível livremente na internet (p.ex., páginas dos promotores ou investidores, webcasts, etc..); 2. Identificar os prós e contras da proposta e detalhar de forma consciente os riscos inerentes ao produto em relação à concorrência; 3. Desenhar um business plan razoável com metas claras e objectivos concretos, seja para abordar o mercado nacional como os mercados externos; 4. Identificar os meios de financiamento necessários e as instituições que poderão ter “apetite” para esse investimento; 5. Realizar um primeiro round de discussões com essas instituições para avaliar o verdadeiro potencial de concretização do projeto; 6. Caso se confirme o potencial do produto/iniciativa definiria metas concretas com os investidores mais interessados para apresentar uma fase inicial do projeto, já demonstrando o esforço inicial dos proponentes.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Apostaria no mar.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      A partir de uma ideia na área do envelhecimento criaria uma empresa social que prestasse cuidados de saúde, aproveitando o potencial das novas tecnologias. Fases: 1 - Identiicação de uma área-piloto mais atingida por esta necessidade; 2 - Mapeamento dos respostas existentes nesta área; 3 - "Benchmarking" das boas práticas neste domínio; 4 - Identificação de parcerias locais e linhas de apoio comunitárias recentemente criadas para inovação nesta matéria;

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      O núcleo de um centro de estudos avançados, usando uma rede europeia e procurando apoio académico e de fundações filantrópicas.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Aquilo que estou a fazer com um pouco mais do que 25... a fazer crescer um projecto inovador, multidisciplinar, apostado na transformação pelo design, sem limites mas com especial enfoque nas plataformas de produto + conteúdo + serviço. Este projecto assume que serviços inovadores e com alguma base de tecnologia web permite internacionalizar e escalar o projecto sem com isso colocar em causa o modelo de crescimento. Faria também parte de alguma comunidade de empreendedores com vontade de fazer crescer projectos e apoiar designers e outros a colocarem nos mercados internacionais produtos e serviços de marca Portuguesa. Como tenho 25 anos (!) tenho muito tempo para fazer os projectos vingar.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      • Tentaria agrupar numa unidade de I&D vontades para concretizar um programa de investigação em saúde compatível com as necessidades de desenvolvimento das empresas portuguesas farmacêuticas para a medio prazo partilhar custos e sucessos no lançamento de novos fármacos

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      Certamente na área das tecnologias de informação, mas virada para as indústrias tradicionais. Tecnologias que permitam a gestão inteligente da água e da eletricidade; tecnologias que permitam uma muito melhor gestão do tráfego nas grandes cidades; tecnologias que permitam uma gestão dos horários de trabalho nas grandes cidades; tecnologias que permitam intervenções cirúrgicas cada vez menos invasivas - eis algumas ideias.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Investiria uns anos a tentar desenvolver um produto com potencial para o mercado de consumidores global e comercializável por venda online.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      A mesma iniciativa na qual estou envolvido desde 2007 – a formação de uma orquestra de música erudita de nível mundial, que promova os valores portugueses e afirme essa qualidade e excelência no circuito internacional do Turismo Cultural, ao mesmo tempo que incentiva as comunidades locais a conhecerem e fruírem desta arte – a Orquestra de Câmara Portuguesa.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      Criaria uma boa escola (desde o ensino pré-primário ao 12.º ano). Nestes níveis de ensino está o "calcanhar de aquiles" da qualificação em Portugal. Nota: o facto de ter 25 anos não ajudaria muito neste caso (deveria para isso ser um pouco mais velho), mas o exemplo que quero dar está dado.

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      Temo que o mesmo que tentei fazer há quase 40 anos: colocar a máxima energia na minha preparação profissional, com o objectivo de fazer bem aquilo que, não estando excessivamente longe da minha área, julgava mais necessário para atingirmos o nosso progresso colectivo.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      Para um empreendedor com cerca de 25 anos, normalmente existe uma restrição importante relacionada com a dimensão do projecto de investimento. Esta restrição está normalmente relacionada com a menor experiência e competências desenvolvidas e com a dificuldade de obtenção de financiamento para projectos de maior dimensão e complexidade. Assim, parecia-me natural a opção por projectos na área dos serviços que normalmente implicam menores investimentos em capital e envolvem uma menor complexidade organizativa e de gestão. Entre outras áreas, mas em função das minhas próprias competências e apetências individuais, optaria por projectos de prestação de serviços nas áreas sociais (apoio domestico, apoio à terceira idade, apoio às famílias, etc. dadas as crescentes necessidades e exigências diárias das famílias em geral e a falta de recursos e meios para as suprir), ou por projectos de prestação de serviços de apoio administrativo-financeiro às famílias, profissionais liberais ou a microempresas. Em termos de financiamento, se esse não fosse conseguido junto de relações próximas (Família, Amigos) procuraria estruturar o projecto e “vendê-lo” junto de investidores de “Seed Capital” ou outros investidores de capital de risco.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      A minha iniciativa tem a ver com a abertura de Centro de I&D fora das grandes cidades Portuguesas. De forma a escolher a melhor localização, realizaria um detalhado estudo de vários parâmetros e critérios, entre os quais níveis elevados de segurança, impacto social, económico, ambiental e acessibilidades. Este Centro de I&D iria atrair elevado investimento a nível internacional (como exemplo, o novo centro de dados da PT na Covilhã).

  • 5. A União Europeia lançou recentemente a estratégia UE2020 com cinco principais áreas: emprego, inovação, educação, inclusão social e clima/energia. Cada Estado-Membro deverá definir os seus objectivos para cada uma destas áreas. Qual a principal prioridade

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      Exportação

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - Certamente o Crescimento e o Emprego - Que teria de passar pela melhoria das condições de competitiividade - atacar os focos de razões porque não há investimento em Portugal - A melhoria da inclusão social seria um filho desta iniciativa - como resultado, não como foco primário, imediato, de atenção.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      Continuação do apoio ao aumento da mobilidade académica e profissional (p.ex., através de programas estruturados tais como o Inov Contacto da AICEP) para que jovens estudantes e empresários possam obter experiências relevantes em países da União Europeia.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Construção de massa critica na nossa indústria baseada em conhecimento - e.g. multiplicação por 100 de: - Número de empresas start-up de base tecnológica em Portugal. - Volume de negócios de empresas de base tecnológica em Portugal

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      - Emprego mas numa lógica integrada de envolvimento das restantes áreas.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      Criar alguns centros de 'co-localização' (co-location centres) envolvendo empresas, instituições do ensino superior e centros de investigação, com objectivos comuns de longo prazo: excelência e impacto global.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Eu apostaria na educação como prioridade, acima de tudo no cruzamento de modelos educativos com soluções inovadoras de evolução profissional, que por sua vez permitiria atacar o flagelo do desemprego.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      • Aposta na valorização económica do conhecimento científico dirigida a produtos, sistemas ou serviços com forte dinâmica de crescimento nos mercados mundiais

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      Conseguir que até 2020, 80% do parque automóvel português assentasse em carros elétricos

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      As cinco áreas definidas para a estratégia UE 2020 implicam, necessariamente, crescimento sustentado, o que só é viável se as áreas consideradas vitais se complementarem entre si. Uma verdadeira política de Inovação, enquanto factor determinante para o desenvolvimento e que sustente o progresso dos indicadores nacionais de I&D no posicionamento internacional, apenas será possível se a educação for uma prioridade. Salientaria como fundamental a introdução de disciplinas (análise de problemas, resolução de problemas, exploração de resultados, comunicação e capacidade de síntese, exploração de fontes de conhecimento, ...) no ensino que eduquem os jovens do País para a competitividade e a inovação, que elevem os padrões de exigência e os adapte às exigências do futuro. Da mesma forma, ao nível empresarial, inovar com sucesso não é possível sem uma apropriada aposta na formação contínua e qualificação dos Recursos Humanos e o fomento do conhecimento interno. O processo de Inovação deve ser transversal a toda a organização, sendo favorável o envolvimento e o comprometimento dos colaboradores e o estímulo da criatividade num processo que deve existir em rede. Não menos prioritária é a definição de uma política de estreita ligação entre as universidades, empresas e o Estado, numa relação de sinergia propícia ao investimento na inovação como um investimento de qualidade. Para além da política de ligação entre universidades e empresas, é essencial desenvolver nas universidades e empresas uma cultura e uma prática de colaboração que permita a ambos “correr” à mesma velocidade e retirar daí os benefícios que mais interessam a cada um. É já clara a consciência das organizações da importância da inovação para o País atingir níveis de desempenho mais elevados e conquistar novos mercados, com produtos e serviços diferenciados de valor acrescentado para a economia.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Creio que deveremos articular o desenvolvimento destas áreas apontando como prioridade ou força motriz o clima e a energia. De facto, quando se diz que não temos recursos naturais é uma falácia flagrante pois, além do turismo patrimonial e cultural que temos para oferecer, existe o elevado número de dias de sol por ano que pode e deve ser explorado na produção de energia, assim como as outras fontes de energia renováveis que o vento e o mar proporcionam.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      - Reforço da nossa aposta na Educação. Pensar o conceito da" escola do futuro" não como uma escola apenas cheia de tecnologia, mas uma escola que ensina de maneira diferente; - Reforço da aposta na área da Energia, na vertente renováveis, na mobilidade eléctrica, no reforço da "inteligência das redes" rumo à chamada "internet da energia"; - Inovação no domínio da gestão do envelhecimento das populações: - Aposta na requalificação dos desempregados preparando muitos deles para a mudança de sector de actividade pois existem áreas que não vão gerar empregos em detrimento de outras.

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      Prosseguir os incentivos à IDI empresarial, reforçando, na medida do possível, as exportações com níveis mínimos adequados de incorporação de conhecimento.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      Melhorar significativamente a eficiência do Sistema Científico e Tecnológico Nacional, nomeadamente: - Estabelecendo áreas temáticas prioritárias, focadas e delimitadas, para cada uma das suas entidades por forma a impedir a multiplicação de recursos dedicados às mesmas temáticas; - Integrando empresários e gestores de topo nos órgãos executivos de gestão das universidades como forma de melhorar a adequação dos esforços de criação de conhecimento às necessidades da sociedade, diminuindo os tempos de resposta; - Promovendo a partilha de recursos humanos entre empresas e universidades para acelerar a transição de novas ideias para a economia real; - Integrando na progressão académica dos investigadores e na avaliação das universidades factores de avaliação do seu efeito real sobre a sociedade; - Diminuindo a burocracia necessária à colaboração formal entre universidades e empresas no âmbito de projectos de investigação ou de contratações de serviços de conhecimento.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      A educação seria a minha prioridade. Em particular, a Ciência tem um enorme potencial para atrair investimento internacional. Para tal é necessário primeiro que tudo reduzir o abandono escolar. Nos últimos anos Portugal ter melhorado a taxa de abandono escolar em 11 pontos percentuais (foi dos países dos Estados-Membros com maiores avanços no combate ao abandono escolar). Depois é necessário aumentar o número de licenciados. Portugal tem 15 jovens em cada mil (entre os 20 e 29 anos) com licenciatura na área da Matemática, Ciência e Tecnologia (em 2005 eram apenas 10 em cada mil habitantes). Tal como referido por António Perez Metelo num artigo no fim do ano passado, a ciência é factor produtivo, indutor de vantagens na competição global. Ele acrescenta que "nas novas empresas, criadas desde 2005, para uma produtividade de cem nas que empregam licenciados, cai-se para 29 nas que os não empregam e salta-se para 239 nas empresas com I&D!". A educação está por isso relacionada com o aumento de emprego (e diminuição do nível de pobreza e exclusão social) e também com o nível de inovação/I&D. Além disso, o investimento em áreas que melhorem a qualidade de vida, em especial nas energias alternativas, é fundamental para a área do clima/energia, aumentando a eficiência de gastos energéticos e diminuindo o uso dos recursos naturais não renováveis como petróleo e carvão.

  • 6. Quais são os principais problemas que identifica na adequação entre as medidas de apoio à formação profissional no âmbito do QREN e as necessidades competitivas das empresas?

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      Falta de continuidade

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - Honestamente acho que o primeiro problema de formação / treino é dos empresários e não dos trabalhadores - Acho os empresários portugueses piores (em média) que os trabalhadores portugueses - Enquanto tivermos indíces de economia paralela como os que temos e não conseguirmos subir mais nos resultados económicos da inovação, focava a formação / treino nos empresários (não nos quadros deles mas neles mesmo)

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      -

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Este é um instrumento muito importante que urge melhorar. Parece-nos que melhorias relevantes e consequentes seriam a que resolvessem os seguintes problemas: - Só entidades nacionais certificadas e formadores certificados são elegíveis; para iniciativas elevada especialização, como as muitas vezes necessárias às empresas, e/ou que envolvam entidades não-nacionais ou docentes universitários, isto representa um obstáculo grande. - o limite de apoio reflecte isso mesmo (parece desadequado para fazer face a custos de experts internacionais) - Opacidade dos critérios de aprovação/rejeição de projectos: não é fácil descodificar o modo como as candidaturas são aferidas; candidaturas são diferente/ analisadas em diferentes unidades regionais de análise. - Apoio administrativo: Difs. técnicos, difs. unidades regionais de análise, difs. perspectivas e leituras e de um mm. normativo legal; - Deficitário cumprimento de prazos (tivémos já atrasos de 5 meses em relação ao prazo publicado), o que dificulta em muito a tarefa de planeamento dos ciclos de formação

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      - Falta de flexibilidade no sentido de promover a formação "Taylor-made"; - Deficiente adequação entre as competências trabalhadas e as necessidades das empresas; - Há que promover a lógica "new skills new jobs" à luz das recentes orientações comunitárias.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      A falta de um fio condutor - a inovação - que instale nas empresas uma percepção clara do valor e das finalidades da actividade de formação.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Creio que estamos a assistir a uma perversão do sistema que faz com que as empresas apostem num determinado modelo de formação que sabem ser apoiado pelas medidas de apoio à formação Profissional. Seria interessante validar se as empresas não tivessem que seguir essas medidas mas apostar na formação necessária para serem competitivos, em que tipo de formação acabariam por apostar. Será possível validar qual o impacto do investimento em formação na competitividade real dessas empresas?

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      • As restrições à formação dirigida a ativos com escolaridade até ao 12º ano é fortemente limitante para as empresas intensivas em conhecimento, cujos trabalhadores com esse nível são quase inexpressivos

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      Não tenho informação para responder.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Não existe uma verdadeira política de interligação entre o Estado e as empresas. Aproximamo-nos dos melhores parceiros europeus no que diz respeito aos estudos e notoriedade científica, no entanto os mais preparados não possuem meios de contribuir nas prioridades do País, porque estas, apesar de apontadas, não são assumidas concertadamente. O financiamento do País não é adequado aos desígnios que permitam o crescimento da nossa economia. Com Regulamentos Específicos dos Apoios à Formação Profissional mais acessíveis e menos burocráticos, as necessidades competitivas das empresas, sobretudo das PME, poderiam ser melhor salvaguardadas. No âmbito do QREN, apesar de alguns esforços de melhoria do sistema, a informação e os procedimentos dificultam o acesso a fundos de apoio. Os seus critérios de elegibilidade e o atraso nos pagamentos desmobilizaram também as empresas que, com falta de liquidez e perante a actual situação económica, moderam a vontade de pedir apoios para projectos ou para a formação profissional dos seus quadros.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Desconheço.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      Necessidade de acelerar e desburocratizar decisões.

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      Não conheço suficientemente bem esta área para sobre ela me pronunciar.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      Falta de transparência e incoerência na aplicação dos critérios de avaliação das candidaturas levam as empresas a não conseguir aproveitar com eficiência os apoios disponíveis, limitando desta forma o seu alcance e real efeito sobre a competitividade empresarial.

    • Zita Martins

      Zita Martins

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