Edições

  • 1. Como avalia os resultados da política de Inovação em Portugal?

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      Pathena

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      EDP Inovação

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Critical Software SA

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      Fundação Calouste Gulbenkian

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      Foundation Calouste Gulbenkian, Délégation en France

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Masco Corporation

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      Bial

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      Jornal Expresso

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Sonae

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      Fundação Serralves

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      • 1
      • 2
      • 3
      • 4
      • 5
      • 6
      • 7
  • a). Quais os principais desenvolvimentos positivos das políticas de inovação em Portugal?

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      1.Lançamento do Programa Estratégico para o Empreendedorismo e a Inovação (+E+I) 2. Início da reorganização do capital de risco público numa estratégia de concentração de esforços.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Revejo em baixa a avaliação porque não identifico desenvolvimentos positivos na politica de inovação capazes de me gerarem confiança - quero dizer, os constrangimentos são muito mais relevantes. Tenho ainda assim esperança que se possa corrigir rapidamente o que não está bem.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      - Criação de clusters de inovação; - Melhoria da balança de pagamentos tecnológicos

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      O emergir de um clima favorável à inovação. O reconhecimento dos núcleos e instituções inovadoras.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      A redução de entidades e de interfaces em áreas que impactam a inovação é sempre algo positivo. Continuamos a ser um dos países com mais clientes internacionais em negócios empreendedores, isso melhora a balança de pagamentos e a nossa imagem como país de negócios internacionais. A aproximação da China pode ser um impulso positivo para a Inovação, vamos ver se isso faz mexer o Brasil de uma vez por todas...

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      • A dinâmica do investimento em ciência das empresas e das entidades públicas foi profundamente alterado nos últimos anos, assistindo-se a um crescimento do papel das empresas, em resultado dos estímulos públicos tanto numa perspectiva de financiamento como de reconhecimento da excelência, para o que contribuiu a existência de incentivos fiscais à inovação (SIFIDE) como contributo decisivo para o crescimento da I&D empresarial • Manutenção dos apoios financeiros do QREN à inovação e I&D, apesar das limitações resultantes dos constrangimentos burocráticos de que padece • Visibilidade mediática dos esforços e investimentos em ciência, com um aumento significativo do numero de investigadores e das condições de trabalho associadas aos mesmos, permitindo uma atração para este esforço de modernização de quadros de boa qualificação

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      O facto de dez cientistas portugueses a trabalhar em Portugal terem ganho mais de ¤6,6 milhões em prémios e bolsas nas áreas das ciências da vida e das ciências sociais e humanidades; um artigo de Guillermo A. Lemarchand, “The long-term dynamics of co-authorship scientific networks: Iberoamerican countries (1973-2010)”, na Elsevier, mostra, entre outros indicadores, que Portugal aumentou em 64 vezes o número de artigos científicos publicados por milhão de habitantes contra 47 vezes da Espanha; a Create it foi distinguida com o European Sharepoint Community Awards pelo desenvolvimento de uma plataforma de comércio eletrónico para o Grupo Pestana; e a Altitude Software ganhou o prémio Produto do Ano no mercado americano.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      A economia portuguesa tem-se aproximado a um ritmo bastante rápido do nível de I&D existente nas economias europeias mais sólidas, revelando uma dinâmica de 'catching up' muito interessante. Entre os países da Europa do Sul, Portugal apresenta o melhor posicionamento, de acordo com os resultados do Barómetro de Inovação desenvolvido pela COTEC. A par do aumento de modo sustentado do número de publicações científicas e do número de doutorados no país, algumas empresas continuam a conquistar novos mercados com a qualidade e originalidade dos seus produtos e serviços e a produtividade altamente concorrencial dos seus colaboradores. É clara a aposta crescente por parte das empresas em atividades internas de Investigação & Desenvolvimento. Segundo os dados do Barómetro de Inovação COTEC, mais de 60 por cento das empresas introduziu bens e serviços novos, quer para a empresa, quer para os mercados onde operam. Nos últimos anos, apostou-se numa simplificação dos processos mais burocráticos ligados ao Estado, um esforço que deve ser continuado para apoiar os que não receiam concorrer em mercados altamente concorrenciais. O investimento na educação ao nível da alfabetização tecnológica, as melhorias introduzidas, nomeadamente na aprendizagem de línguas estrangeiras e o recurso às novas tecnologias cada vez mais acessível são fatores de otimismo. Por outro lado, o forte envolvimento de entidades e organismos oficiais, desde a estrutura de governo, que inclui a Inovação com uma Secretaria de Estado própria para esta temática, até ao envolvimento pessoal do Presidente da República em múltiplas iniciativas ligadas à Inovação, fazem com que este tema tenha uma notoriedade marcadamente positiva.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      As políticas de inovação darão resultados se as empresas e universidades trabalharem em rede, dando a conhecer, mutuamente, necessidades e capacidades, conhecimento e experiências. O novo Programa Estratégico para o Empreendedorismo e a Inovação (+E+I) parece-me o incentivo certo para esta prática, da qual já há bastantes exemplos.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      Manutenção do SIFIDE; Plano para Estrategico para o Empreendedorismo e Inovação: mas não foram divulgados detalhes ainda!

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      A intensificação do esforço de IDI no sector empresarial, com a consequente melhoria do saldo da balança tecnológica.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      Não identifico quaisquer desenvolvimentos positivos no segundo semestre de 2011.

  • b). Quais os constrangimentos com que se deparou?

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - A reputação de Portugal face às fontes internacionais de liquidez - As dificuldades de financiamento corrente (crédito mais apertado) em Portugal - O ainda muito baixo nível de patentes registadas e vendidas - O nível de abandono escolar (que, muito embora tenha melhorado, continua a ser um dos “cancros” de Portugal) - A falta de assumpcao de um maior papel por parte das grandes empresas portuguesas (PT, EDP, GALP, BRISA) em serem referencias activas internacionais das melhores PMEs inovadoras do pais – perante os seus concorrentes internacionais - A falta de canais de distribuicao mundiais de tecnologia de base portuguesa

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      Nestes últimos seis meses, os principais constrangimentos à inovação resultaram sobretudo da situação macroeconómica da União Europeia e não da política de inovação.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      As políticas de austeridade estão a sufocar os centros de formação de saber, entre os quais destaco as Universidades. Eles estão a montante de qualquer estratégia de inovação. Mais, estão a prejudicar os melhores. Os cortes cegos e iguais prejudicam os melhores e nivelam por baixo. Em resumo, estamos a ameaçar aquilo que é seminal para a inovação, onde vínhamos a fazer um bom trabalho - capacidade de produzir conhecimento, saber, engenharia, tecnologia. Corremos o risco de não apenas não progredir no que nos falta fazer mas, pior, dramático, regredir no que já tínhamos feito. Dramático porque é esta política aquilo que nos resta para sair do contexto asfixiante que vivemos - é a nossa luz ao fundo do túnel, a luz que não podemos deixar extinguir.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      - Dificuldades de 'scaling-up' dos processos de inovação; - Deficientes ferramentas para avaliação do impacto económico e social das políticas de inovação.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      A ausência de uma política explícita, quantificada e financiada para a inovação

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Creio que existem alguns que tratam a inovação como tratam o marketing e o design, supérfluos em alturas de chamada crise, quando existem inúmeros dados que comprovam que é exactamente nesta altura que se deve investir na inovação, e no marketing e no design. A inexistência de políticas de risco por parte da banca não ajuda mesmo nada, mesmo quando existem mais investidores individuais à procura de maior retorno que o tradicional.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      • Excessiva burocracia associada aos incentivos financeiros do QREN • Dificuldade de valorização no plano empresarial do enorme reforço de meios humanos e técnicos em ciência nas instituições do sistema científico • Enorme dificuldade de acesso ao crédito em condições de financiamento e em dimensão adequada aos projetos de I&D, sendo que se mantem uma ausência de instrumentos de política que se traduzam em mecanismos de valorização no acesso ao crédito dos projetos específicos de I&D • Escassa articulação das políticas científicas e comercial (vulgo “exportações”), limitando as possibilidades de sucesso no acesso aos mercados internacionais • Ausência de instrumentos públicos atrativos da contratação de doutorados pelas empresas • Escassa valorização da I&D de base nacional nas políticas de compras públicas e/ou nos mercados com forte intervenção publica

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      O Estado em geral e a administração pública em Portugal, sempre que tem de escolher sistemas de informação, optam pela segurança das grandes marcas internacionais em vez de darem oportunidade às empresas portuguesas de tecnologias de informação.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Não se avançou suficientemente para os sectores de maior exigência e dinamismo tecnológico e económico, não se apostou na competitividade o suficiente para que Portugal atingisse níveis de eficiência que o retirassem de uma vez por todas do seu défice estrutural, que consome energias, nomeadamente ao nível da produtividade, da qualificação da mão-de-obra e da qualidade do ensino. Apesar dos esforços de simplificação dos processos encetados pelo Estado, a formação dos nossos jovens permanece abaixo da média europeia. Em múltiplos casos, os avanços já feitos ainda são incipientes e os desenvolvimentos positivos referidos não chegaram da mesma forma às nossas indústrias tradicionais, onde ainda se verificam resistências à inovação e ao desenvolvimento. O aumento brutal do custo do crédito em Portugal, assim como a sua redução significativa, tornou-se um factor de desvantagem competitiva muito sensível no que respeita ao esforço de levar as inovações à escala necessária para que tenham peso económico relevante.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      O novo Programa Estratégico para o Empreendedorismo e a Inovação (+E+I) identifica os constrangimentos que todos desde sempre fomos encontrando: aversão ao risco, medo perante o desconhecido; acantonamento na mediocridade, etc., etc. Mas há também outros elementos que encarecem e pesam na iniciativa de quem é empreendedor. A carga fiscal, o preço do crédito, a escassez de serviços públicos eficazes na ajuda ao empreendedorismo e o excesso de legislação e a aridez do seu articulado e mesmo desadequação com a prática de quem está no terreno.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      Falta financiamento para as empresas; São necessários Incentivos fiscais para novas empresas e para internacionalização; Politica de Ciencia e Tecnologia do Novo Governo ainda não é conhecida; apenas são conhecidas as primeiras medidas; Considero necessario apostar na acções conjunta entre os varios ministerios nomedamente economia, finanças e educação

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      A falta de qualificação generalizada, em particular entre muitos empresários de PME nacionais.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      Mantêm-se excessivas exigências administrativas para a candidatura e execução de projectos financiados; - Continua-se a discriminar positivamente PME sobre (em vez de discriminar as suas sinergias conjuntas) Grandes Empresas (GE). Esta situação piorou inclusivamente com a recente alteração ao SIFIDE imposta pela Lei n.º 64-B/2011, de 30 de Dezembro (Lei do Orçamento de Estado para 2012). As PME que colaboram com GE exportadoras são assim indirectamente prejudicadas, ao deixarem de beneficiar da exposição proporcionada por projectos de I&D daquelas que não se realizarão; - Limitações impostas pela falta de articulação entre Ministérios. O MAMAOT não reconhece nem discrimina positivamente empresas aderentes a estratégias de rede (como Pólos e Clusters) o que no caso dos sectores agro-alimentar e florestal é particularmente limitante. Continua a não existir nenhum sistema de financiamento utilizável para a realização de I&D sobre a actividade agrícola (ou vitícola). - Grande dificuldade em obter apoio para a elaboração ou participação por parte de empresas em candidaturas ao 7º PQ, sobretudo se localizadas fora da área de Lisboa

  • c). Indique os principais aspectos em que a política de Inovação tem contribuído, ou não, para a competitividade do País.

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      Uma população mais sensibilizada e preparada

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      + Pela positiva : + SIFIDE + Aposta na melhoria de quantidade e qualidade da produção cientifica + Aposta na reforma e maior profissionalização do sector de Venture Capital em Portugal - Pela negativa : - Falta de rigor na alocação de fundos pelo Venture Capital Publico nos ultimos N anos em Portugal – demasiado “democratico” / fragmentado e com muito menos reservas para alterior investimento nas mesmas companhias do que devia - Falta de exigência e rigor do programa Novas Oportunidades (que é necessário de facto – mas não pode não ter rigor e padrões de exigência compatíveis) - Falta de uma politica de Propriedade Intelectual do Estado explorada por privados para potenciar exportações (com royalties para o Estado portugues) em todos os serviços / produtos de tecnologia que o Estado contrata

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      1.Continuação da aposta na melhoria do perfil tecnológico da indústria nacional e um enfoque cada vez maior da comunidade empresarial na competitividade externa. 2.Aproximação crescente entre Universidade e Indústria.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      A política de inovação tem contribuído fortemente para a nossa competitividade. Isso aliás está bem refletido no que tem sido a nossa capacidade de exportar apesar de um contexto tão difícil. Com uma moeda forte, temos de incorporar valor na nossa oferta para a conseguir vender nos mercados externos. Temos de inovar. E temos mostrado que somos capazes. É claro o caminho que o país está a fazer na construção de uma indústria de mais elevado valor acrescentado. Uma indústria mais capaz de incorporar conhecimento e criatividade - e por isso mesmo não podemos deixar que se ande agora para trás.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      Aspectos positivos: Apesar de algumas necessidades de correcção de trajectória, são de salientar: o fomento das energias renováveis, a melhor translação dos resultados da investigação académica nas práticas empresariais e o aumento das exportações de cariz tecnológico. Aspectos negativos: Sistema de educação pré-universitário com pouca autonomia, o que dificulta o fomento da necessária cultura de inovação e competitividade.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      Não existe informação que permita responder cabalmente. apenas quadros de impressões pontuais.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Em tempos de maior aperto, aguça o engenho (somos um dos países da Europa com maior taxa de empreendedores por necessidade - Estudo Portugal GEM 2010) e somos obrigados a gerir melhor os recursos, outro dado que considero positivo.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      • A dinâmica de criação de empresas de base tecnológica, nomeadamente nas áreas dos sistemas de informação e electrónica e das indústrias da saúde, têm contribuído para alterar o perfil da especialização económica • Dificuldades em valorizar economicamente os resultados do investimento maciço em ciência, bem como escassa consistência do sistema de carreiras na atividade científica com manutenção de situações de precariedade (“bolseiros” por largos anos) • Limitados instrumentos de mobilidade dos recursos altamente qualificados formados no sistema de ensino e as empresas

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      Inovar é bom e dá resultados: esta mensagem é uma mais-valia, que tem sido possível pela continuada aposta núma política de inovação em Portugal. Mesmo que os resultados continuem ainda a ser escassos, tem vindo a crescer de forma asisnalável.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      A política de impulso desenvolvida ao nível das universidades e centros de investigação, no que diz respeito aos doutoramentos e projetos de investigação, a par do índice de publicações científicas, aproxima-nos de respeitáveis parceiros europeus. Assisto com agrado aos progressos do Cluster da área da Saúde e considero também que haveria lugar à constituição de pólos de competitividade em áreas tradicionais. Contudo, prevalece a inexistência de um clima favorável ao empreendedorismo, que estimule, efetivamente, a economia nacional. Tem sido contínuo o enfoque dado, sobretudo ao nível do discurso e intenções, na relevância e urgência de uma verdadeira política de inovação. Reconheço essa legitimação como fundamental, no entanto esta vontade carece de uma prática mais ativa e eficaz, o que deixa os resultados aquém do que seria de esperar. Não posso deixar de lamentar, nesta sede, que, por efeito da Lei nº 22/2011, de 20 de Maio, que alterou a redacção do nº 5 do art. 2º da Lei de Enquadramento Orçamental (Lei nº 91/2001), tenham sido as Universidades-Fundações reenquadradas no Orçamento de Estado, com isso passando a ficar sujeitas às regras aplicáveis às dotações orçamentais (incluindo cativações). Isto significa que a autonomia das universidades relativamente à gestão patrimonial e de pessoal fica na prática esvaziada de conteúdo, na medida em que passa a estar espartilhada pelas normas orçamentais de limitação e autorização de despesa, fazendo-se tábua rasa dos compromissos assumidos nos contratos-programa celebrados. Esta alteração legal é errada, inoportuna e desnecessária, pois irá prejudicar a qualidade da administração do património e do pessoal das instituições afectadas, a qual tem evoluído muito positivamente. Destaco aqui os seguintes factos: as universidades em causa não têm qualquer dívida bancária, as disponibilidades cresceram sempre ao longo dos 3 últimos anos, o seu passivo exigível é inexpressivo, o aumento do número de estudantes tem sido constante, apresentam dos melhores rácios em termos de eficiência, o custo de pessoal por diplomado é dos mais baixos e o rácio do número de dirigentes na estrutura de pessoal é também dos mais reduzidos. De assinalar ainda que o problema estrutural da produtividade continua por resolver e a integração de tecnologia nos vários sectores de atividade não tem conduzido a uma necessária melhoria neste domínio. A situação económica do país reflete o défice de competitividade como uma marca do atraso estrutural do país. A desarticulação entre as políticas industriais, empresariais e de ciência, a par de um desenvolvimento regional extremamente tímido, deixaram-nos à mercê de investimento estrangeiro diminuto e desligado das economias locais. Não houve também uma aposta na criação de um mecanismo eficaz de capital de risco, elemento fundamental para a disseminação de uma cultura de empreendedorismo e de inovação generalizada, que conduziriam, certamente, ao aumento de projetos inovadores com valor acrescentado para a economia nacional. Apesar do esforço de desenvolvimento das políticas de ensino e de I&D, falta o desenvolvimento de uma embraiagem eficaz que garanta uma efetiva transferência de conhecimento e “saber fazer” entre universidades e empresas. Sem este mecanismo a funcionar continuaremos a ter um deficit por parte das empresas na capacidade de explicar os seus problemas / necessidades e um superavit de conhecimento nas universidades que nunca chegará a ser utilizado em Portugal. Este é um factor que contribui para o desaproveitamento no esforço de investigação das nossas Universidades.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Neste ponto, gostaria de dar conta do exemplo da Orquestra de Câmara Portuguesa (OCP). No primeiro semeste de 2011, em conjunto com a everis Portugal, desenvolvemos um projecto de gestão estratégica que estamos agora a implementar, de acordo com um modelo de negócio que torne sustentável uma organização como a OCP. Realizou-se também um benchmarking internacional de peers que considerámos como referências de excelência nos vários aspectos que identificámos como necessários para a consolidação da OCP. Este instrumento de suporte deu-nos dados interessantíssimos e de uma validade esclarecedora da estratégia a adoptar. É a primeira vez que em Portugal é feito, e se está a realizar, um projecto desta natureza, que finalmente alia o know how empresarial privado e uma organização cultural, neste caso de génese privada.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      Melhor resposta será dada quando foram conhecidas em mais detalhe as medidas recentemente lançadas pelo MEE e ainda as politicas de C&T a implementar pelo MEC.

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      Infelizmente ainda continua a contribuir pouco, dado que os resultados de uma política de inovação,mesmo se for bem sucedida, só se fazem sentir a longo prazo.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      - Começam a ser visíveis os primeiros resultados da criação das Estratégias de Eficiência Colectiva, sobretudo a nível da criação de uma mentalidade de cooperação e de funcionamento em rede que já está a chamar a atenção a nível internacional. No sector Vinhos, de destacar os trabalhos realizados pelo Cluster dos Vinhos do Douro com o projecto realizado em colaboração com a UTAD e a Southern Oregon University com vista à mitigação do efeito das alterações climáticas sobre a actividade vitivinícola, do qual brevemente serão apresentados os resultados finais. Também importa sublinhar, a nível nacional, os trabalhos que o Cluster desenvolve com a PORVID para a conservação da diversidade das castas de videira autóctones, os quais já despertaram, entre outros, a atenção de instituições públicas australianas.

  • 2. Indique quais foram, em sua opinião, os principais factos ocorridos no último semestre que influenciaram a política de inovação em Portugal.

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      O último semestre fica infelizmente marcado por um factor decisivo, mas tremendamente negativo: a recente instabilidade política e todas as consequências que daí advirão

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - Suspensão temporária do regime fundacional (como opcao) das Universidades - Pressão no sentido das verbas do QREN serem pagas de forma mais expedita - Fundo de 1500 M€ de crédito disponivel para as PMEs - A existência de uma Secretaria de Estado para a Inovação e o Empreendedorismo - A assumpção clara da redução do peso do Estado na Economia (medida muito importante e necessária)

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      A crise tem levado a um esforço necessário de racionalização, contudo também destacou a importância da concentração de recursos em áreas que potenciem a competitividade e consequentemente exportações

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      A crise, as medidas de austeridade, e os cortes cegos. Eles não têm distinguido, como é muito importante que façam, o trigo do joio - sem isso, nivelaremos por baixo... O desânimo tem-se instalado de forma brutal - agora motivado por cortes que não diferenciam os bons e o que é bom, do resto. O desânimo, a falta de entusiasmo, de motivação, é uma catástrofe para a capacidade de inovar.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      - A conjuntura dos mercados internacionais, colocando pressão sobre Portugal – fruto das suas debilidades orçamentais – foi um factor para o afastamento de potencial investimento externo. - Percepção dos limites do Estado Social. - Acentuar do "braindrain" de forma crítica.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      A aprovação do programa estratégico +E+I é um sinal positivo.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Se uma das principais vertentes da política de inovação foi a aposta nas energias renováveis, a venda da EDP e o impacto disso nas contas do Estado foi um sinal para alguns de aposta ganha. Mas não creio que essa aposta tenha tido o impacto desejável na indústria nem na inovação como sistema, era bom que isso servisse de mote para análise.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      • Acentuação da retração económica, nomeadamente da procura interna, e a forte limitação de acesso ao crédito tem um fortíssimo impacto sobre o investimento, em particular no dirigido à I&D, assistindo-se pela primeira vez nos últimos a uma redução significativa da I&D empresarial, no quadro duma diminuição global do esforço de investimento • A manutenção do clima de incerteza na evolução macroeconómica da UE, a forte instabilidade em torno do Euro e as politicas restritivas seguidas em vários países europeus, nomeadamente diminuindo a capacidade de dinamização publica de investimentos de maior risco, como os intensivos em conhecimento e prazos longos de maturação, são fortemente limitantes para as apostas empresariais centradas na inovação e no desenvolvimento de novos produtos • As alterações introduzidas nos benéficos fiscais à I&D, nomeadamente ao nível do SIFIDE são fortemente condicionadoras do esforço das empresas, nomeadamente nas atividades dirigidas a novos produtos e processos “mais radicais” e nos processos em que a construção dos mesmos se concretiza “em rede” (em virtude das limitações introduzidas nos FSE elegíveis e pela não elegibilidade dos investimentos incorpóreos)

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      A publicação do programa Estratégico para o Empreendedorismo e a Inovação +E +I; e os cortes orçamentais, que estão a atingir todos os setores da sociedade, entre os quais as universidades, o que poderá condicionar fortemente as suas apostas na área da inovação.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Estou certo que o caminho de saída da crise passa pela aposta forte na criatividade, no conhecimento, na inovação e desenvolvimento. Este é o momento certo para aproveitar as oportunidades resultantes da instabilidade económica. Assumem relevância as notícias sobre o reconhecimento europeu em relação aos progressos do país nos indicadores de Inovação, Conhecimento e Tecnologia. Lembro que, de entre os 27 da UE, Portugal é o país que apresenta o maior progresso colectivo nos anos recentes, o que são boas notícias. Parece existir também uma interessante convergência de Portugal com a União Europeia no que diz respeito a despesa em I&D e esse dado deve constituir um estímulo para uma efetiva concertação entre todos os agentes. Neste caso estamos perante uma maior motivação para o registo do investimento efetivamente realizado, do que de um aumento do mesmo ou uma mudança efetiva nas práticas de I&D+I. A nível interno, salientaria também o crescimento ainda tímido de uma atmosfera de cooperação entre parceiros, que se espelha não só na relação entre as universidades e as empresas, como também na criação de redes, Clusters e plataformas de cooperação, em diferentes domínios. A dinâmica que se sente ao nível dos vários organismos que coordenam, ainda que parcelarmente, os avanços na inovação dá conta de que apesar do clima económico extremamente difícil em que nos encontramos, não pôs em risco o esforço que tem sido feito no sentido de alavancar uma política concertada de inovação e desenvolvimento.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      No último semestre, manteve-se a tendência negativa da situação económica e financeira do País. Além do desemprego e da precariedade, da dificuldade no acesso ao crédito e a incerteza cada vez mais certa da austeridade, creio que está a criar um certo clima de apatia e de negação perante a necessidade de agir e intervir no desenvolvimento da nossa sociedade humana, gestora da economia como instrumento. A par deste clima social, é extremamente negativa a contínua emigração dos mais qualificados, que estão a aplicar o investimento neles feito noutras economias, que não a nossa. A experiência internacional é um factor de desenvolvimento relevante do espírito de empreendedorismo, de que eu próprio sou exemplo. Eu voltei por escolha pessoal e abdiquei de uma vida profissional no estrangeiro. Voltei para fundar um projecto arriscado, mas entusiasmante como a OCP, e também para dar testemunho e colaborar na Universidade ao serviço das gerações que se seguem. Mas é necessário que se criem contextos reais e estáveis que os captem e façam voltar os melhores para participarem no desenvolvimento e crescimento de Portugal de forma perene.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      Manutenção do SIFIDE; Anunciada fusão entre as capitais de risco publicas e colocação de um empresário inovador á frente no novo organismo; Desconhecimento sobre qual a politica de Ciencia e Tecnologia a aplicar pelo MEC;

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      Paradoxalmente, a enorme crise que o País atravessa tem continuado, indirectamente, a dar o principal contributo. De facto, os empresários capazes vêem-se obrigados a procurar novos produtos, processos ou mercados (em particular, estrangeiros), para fazer face às dificuldades com que as suas empresas se confrontam. E com a falta de recursos com que a generalidade das empresas vive - em particular recursos financeiros - as soluções eficazes têm de ser inovadoras.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      - O novo ciclo político começa a mostrar vontade de resolver alguns constrangimentos do passado, nomeadamente através da assunção da inovação como transversal a todas as áreas de actuação do governo (Resolução do Conselho de Ministros nº 54/2011 de 16 de Dezembro). No entanto, apesar das linhas directoras apontarem nesse sentido, falta concretizar em medidas claras que permitam alavancar a acção pública em função de uma real criação de valor para o tecido empresarial. Neste aspecto, as medidas +E +I e a criação do CNEI são iniciativas com conceitos correctos, mas que carecem ainda de uma definição operacional sem a qual, não poderão ser credíveis. Isto é sobretudo crucial para alavancar essas medidas em agricultura, raramente encarada pelos poderes públicos como um sector de actividade económica e particularmente penalizada durante a última década.

  • 3. Indique as principais inovações, a nível nacional e internacional, que mais o marcaram nos últimos 6 meses.

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      A utilização de energias alternativas (aos combustíveis fósseis) na industria automóvel. Ainda tímidas mas assinaláveis.

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - A nivel internacional : - Feature F8 do Facebook – conceito de partilha social sem friccao - Experiencias do CERN e perplexidades por elas geradas – explicacao da velocidade supra-luz dos neutrinos ! - Aceleracao da convergencia nos conteudos – ofertas “over-the-top” desde a musica a TV ; ameaça pendente sobre os modelos tradicionais de TV a cabo - M2M continua a ganhar traccao – a “Internet das Coisas” esta mesmo em construccao - Aparicao de varias ofertas de Carteiras Digitais – trigger da onda de Pagamentos Moveis baseados em NFC - Cada vez maior awareness para a Medicina Continua (data-driven) em detrimento da Medicina Episodica tradicional - Progressos (reducao de custos / pessoa) na descodificacao do genoma individual A nivel nacional : - Escalada das Exportacoes (+15% em 2011) - Os premios cientificos internacionais atribuidos a cientistas portugueses (eg. Rui Reis - 3Bs, Universidade do Minho) - Premios internacionais conquistados pela Iris – interface da Zon - CleverSense (empresa em que milita Norberto Guimaraes) vendida a Google - Afirmacao da oferta de valor de empresas como a Compal e a Frulact – grandes exemplos para todos nos

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      Nacional - Continuação do maior projeto de inovação na área de energia 'offshore' com o comissionamento do Windfloat ao largo da Póvoa do Varzim; - Reconhecimento pelo Joint Research Center, da Comissão Europeia, do mérito do Projecto InovGrid (Smartgrid) da EDP ao nomeá-lo o case study de referência a nível europeu Macrotendência Internacional e Nacional: - A penetração crescente de smartphones e do cloud computing no mercado, permitindo uma conectividade cada vez maior entre pessoas; - Aparecimento de redes sociais intra-empresa tais como o “yammer” que permitem a redução da utilização do email e um aumento da produtividade.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      A evolução na descodificação genética, como seja a facilidade com que se consegue, está a abrir uma janela absolutamente fantástica de transformação do mundo. A lgg quaternária sucederá à binária na transformação do mundo, com uma potência muitíssimo maior! É isso que quero destacar neste ponto

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      Desenvolvimentos na definição do novo quadro de apoio “Horizon 2020” que define as politicas de financiamento no âmbito da Investigação e Inovação inscritas na estratégia 2020.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      Não se assistiu à difusão de nenhuma inovação radical.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Nacional As inúmeras soluções de apoio ao empreendedorismo que têm aparecido fruto da ligação mais ou menos formal entre a sociedade civil, entidades estatais e para estatais. Destaco os clubes de empreendedores, as incubadoras, associações sem fins lucrativos como a Beta-i, jovens nas universidades, etc. Internacional Destaco o abandono de uma lei "anti pirataria" suportada pelos media tradicional no congresso Americano, a aprovação de tal lei iria impactar de forma considerável toda a Internet e seus utilizadores no mundo inteiro.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      • Mosquitos geneticamente modificados permitem reduzir a transmissão de doenças transmitidas por mosquitos como malária, dengue, febre-amarela e vírus do Nilo Ocidental, permitindo que a manipulação do DNA desses insetos ajude populações que não conseguem controlar adequadamente essas doenças com outras medidas • Avanços, resultantes de ensaios clínicos, no desenvolvimento de vacina contra a malária, designada por RTS,S • Próteses biônicas usando engenharia robótica permitindo grande mobilidade para aqueles que sofreram amputação dos membros • Uso de antirretrovirais reduzem, segundo conclusões reportadas pela HIV Prevention Trials Network (HPTN), o risco de transmissão heterossexual de SIDA em 96%

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      Nenhuma

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Para responder a esta pergunta vou utilizar alguns exemplos de projetos desenvolvidos pelas empresas Sonae, que permitem evidenciar diferentes tipos de inovação. Estes projetos têm na sua maioria uma aplicação nacional e internacional visto que a Sonae tem hoje uma forte expressão global. No retalho alimentar, destaco três projetos. Por um lado, o Mega Picnic Continente 2011 – O Campo na Cidade. Trata-se do maior evento realizado em Portugal, atraindo mais de 500.000 pessoas à Avenida da Liberdade, no dia 18 de Junho de 2011. Esta Quinta Continente foi montada em 3 dias e envolveu uma área de culturas de 4.150 m2, uma área de animais de 2.000m2 e uma área de pomares de 1.200 m2. Em colaboração com o Clube de Produtores Continente apresentou-se o que de melhor se produz em Portugal em termos agrícolas e em termos pecuários. O Continente apresenta de uma forma inovadora o seu apoio à agricultura portuguesa, realçando a sua diversidade, riqueza e os elevados padrões de qualidade. Por outro lado, o Modelo Logístico de Fabrico (MLF). Trata-se de uma aplicação de metodologias Kaizen na otimização e industrialização do processo de fabrico de pão com o objetivo de garantir disponibilidade de pão quente a qualquer hora do dia. O projeto envolveu a identificação e o ataque às causas de desperdício; estudo de fluxos de pessoas e mercadorias, estudo das vendas ao longo do dia; criação de novas zonas de armazenagem; criação de um kit de supermercado para matérias-primas; criação de matriz de produção; garantia de existência de toda a gama no momento de abertura da loja; e criação de novas funções operacionais. Houve uma redução de ruturas de Stocks através da sua monitorização e um aumento de vendas e da satisfação do cliente. Por último, a Marca Única Continente. Procedeu-se à avaliação e implementação da estratégia de unificação das várias insígnias de retalho alimentar. Trata-se de um projeto transversal a todas as áreas da empresa e de elevado impacto junto do cliente. A implementação do projeto passou por alterações físicas como a decoração de loja, fardamentos e sites. Foi ainda acompanhado por campanha publicitária específica, plano promocional, “Chuva de Descontos”, etc. No retalho não-alimentar, também destaco três projetos. Por um lado, a Máquina de Testes. Está em causa o desenvolvimento de um dispositivo de testes que permite testar diversos artigos no balcão do Suporte Pós Venda, nomeadamente LCDs, Auto rádios, Colunas, Leitores diversos (DVD, mp3, …), Comandos, Sintonização de TV, Telecomandos, periféricos de informática, entre outros. Os benefícios deste projeto são a satisfação do cliente e a rapidez na deteção de problemas nos equipamentos. Por outro lado, o projeto Otimização Aberturas Worten. Procedeu-se à revisão total de processos: Layout - posicionamento de infraestruturas de apoio, visando a redução das cablagens usadas, otimização de espaços de back office e armazém, visando o aumento da área de venda e garantindo a qualidade da operação; Equipamentos; Obra – otimização de materiais de construção, soluções de poupança energética e de obra. O benefício deste projeto foi a redução em 30% do custo da loja por m². Por último, destaco o processo de reposição de loja. Procedeu-se à revisão completa do processo de reposição à loja, envolvendo as múltiplas tarefas associadas à função: uniformização de processos; arrumações parciais; borrachas anti-deslizantes nos cabides; eficiência na dobragem dos artigos; entregas com loja fechada; mapa de faltas para reposição; organização do armazém por estrutura; novo layout e equipamento de separação e armazenamento; desenvolvimento de carrinho de reposição. O benefício deste projeto foi uma poupança de 47.653 horas por ano. Quanto à Sonae Capital, destaco ainda três projetos. Por um lado, o projeto desenvolvido pela Selfrio (empresa da Sonae Capital que desenvolve atividade na área da instalação de equipamentos de ar-condicionado e refrigeração comercial e industrial – arcas e expositores frigoríficos, etc.) e que consistiu no desenvolvimento de um sistema destinado a reduzir os consumos energéticos dos equipamentos de refrigeração comercial. De forma muito sintética, o “funcionamento interno” dos equipamentos foi “investigado” e foram identificadas oportunidades para a sua otimização energética. Depois, foi desenvolvido todo o trabalho para concretizar as oportunidades identificadas, que consistiu na definição dos parâmetros internos de funcionamento a monitorizar, da definição das rotinas de tratamento e controlo e do desenvolvimento de hardware para implementação das rotinas definidas. Neste momento o sistema está desenvolvido e em plena fase de aplicação. Este sistema pode ser implementado em equipamentos novos e em equipamento já em operação e estima-se, a título de exemplo, que a sua aplicação às lojas da Sonae MC (Continentes, Modelos, etc.) possa resultar numa economia anual de 1 M€. Por outro lado, o projeto desenvolvido pela Selfrio e que consistiu na integração harmoniosa de um conjunto de soluções tecnologicamente complexas na área do ar-condicionado e da gestão técnica de edifícios. Embora nenhuma das soluções utilizadas seja particularmente inovadora (embora algumas tenham ainda uma utilização residual em Portugal), a conjugação de todas estas tecnologias num mesmo edifício acontece pela 1.ª vez em Portugal. Parta além de elevados níveis de conforto, esta opção conduzirá a economias de energia de cerca de 15% face a soluções convencionais. Por último, o projeto desenvolvido pelo Departamento de Engenharia e Arquitetura da Sonae Capital que consistiu na gestão da conceção e construção do Pavilhão multi-usos de Troia. Neste pavilhão foram utilizados materiais e processos construtivos inovadores (ex.: paredes e coberturas em Agepan – material desenvolvido pela Sonae Indústria com elevados níveis de isolamento térmico) que permitiram uma construção célere (conceção – abertura: 9 meses) e conduziram a um edifício com elevadas características de sustentabilidade. Quanto à Sonae Sierra destaco novamente três projetos. Por uma lado, o sistema GUIO. De forma a proporcionar a livre circulação nos nossos Centros ao maior número possível de visitantes e seguindo a política de responsabilidade corporativa, a Sonae Sierra desenvolveu um sistema que facilita a visita aos nossos centros de pessoas com deficiência visual (cegos e amblíopes). O tipo de Sistema que necessitávamos, não existia no mercado, e houve necessidade de pedir a uma empresa que o pudesse criar de raiz. Resumidamente o Sistema Guio é constituído por um conjunto de bases fixas que se encontram instaladas em pontos estratégicos do Mall. As bases fixas comunicam, por “Bluetooth”, com as unidades móveis (BeepMóvel) quando estas são detetadas no raio de influência das bases fixas (raio de aprox. 10m), transmitindo varias informações ao utilizador. Neste momento existem disponíveis para serem requisitados no Centro Colombo e NorteShopping 6 Beep Móveis disponíveis no Balcão de Informações, bastando para isso fazer a sua requisição nesse local. Todo o sistema foi desenvolvido em concordância com a ACAPO, tendo sido criado um grupo de trabalho específico para o conteúdo das mensagens geradas pelo Sistema GUIO. Este sistema contou, desde o 1º dia da sua instalação, com uma boa recetividade por parte dos cegos e amblíopes, os quais, por diversas vezes, elogiaram a Sierra pela sua criatividade e aposta num sistema que, segundo os seus utilizadores, em muito os ajuda nas suas deslocações no interior dos Centros Comerciais e na sua perceção destes locais. Por outro lado, o SIM – Sierra Interactive Malls. Com o objetivo de modernizar os diretórios existentes com a mais recente tecnologia, introduzindo novas funcionalidades e interatividade com o utilizador. Servindo igualmente de fonte de receita com a publicidade. Os principais objetivos de todo o desenvolvimento foram: serem de fácil utilização; serem utilizados por todos os visitantes, incluindo os visitantes com qualquer tipo de incapacidade física; serem de fácil atualização, não envolvendo terceiros; ter a funcionalidade de interação entre o visitante e o Centro Comercial; ser uma nova ferramenta de vendas para os lojistas; uma nova forma de publicidade; ter capacidade infinita de novas funcionalidades. Foi implementado primeiro no Centro Vasco da Gama e LeiriaShopping como projeto-piloto. Devido à forte adesão e positivo feed-back passou-se logo para a implementação em todos os CC do portfólio da Sierra. Por último, o projeto Norteland. Trata-se de um novo parque infantil do NorteShopping, um espaço com um conceito inovador, não supervisionado para crianças entre 2 e 9 anos de idade, oferecendo a todas as famílias uma única área livre e uma experiência absolutamente divertida. Norteland é a terra das crianças. Inspirado pelo arco-íris, as formas arredondadas de Norteland lembram elementos da paisagem: pequenas montanhas, casas, árvores, lagos. Na Norteland tudo é possível: escalar uma árvore, andar de bicicleta, nadar na piscina, descobrir um vulcão, guiar um carro de brincar e voar, voar em escorregas para a próxima aventura. Norteland foi desenvolvida para estimular, através de vários jogos e atividades, os vários sentidos das crianças e promover o desenvolvimento físico, cognitivo e social, para crescer saudável e em harmonia com seu ambiente. O projeto engloba inclusive equipamentos para crianças com mobilidade condicionada, sendo possível igualdade de acesso para todas as crianças - neste aspeto, o parque é único no Norte de Portugal. Em Norteland a paleta de cores do arco-íris divide a plataforma em sete áreas temáticas. Os jogos em cada área colorida são adequados para diferentes idades: violeta para os mais novos e vermelho para os mais crescidos. Desta forma conseguimos criar e implementar o primeiro projeto de parques infantis da Sonae Sierra, tornando o NorteShopping como uma referência para o público infantil na área do Grande Porto e gerar mais tráfego por si só. Oferecer uma visita mais agradável a todas as famílias criando um maior vínculo com as famílias que visitam o NS, proporcionando-lhes uma área de entretenimento gratuito. Adicionar novo valor a marca NorteShopping (atributo de entretenimento). Aumentar as vendas no segmento familiar. Poderia enumerar várias dezenas de outros exemplos, na Sonaecom e até em outras empresas do Universo Efanor, como a Sonae Indústria e a Sonae Capital. De facto, existe na Sonae um Forum de Inovação (FINOV) que procura estimular a Inovação de forma transversal a todas as unidades de negócio, promovendo a formação, a partilha de boas práticas, a “open innovation” e o cruzamento de ideias entre quadros das diferentes empresas, por forma a dinamizar uma verdadeira cultura de inovação no Grupo.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Sem referir nenhuma realização particular, aponto apenas as duas áreas tecnológicas que considero serem as mais importantes para o nosso bem estar futuro e potenciar todas as outras As inovações nas áreas da saúde e das energias limpas.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      Nacional: Empresa Portuguesa premiada pelos seus produtos inovadores em pele de cortiça. Pelo exemplo que representa para a inovação numa area tradicional de produtos transaccionáveis; Internacional: Novos avanços na impressão 3D: agora no dominio dos tecidos humanos; Primeiros voos comerciais do novo Boing 787 Dreamliner que incorpora inumeras inovações;

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      A nível nacional, continuo anualmente a ser marcado pelos prémios atribuídos pela COTEC em parceria com o BPI e com a Unicer. Tal sucede em resultado de os critérios de selecção adoptados pelos júris serem exigentes e de tomarem simultaneamente em conta desenvolvimento tecnológico e o impacto económico deste. A nível internacional, tal como referi no ano passado, quase todas as semanas me detenho em notícias que relatam desenvolvimentos espantosos (em variadíssimos sectores de actividade), sem que nenhum verdadeiramente se sobreponha aos restantes.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      - Abertura da primeira chamada a projectos 7PQ para o sector vitivinícola (KBBE.2012.1.2-04: Vineyard agronomic management and optimised production systems for improved grape quality to reinforce competitiveness of the winegrowing sector); - Lançamento do projecto Galileo que vem reforçar as expectativas para um mais eficiente e preciso uso das tecnologias espaciais na gestão de recursos naturais e na criação de soluções logísticas mais eficientes e avançadas; - O reforço da colaboração entre clusters a nível europeu criando potencial para cooperação trans-sectorial e inovação disruptiva. De destacar, particularmente, a iniciativa PRO INNO Europe da DG Empresas e Indústria.

  • a). Estimulam o empreendedorismo em Portugal

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      Desconheço

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - A absoluta necessidade de agir – neste ponto estamos muito muito melhor que faz um ano (ha awareness!) – em face da contracção / estagnação do mercado interno - A maior consciência para a importância da PI (propriedade intelectual) como motor de produtividade - Exemplos de empresas a seguir (eg. IPOs com sucesso – eg. EDP Renovaveis ; êxitos com sucesso – eg. Chipidea)

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      A crise tem fomentado uma atitude nova em relação ao empreendedorismo, em particular nos mais jovens que veem esta opção como uma alternativa cada vez mais interessante num mercado com poucos empregos e perspectivas reduzidas de progressão corporativa

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Mantenho o que referi antes: - Exposição à ciência e tecnologia; - Educação e qualificação; - Disseminação de exemplos bem sucedidos de empresas inovadoras com dimensão global; - Modelos de financiamento que garantam capacidade de suporte dos projectos empreendedores.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      - Criação e crescimento de plataformas para incubação e desenvolvimento de projectos de empreendedorismo; - Fomento do empreendedorismo a nível universitário.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      O reconhecimento da necessidade de interacções sistemáticas entre empresas, instituições do ensino superior e centros de investigação.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Do estudo GEM Portugal 2010 - Estudo sobre o Empreendedorismo, os primeiros 5 factores associados à actividade empreendedora foram 1) Apoio Financeiro, 2) Políticas Governamentais (visão), 3) Programas Governamentais (implementação), 4) Educação e Formação e 5) Transferência de Investigação e Desenvolvimento / I&D (leia-se, aplicação do I&D no mercado). Estou completamente de acordo com esta lista, colocaria o factor listado em 9 lugar - Normas Culturais e Sociais bem mais acima nesta lista!

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      • Algumas características culturais ligadas ao espírito de iniciativa em situações de adversidade, as quais de traduzem em elevadas taxas de criação de empresas • Desenvolvimento de iniciativas e redes de carácter cooperativo, de que é exemplo a COTEC • Algum espaço mediático de valorização de novas competências, de aprendizagem ao longo da vida, de bons exemplos no domínio da ciência e de empresas de base tecnológica, como estímulo a novos comportamentos

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      Um discurso político que valoriza a inovação; o reconhecimento de que inovar dá resultados; e o facto da inovação estar, cada vez mais, na moda.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Atualmente temos dois fatores essenciais que estimulam o empreendedorismo em Portugal: (1) por um lado a necessidade, associada às fortes taxas de desemprego (este empreendedorismo constata-se facilmente pelos números relativos à dimensão da economia paralela em Portugal); (2) por outro, a vontade que pode ser criada através da formação, desde o ensino primário até ao universitário, transmitindo aos alunos uma cultura de interesse pela análise de problemas, pela identificação de soluções e pela implementação efectiva das mesmas. A curiosidade, a capacidade de análise e a comunicação sobre conclusões da análise, sobre resultados alcançados e sobre o estado efectivo de projetos de implementação são factores importantes no desenvolvimento de capacidades de empreendedorismo nas gerações futuras. Nos últimos anos, a temática do empreendedorismo e da inovação tem estado na ordem do dia, à medida que gradualmente é interiorizada a consciência da importância de se ser empreendedor. A percepção da premência de uma verdadeira política de Inovação como aposta-chave para o futuro é um elemento positivo que cria a atmosfera certa para o investimento nestas áreas. O investimento na educação, a formação técnica dos jovens que possuem ambições empreendedoras, bem como a aposta na formação contínua para empresários já em atividade são medidas fundamentais para o estímulo do empreendedorismo e do fomento da Inovação no país. Qualquer política de Inovação tem de ser alicerçada num modelo coerente e global. Da mesma forma, é essencial a existência de recursos financeiros associados a capital de risco que permitam a efectivação dos projectos. Estes, após implementados, devem ser assegurados por uma eficaz rede de parcerias com instituições, como Universidades ou Centros de Investigação, na medida em que é imprescindível que o processo de inovação não estanque após o arranque dos projectos.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      No caso do meu percurso profissional actual, destaco as parcerias que a Orquestra de Câmara Portuguesa tem vindo a estabelecer com algumas autarquias e entidades e empresas privadas. Do ponto de vista da governação, é fundamental criar mecanismos que exijam uma gestão criteriosa dos recursos, de modo a que sejam de facto promovidas e desenvolvidas as os projectos dos melhores, dos mais empreendedores, dos que arriscam e trabalham para proporcionar ao público verdadeiras experiências estéticas, autênticas e generosas.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      Neste momento ... nenhum.

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      Infelizmente, a necessidade que decorre da falta de emprego, qualificado ou não. Também, mas em menor grau, o despertar entre as camadas jovens mais qualificadas de algum gosto pelo "ownership" não só de ideias mas também do valor que delas poderá decorrer.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      - Retorno dos capitais investidos; - Realização pessoal; - A valorização do conhecimento; - A I&D para a construção e inovação permanente de marcas, numa perspectiva de diferenciação sustentada; - O património cultural rico e único. - A disponibilidade crescente de mão-de-obra qualificada

  • b). Dificultam o empreendedorismo em Portugal.

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      Gosto pelo risco, falta de organização e ambição, burocracia, corrupção, lentidão e ineficácia da justiça

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - A situação da justiça (que esta em curso de ser corrigida - mas se perpetua com constantes defesas de indole corporativista) - A dimensão do mercado nacional – insuficiente para assegurar massa critica em muitos negócios - A falta de uma cultura de respeito e reconhecimento pela importância dos empresários, enquanto criadores de riqueza

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      O atual enquadramento económico, embora fomente uma atitude empreendedora, também oferece poucas oportunidades de arranque no mercado nacional. Este facto aumenta o grau de dificuldade do desafio e a quantidade de custos iniciais a suportar pelas novas empresas pois obriga a que algumas delas abram escritórios desde o início em geografias externas

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Mantenho o que referi antes: Uma cultura de aversão ao risco e de forte dependência de terceiros na nossa vida activa. Isso altera-se estabelecendo referências (os exemplos), qualificando, orientando o ensino superior à resolução de problemas, formando auto-estima e ambição nos mais jovens. O clima de Incerteza, indecisão e desilusão, que a crise em Portugal e na Europa nos trouxe torna maior a aversão ao risco, aumenta o desanimo, instala a desmotivação e falta de energia..

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      - Fraca cultura empreendedora e deficiente participação cívica; - Débil educação para o empreendedorismo nas escolas.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      A manutenção de barreiras à comunicação e à interacção entre instituições e actores institucionais.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Um empresário mais maduro responsável por umas das mais importantes fontes de investimento no país comentava que a maior parte das "experiências empresariais" de jovens empreendedores eram exactamente isso, experiências. Quando aprenderemos a lidar com a experimentação, com o processo de testar para validar, de falhar para aprender. Assunto antigo este, enraizado nas Normas Culturais e Sociais, apoiado por muitos de forma mais ou menos explícita e que mina o trabalho de muitos que tentam alterar estas normas.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      • Dificuldades de articulação entre as competências científicas e de gestão nos projetos empresariais com forte pendor em conhecimento • Escassos mecanismos de estímulo, nomeadamente em resultado duma limitada oferta especializada de capital de risco dirigido às start-ups e duma escassa articulação com o acesso aos capitais alheios necessários provenientes do sistema bancário • Necessidade de estímulos persistentes na difusão do espírito empreendedor ao nível dos sistemas de ensino

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      A burocracia, a instabilidade das políticas públicas, a carga fiscal, a falta de financiamento a novos negócios.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      A ausência de uma cultura de exigência, de verdadeiro mérito e de iniciativa é um dos factores estruturais mais difíceis de ultrapassar na sociedade portuguesa. Por outro lado, o sistema financeiro é avesso ao risco e os poucos recursos financeiros disponíveis são, muitas das vezes, responsáveis pela não materialização dos projetos. As lacunas existentes na educação penalizam a nossa capacidade de empreender e inovar globalmente. Os jovens não são educados nem preparados para a inovação, para o risco, ou para a excelência, três das principais qualidades de um verdadeiro empreendedor. É responsabilidade das empresas proporcionarem aos seus colaboradores um ambiente de trabalho propício à inovação e proporcionar aos seus trabalhadores uma formação adequada ao desempenho das suas funções de forma cada vez mais responsável e “empowered”. Esta é uma realidade bem visível na Sonae, onde o desenvolvimento de competências é um pilar fundamental na política de Recursos Humanos. Mais de 39.000 colaboradores receberam formação em 2011, tendo sido administradas cerca de 1,4 milhões de horas de formação. Não existe ainda na cultura empresarial a assunção da importância dos inputs de colaboradores motivados e criativos, um défice evidenciado nas estatísticas do Barómetro de Inovação da COTEC, que posiciona Portugal muito abaixo da média e considera o Capital Humano como um dos pilares com pior desempenho de Portugal. Uma cultura em que o colaborador, cada vez mais capaz e formado, se abstrai à entrada da empresa e volta a concentrar-se quando regressa a casa, não garante o aproveitamento do potencial adquirido ao longo dos anos de formação e experiência. Iniciativas de melhoria contínua, que aproveitam as capacidades e iniciativa de quem melhor conhece as tarefas inerentes a cada atividade e de cada posto de trabalho, são um factor essencial para a motivação dos colaboradores, o desenvolvimento de um espírito empreendedor e uma excelente fonte de resultados para as empresas. É fulcral a existência de uma clara valorização de recursos humanos qualificados e altamente especializados. Estes devem ser vistos como uma oportunidade de evolução para a estrutura, pois é no seio das empresas que se geram novos empresários. E não haverá verdadeira inovação e empreendedorismo sem o impulso para a criação de condições à iniciativa privada, liberdade de empreender, responsabilização individual e à conquista de mercados abertos e competitivos. Num mundo moderno e globalizado, a capacidade de inovação e a competitividade das nossas empresas são os únicos factores de desenvolvimento e emprego bem remunerado.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Na área da cultura, não há em Portugal mecanismos adequados à promoção de projectos nascentes. O empreendedorismo esbarra na inexistência de apoios que estão tomados por players que não são sujeitos a qualquer tipo de avaliação de mérito, conhecimento de causa, capacidade de realização e real impacto nas populações, ou capacidade de encetar parcerias com os privados de modo a dividir o esforço público de investimento. Do mesmo modo, embora considerando que os actuais players se acomodam com os apoios públicos, falta ainda aos empresários uma visão esclarecida e cosmopolita da sociedade e uma mundividência esclarecida e educada que lhes incuta a vontade de investir na cultura como mecenas, mas com exigência.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      Ausência de Financiamento para as empresas; Ausência de uma politica de beneficios ficais para o empreendedorismo; Ausencia de uma politica de C&T (que ainda nao é conhecida) Ausencia de decisão sobre manutenção ou não de parcerias internacionais entre universidades portuguesas, americanas e empresas (CMU, IMT, Austin, Harvard)

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      A falta de qualificação, com todas as suas implicações (que vão desde a falta de rigor na análise de oportunidades de negócio até à própria falta de disponibilidade para "sujar as mãos" na preparação e na melhoria de tais oportunidades).

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      - A dificuldade de financiamento; - A escassez de marcas fortes a nível global; - A discriminação entre Grandes Empresas e PME, nomeadamente a inexistência de estratégias de promoção de tracção empresarial a nível nacional e internacional que potenciem sinergias económicas e de internacionalização; - A progressiva diminuição de competências básicas pelas novas gerações; - A incoerência regulamentar que ora onera o empreendedor com excessos burocráticos, ora o desprotege por falta de regulamentação adequada à sua actividade económica; - A perda de capital humano qualificado para outros países; - A injustiça e incoerência fiscais

  • 4. Eu, Investidor Estrangeiro. Que condições valorizaria para investir em Portugal? Que factores considera "desmotivantes" para assumir esse investimento em Portugal? o que fazer para atrair o investidor?

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      Valorizaria o sentimento de que se trabalha com um povo culturalmente bem preparado, aberto ao mundo e ao conhecimento; por outro lado, a burocracia, o esforço fiscal das empresas e a falta de eficácia da justiça podem ser factores desmotivantes.

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - O que valorizaria ? + A empatia cultural dos portugueses e a sua capacidade de facilmente trabalhar com pessoas de N culturas + O acesso “near-shore” a Europa a partir de um pais com carencias de trabalho e com custos relativos balanceados + O nivel de producao de licenciados tecnologicos O que consideraria como “desmotivante” ? + A situação da justiça portuguesa + A falta de mobilidade dos portugueses O que fazer para atrair o investidor ? + Condições de “carry” supra-normais para VCs especialistas em valências em que não há experiência acumulada suficiente em Portugal – eg. Biotech + Vender a ideia de Portugal como base “near-shore” para a Europa - com custos balanceados e com empatia multi-cultural + Criar uma rede de empresarios-portugueses-de-ligação (de referência) para os investidores estrangeiros – redução dos receios de não conhecimento do contexto

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      1.Acesso a um número muito elevado de jovens qualificados e a uma população de “early adopters” na área das TIC’s e dos novos serviços 2.Enquadramento macroeconómico atual dificulta o financiamento de investimentos em Portugal 3.Divulgar de forma ativa a quantidade de jovens recém-formados que procuram oportunidades, por tipo de formação e custo médio de contratação. 4.Criar incentivos competitivos para a instalação de projetos industriais de larga escala tais como a Autoeuropa, mas privilegiando áreas onde o país já tem alguma vantagem comparativa tais como a energia

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      O mais importante é, sem dúvida, sairmos do contexto de assistência financeira em que estamos. Nenhum investidor se aproxima de um país que pode entrar em "default" e de um país que pode abandonar a Zona-Euro. As reformas que têm sido feitas - e.g. no plano Laboral, no plano da mobilidade (lei do arrendamento) - são sem dúvida bons sinais para os investidores. Sinais que, ainda assim, interessam pouco enquanto não resolvermos o que refiro no paragrafo anterior.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      Condições: - localização geográfica estratégica; - qualificação dos recursos humanos mais jovens e disponíveis; Factores desmotivantes: - deficiente sistema judicial; - excessiva burocracia nos processos de investimento e criação de empresas; - regime laboral pouco atractivo. Para atrair o investidor: - maior estabilidade fiscal; - maior celeridade nos processos de investimento e criação de empresas; - estabelecimento de um unico interlocutor nacional para coordenação deste processo.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      Um considerável número de jovens com formação avançada desejosos de participar em aventuras com futuro. desmotivante é o clima de angústia que se instalou e que não deixa tempo nos media para desenvolvimentos construtivos. mostrar as condições positivas de trabalho em centros de excelência e em incubadoras eficazes.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      NÃO me assumo como um investidor que procura Portugal pela mão de obra barata, somente competitiva; que procura Portugal pelo seu acesso aos países de expressão Portuguesa, somente; que procura Portugal como local para temporariamente especular com negócios pouco estruturados e destinados ao fracasso. Assumo-me como um empresário que analisa as características dos Portugueses, dos negócios e das ideias, dos universitários e dos profissionais com alguma experiência internacional. Gostaria então de ver um local/ entidade onde tratar da parte burocrática, uma política clara e explícita, uma estabilidade mínima para investir a médio prazo, condições competitivas com outros destinos similares.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      • Aspectos mais relevantes a potenciar: existência duma rede de infraestruturas físicas de muito boa qualidade; relação qualidade-custo da mão-de-obra favorável; aposta consistente na ciência permitindo disponibilidade de rede de entidades e de investigadores de boa qualificação em diferentes áreas; qualidade e segurança da vida urbana acima da média; melhoria da inserção num “espaço económico lusófono” em forte crescimento

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      1) A existência de excelentes quadros médios e superiores; o clima; a gastronomia; o acolhimento; o apoio do discurso político ao investimento estrangeiro; eventuais incentivos 2) A burocracia; a lentidão e imprevisibilidade da justiça; a má imagem externa do país.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Trata-se dos fatores críticos que costumam ser designados como problemas ou custos de contexto. O investidor estrangeiro só virá para Portugal se encontrar uma máquina fiscal eficiente e previsível, um enquadramento legislativo estável e um sistema judicial que funcione bem e a tempo, para dar três exemplos. Enquanto não se resolverem estes problemas de fundo, continuaremos a ter muita dificuldade em atrair investimento estrangeiro e, aliás, o próprio investimento português poderá sentir-se tentado a deslocar-se para outras paragens. A relação entre estes custos de contexto e o investimento está estudada há muito e lamento que nunca tenham daí sido extraídas as devidas consequências.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Como investidor estrangeiro valorizaria a clareza e estabilidade do articulado fiscal e legal, a qualidade e pertinência da formação da mão de obra, conforme uma lúcida estratégia nacional envolvida pelo compromisso do governo e parlamento.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      Positivas: na prática nenhumas. A boa posição geográfica de Portugal e outros atributos do tipo são muito falados mas os investidores não os consideram; Negativas: Muitas. Justiça demorada e ineficaz, burocracia elevada, mind-set negativo relativamente a Portugal nos mercados internacionais; ausencia de financiamento para as empresas em Portugal; etc..

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      Condições que valorizaria mais positivamente: 1."Docilidade" da mão-de-obra portuguesa. 2. Disponibilidade de quadros técnicos com boa formação. 3. Segurança e qualidade de vida dos expatriados que viriam residir em Portugal. Factores mais desmotivantes: 4. Burocracia. 5. Atitude pouco profissional dos cidadãos portugueses, em geral. Iniciativas a desenvolver para atrair o investidor estrangeiro: 6. Divulgação das condições 1 a 3 e de formas de minimizar (que as há!) os inconvenientes 4 e 5. 7.Chamar a atenção para a inserção de Portugal na UE e no espaço da lusofonia.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      Factores Desmotivadores o Reduzida estabilidade legal principalmente na área fiscal (constante alterações do quadro legislativo). o Elevada carga administrativa e burocrática exigida às empresas pelo aparelho do Estado (apesar das recentes melhorias). o Rigidez das leis laborais (embora com recentes melhorias significativas) o Pesada carga fiscal para as empresas e pessoas individuais. o Acesso a financiamento. Factores Motivadores. o Numero, qualidade e disponibilidade de quadros e restante mão-de-obra. o Clima e qualidade de vida como factores de atracção e retenção de quadros estrangeiros. o Acessibilidade e qualidade das infra-estruturas

  • 5. Qual a sua opinião sobre o novo Programa Estratégico para o Empreendedorismo e a Inovação (+E+I)?

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      O programa contém muitas ideias louváveis, mas é pouco concreto quanto ao modo de as aplicar.

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - E um bom plano para dinamizar o Empreendedorismo em Portugal – há novidade ai (bem necessaria) - Na dimensão Inovação ha continuidade assegurada com relação as Politicas ja encetadas por anterior Governos - E apreciado o enfase na transferência de tecnologia das Universidades para as Empresas (investigacao aplicada) - Idem para o Venture Capital e a Qualidade do mesmo em Portugal (nacional ou Internacional)

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      Deu-se um passo na direção certa

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Dou nota positiva ao Programa embora reserve melhor opinião para a sua concretização - até agora exclusivamente assente no programa QREN.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      Notas positivas: - instrumento para um aumento da cultura empreendedora em Portugal; - maior envolvimento da sociedade civil; - referência da importância da inovação e empreendedorismo social; - enfoque específico na aproximação do trabalho cientifico ao mundo empresarial. Notas negativas: - carácter simbólico ou vago de algumas medidas anunciadas;

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      Os objectivos estratégicos estão bem articulados (ainda que insuficientes) mas as áreas de intervenção não os cobrem na totalidade. Faltam as medidas para estimular a procura de inovação. o problema do empreendedorismo está bem equacionado mas não se refere o problema da dimensão e da escala da inovação. o grande desígnio do plano devia ser mais ambicioso: criar uma cultura da inovação em Portugal.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Como sempre, os Programas Estratégicos aproveitam algo dos anteriores programas e revelam sempre boas intenções. Se o actual +E+I "Visa estimular a inovação ao nível do produto, processos e tecnologia, por forma a melhorar a competitividade das empresas portuguesas. Pretende-se igualmente promover o empreendedorismo, criando um ambiente favorável ao surgimento de projectos e iniciativas de excelência", quem poderia ir contra tal desígnio. Espero sim que estimulem a inovação ao nível do produto prestando atenção a todos os componentes do circulo virtuoso do produto, estimulando o design e a engenharia industrial, tal como as pequenas industrias e os "clusters" da indústria mas sem estigmas, à investigação universitária, à experimentação e aos canais de acesso ao mercado e ao consumo. Espero que entendam qual a melhor maneira para realmente ajudar as empresas Portuguesas a acederem ao mercado internacional e a exportarem os seus produtos.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      • O novo Programa é um fator positivo para a melhoria das condições de enquadramento às dinâmicas de inovação, até porque aposta numa dupla perspectiva de continuidade das práticas e instrumentos públicos cujos resultados passados têm sido positivos (invertendo uma lógica muito negativo de descontinuidade das politicas) e de aposta numa melhor coordenação das ações publicas de modo a tornar mais eficazes os resultados a obter (particularmente relevantes parecem ser as ações a concretizar no domínio da oferta de capital de risco)

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      Tendo o aval do secretário de Estado da Inovação, Carlos Oliveira, ele próprio um jovem empreendedor bem sucedido, só se pode acreditar que o novo programa tem tudo para ser um excelente apoio ao desenvolvike nto do empreendedorismo e da inovação em Portugal.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Trata-se de um documento ainda muito genérico que funciona quase como uma Declaração de Intenções. Enumera quatro grandes áreas de intervenção e menciona dezanove medidas. Claro que a este nível, e com tantas medidas enumeradas, parece tocar em todos os pontos importantes. O problema é que para já não é anunciado como vão ser resolvidas algumas questões concretas, nomeadamente: - Tudo o que é mencionado sobre financiamento ao empreendedorismo e inovação começa com a palavra "promover" sem explicitar o que vai ser colocado à disposição e como; - Não parece ir suficientemente longe quanto ao tratamento das especificidades do empreendedorismo e inovação quando se trata de PME ou quando se trata de grandes empresas; - Não me parece explorar todo o potencial em usar a área do empreendedorismo e inovação em Portugal como possíveis angariadoras de IDE do exterior. No entanto, uma vasta área que ele cobre é atualmente tratada também através do Programa Compete e dos QREN que lhe estão associados. E relativamente aos QREN sentimos que vários aspetos poderiam ser melhorados, nomeadamente: 1 - Burocracia inerente às candidaturas e aos mais recentemente introduzidos processos de acompanhamento semestral (PTRI). Penso que poderia existir um meio de seguir o grau de realização do projeto que não obrigasse à existência de Dossiers semestrais formais, com obrigatoriedade de submissão de vários elementos em papel assinado e carimbado, com a obrigatoriedade de emissão de Parecer de ROC em todos eles. As próprias candidaturas também poderiam seguir um processo administrativo menos pesado. 2 - Uma certa inconstância da exigência nos Calls mais visível no QREN-SII. Primeiro, os projetos deveriam ser inerentes à introdução de tecnologias/processos mesmo inovadores, mais tarde já se aceitaram processos de reestruturação, mas envolvendo necessariamente a criação de emprego ou, pelo menos, a não diminuição de emprego e agora há uma tendência para apenas apoiar projetos exportadores. A introdução da necessidade de uma intensidade de capital mínima de despesas elegíveis pode eliminar a possibilidade de apoio a projetos de empresas de dimensão média. Calls mais recentes no QREN-SII exigiam uma despesa elegível superior a 15% do ativo tangível e intangível da empresa, o que pode acabar por se transformar numa barreira a certos investimentos, mesmo que inovadores, em alturas de dificuldades de financiamento. 3 - O acesso ao QREN-INVESTE pode ser muito importante em alturas de dificuldades de financiamento para a parte não incentivada dos projetos. No entanto, o acesso ao mesmo também deveria ser menos burocrático e permitir em termos práticos os recebimentos do empréstimo antes do pagamento das faturas, o que em tese é possível, mas nem em todos os casos se consegue.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      A visão do Programa +E+I denota ambição e apresenta-se com quatro objectivos estratégicos adequados à promoção do crescimento. Relativamente às medidas,destaco a ênfase colocada no estímulo à cooperação, ao reconhecimento do mérito e o gosto pelo risco e responsabilização. Porém, a única referência à cultura é enquadrada no apoio à internacionalização das Industrias Culturais Criativas (ICC), o que sendo positivo é ainda muito insuficiente, pois não esclarece o conceito de ICC e mecanismos de acesso a esses apoios. E mais importante, é ainda necessário que em Portugal se promova a cultura efectiva de reconhecimento do mérito dos melhores e dos que arriscam através da sua inclusão nas redes e programas de apoio existentes e a existir, quando falamos de apoios ou contratações públicos, do poder central ou local. Além disso, uma verdadeira política de inovação na cultura deverá incluir a promoção da verdadeira filantropia sob a égide do espírito liberal na prática do mecenato. É este o caminho para incrementar o investimento na cultura por parte dos privados - empresas ou pessoas individualmente.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      Faltam os detalhes...e os detalhes fazem toda a diferença;

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      Para já, parecer-me-ia excessivo encarar o Programa Estratégico +E+I como mais do que o alinhar de um conjunto de ideias gerais àcerca da forma de acelerar a promoção da inovação e do empreendedorismo. O mesmo se passou comigo no início do Plano Tecnológico... Se o Programa Estratégico +E+I funcionará de uma forma eficaz e eficiente, ver-se-á a posteriori. Como sucedeu com o Plano Tecnológico (que, no meu entender, teve muitos aspectos positivos), tal dependerá dos líderes da equipa que o virá a implementar e da sua capacidade de nele integrarem vontades e capacidades presentes na sociedade portuguesa, em particular nas suas comunidades empresarial e académica.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      o Conceptualmente, o programa pretende resolver alguns dos mais debilitantes problemas estruturais da nossa economia. Destaco a transversalidade pretendida para que o conjunto do Governo assuma a inovação e o empreendedorismo como objectivos estratégicos de governação, o foco nas exportações, a importância das redes colaborativas para obter sinergias e a avaliação do programa pelos resultados induzidos na economia real e não apenas pelos valores investidos. Na minha opinião, é particularmente importante garantir o alinhamento das políticas do MEC com as necessidades do tecido empresarial e, no caso particular do sector vitivinícola, no entendimento da agricultura como actividade económica e não como condição social. A acção do recém-criado CNEI deverá ser fulcral para assegurar esta coordenação inter-ministerial. Sublinho a necessidade imperiosa de aumentar a organização e eficiência da Administração Pública, eliminando redundâncias burocráticas incapacitantes, melhorando as bases estruturais para um são funcionamento das instituições e revendo toda a legislação aplicável para uma maior objectividade e previsibilidade do enquadramento legal da actividade empresarial.

  • 6. Como avalia o impacto das alterações introduzidas no Sistema de Incentivos Fiscais à I&D Empresarial (SIFIDE) para 2012?

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      Não tendo influência directa na minha actividade, é-me impossível avaliar o impacto destas alterações.

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      - São razoáveis em função do quadro de austeridade em que nos encontramos - Alguns dos beneficios fiscais foram perdidos / limitados mas ... era de esperar que assim fosse - Sá a manutenção do programa SIFIDE (a sua nao eliminacao) já e de per si uma boa noticia

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      De forma muito positiva

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Acho positivo que mesmo num momento de austeridade se tenha renovado até 2015, é um sinal claro que este Governo assume uma continuidade na matéria de fomento ao I&D - não reduzir esta questão a uma perspetiva de curto prazo é essencial. Realço ainda o facto de se aceitar despesas de demonstração - é positivo também. Outro aspeto que realço, desta vez um que não me parece positivo, é o que tem a ver com o favorecimento das PME. Tal foi feito prejudicando as grandes empresas que passam a ter como limite de alocação ao SIFIDE um máximo de 90% das despesas de pessoal incorridas em I&D. Teria sido mais avisado a utilização de uma estratégia de bonificação para as PME, ao invés de um trade-off que implicou reduzir incentivo às Grandes.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      - importante sinal na aposta em I&D no contexto de austeridade em que hoje se vive, evidenciando a inovação como estratégia de criação de valor.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      Não me debrucei sobre o assunto.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Acho positivo manterem o programa nas condições actuais, demonstra alguma visão e esforço. Acho desmotivante alguns dos cortes porque foram efectuados a quem supostamente precisa mais de apoio para inovar. Se a inovação reside acima de tudo nas micro, pequenas e médias empresas, porque limitar o apoio a tarefas de I&D (que acabava por servir para muitas actividades menos nobres mas necessárias...) nestas empresas a 55% enquanto que nas grandes mantém-se a 90%?

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      • As alterações introduzidas no SIFIDE, decorrentes parcialmente do Programa de Auxilio Financeiro em vigor, podem gerar consequências profundamente negativas, decorrentes de: i) não distinção entre I&D de carácter vincadamente incremental, decorrentes de processos de melhoria continua, em particular ao nível dos mecanismos de gestão e suporte à informação, particularmente relevantes em alguns sectores dos serviços especializados e financeiros, e a procura de novos bens, processos e serviços, nomeadamente em atividades mais expostas à concorrência internacional, com forte intensidade em conhecimento e recurso a redes de saber externas às empresas • As principais limitações (já expostas em 2.) decorrem da não elegibilidade dos investimentos incorpóreos e dos “tectos” introduzidos na elegibilidade dos FSE, nomeadamente em processos de criação de novos produtos que envolvam forte mobilização de conhecimentos externos às empresas e/ou envolvam fases de testes e ensaios de grande dimensão

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      Não tenho resposta.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Relativamente às alterações introduzidas no SIFIDE II, importa destacar o cuidado em acrescentar diferentes tipos de despesas como elegíveis para efeitos do cálculo do benefício fiscal. Entre elas, contamos despesas com ações de demonstração que decorram de projetos de I&D apoiados, essenciais para a disseminação dos resultados dos projetos, e despesas com a execução de projetos de I&D necessários ao cumprimento de obrigações contratuais públicas. Para além disso, foi introduzida uma majoração de 10% face à taxa base de 32,5% para PMEs que ainda não completaram dois exercícios e que não beneficiaram da taxa incremental de 50% face à média dos dois exercícios anteriores. Esta medida não terá qualquer efeito nas empresas do grupo Sonae. Note-se, ainda, que o SIFIDE II está excluído da limitação aos benefícios fiscais prevista no artigo 92º do Código de IRC. No entanto, nada é referido quanto aos créditos fiscais relativos a anos anteriores que não tenham sido utilizados por insuficiência de coleta. Importa sublinhar que, no nosso entendimento, as modificações introduzidas no SIFIDE terão um impacto negativo nas empresas portuguesas, atendendo, nomeadamente, a que: (i) A eliminação da dedução em resultado de investimento em ativos intangíveis tornará impossível enquadrar no SIFIDE as despesas com contratos de saber-fazer e de transferência de tecnologia, importantes para as organizações que desenvolvem projetos de I&D em parceria com entidades do Sistema Cientifico e Tecnológico Nacional; (ii) Apesar de reconhecer o mérito das micro, pequenas e médias empresas na I&D em Portugal, consideramos que se acentuará a descriminação relativa às grandes empresas, já que as despesas com pessoal diretamente envolvido em tarefas de I&D passam a ser dedutíveis em apenas 90% do respetivo montante; e (iii) A aquisição de patentes que sejam destinadas à realização de atividades de I&D por parte das grandes empresas deixam de ser consideradas elegíveis, tal como já acontecia com os custos de registo e manutenção de patentes.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Não tenho um conhecimento nem global, nem técnico ou histórico do SIFIDE para poder fazer uma análise comparativa das alterações, mas o leque das despesas elegíveis assim como o âmbito da dedução parecem-me bastante positivos e adequados.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      Importante foi a manutenção deste sistema de incentivos embora com alguns aspectos que pioraram. Para uma empresa grande os aspectos que pioraram são de menor importancia. Para PME alguns são mais graves. Necessário mais organização para concluir candidaturas até data limite agora definitiva; alguns plafonds para aceitação de despesas reduzidos, etc.

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      Embora se perceba que, no contexto actual de dificuldades financeiras, o Estado tenha menos capacidade de apoiar cidadãos e empresas, tenho dificuldade em compreender reduções nos apoios às empresas que tenham lugar no âmbito do SIFIDE (justamente numa área decisiva para inverter as nossas dificuldades de competitividade). Daquilo que li, parece-me que as reduções mais significativas decorrerão (excepto para as micro, pequenas e médias empresas) de as despesas com aquisição de imobilizado incorpóreo (por exemplo, laboratórios ou equipamentos laboratoriais) deixarem de ser elegíveis. Temo que esta alteraçlão contribua de forma inequívoca para o desincentivo à realização de I&D empresarial (em particular pelas grandes empresas, de quem se espera que, recorrendo ao termo em castelhano, sejam "tractoras" dos processos de inovação).

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      o Negativamente. Aumentou-se a discriminação das PMEs relativamente à GEs, sem qualquer consideração pelo potencial sinérgico que estas últimas geram para as primeiras. O aprofundar do fosso entre as duas tipologias de empresas é redutor para a economia nacional e para a competitividade internacional do sector empresarial português, inclusive das próprias PMEs. Adicionalmente, a redução do valor da dedução de despesas com pessoal directamente envolvido em tarefas de I&D para as GEs bem como a inelegibilidade dos investimentos em imobilizado incorpóreo traduz-se por um sério desincentivo ao investimento em I&D, base de toda a inovação. Na minha opinião, é uma mensagem para o sector empresarial completamente oposta à política que o governo aparenta propor, nomeadamente, no fomento de «uma nova realidade económica (…) alicerçada em conhecimento e inovação, capital humano altamente qualificado e forte espírito empreendedor.» (Resolução do Conselho de Ministros nº 54/2011 de 16 de Dezembro). A prossecução desta linha política desincentiva ainda o crescimento de PMEs suportadas em actividades intensivas em conhecimento para o nível GE.

partilhar Imprimir

Saiba mais