Edições

  • 1. Como avalia os resultados da política de Inovação em Portugal?

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

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    • Alcino Lavrador

      Alcino Lavrador

      Presidente Executivo

      PT Inovação

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    • Ana Moutela

      Ana Moutela

      Directora-Geral

      ZARA Portugal

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    • António Melo Pires

      António Melo Pires

      Director-Geral

      Volkswagen Autoeuropa

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    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      Pathena

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      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      EDP Inovação

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    • Carlos Faro

      Carlos Faro

      Presidente Conselho de Administração

      Biocant

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    • Francisco Veloso

      Francisco Veloso

      Director

      Católica - Lisbon School of Business and Economics

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      Gonçalo Quadros

      CEO

      Critical Software SA

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    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      Fundação Calouste Gulbenkian

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    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      Foundation Calouste Gulbenkian, Délégation en France

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    • José Joaquim de Oliveira

      José Joaquim de Oliveira

      Presidente

      Câmara de Comércio Americana em Portugal

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      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Masco Corporation

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    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      Bial

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    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      Jornal Expresso

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    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Sonae

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    • Paulo Pereira da Silva

      Paulo Pereira da Silva

      Presidente

      Renova Fábrica de Papel Almonda, SA

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      Pedro Carneiro

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    • Peter Villax

      Peter Villax

      Administrador

      Hovione

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      Rogério Carapuça

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      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      Fundação Serralves

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      Rui Paiva

      Presidente

      WeDo Technologies

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      Salvador Guedes

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    • Zita Martins

      Zita Martins

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  • a). Quais os principais desenvolvimentos positivos das políticas de inovação em Portugal?

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

    • Alcino Lavrador

      Alcino Lavrador

      Presidente Executivo

      1) A metodologia participativa usada para construir a Agenda Digital, instrumento potenciador de inovação, dando voz à sociedade civil e aos agentes privados das Tecnologias de Informação e Comunicação. 2) A continuidade de algumas medidas de governos anteriores com resultados positivos conhecidos, invertendo políticas passadas de fazer tudo de novo no início dos novos ciclos políticos. 3) A manutenção, com ajustes e em resultado de avaliação, das plataformas de cooperação como os Pólos de Competitividade e Clusters sectoriais nacionais.

    • Ana Moutela

      Ana Moutela

      Directora-Geral

      A i, como outros aspectos essenciais para o desenvolvimento do nosso País, encontra-se um pouco constrangida pelo cenário macro económico que atravessamos. No entanto, mesmo em clima de recessão, o Governo tem dado alguns sinais de pretender criar um clima favorável para uma economia aberta e competitiva que leve a médio prazo a um aumento do peso das exportações no PIB.

    • António Melo Pires

      António Melo Pires

      Director-Geral

      1) Promoção da necessidade de uma cultura de inovação como forma de ultrapassar os constrangimentos de desenvolvimento de produto e mercado das empresas. 2) Promoção da imagem Made in Portugal. 3) Programas de incentivos à inovação.

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      1) Continuação da Escalada das Exportações - se bem que exibindo mais dificuldades nos últimos meses. 2) Continuação da obtenção de Prémios Científicos Internacionais e Bolsas de Mérito para Investigação por parte das Universidades Portuguesas. 3) A continuidade do SIFIDE. 4) Reforma do Capital de Risco Publico. 5) Reorientação da Caixa para Fundos de Fundos. 6) Programa de Ignição da Portugal Ventures. 7) A emergência de novos players no capital de risco em Portugal . 8) A melhoria dos nossos resultados (PISA e outros) em benchmarks internacionais de ensino. 9) A melhoria do papel de algumas grandes empresas (eg. PT, BRISA) como dinamizadoras das exportações de PME Inovadoras portuguesas.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      1) Lançamento do Programa Estratégico para o Empreendedorismo e a Inovação (+E+I) 2) Início da reorganização do capital de risco público numa estratégia de concentração de esforços.

    • Carlos Faro

      Carlos Faro

      Presidente Conselho de Administração

    • Francisco Veloso

      Francisco Veloso

      Director

      1) O principal desenvolvimento positivo foi a reestruturação do sistema de venture capital público. A reestruturação tem um enfoque mais claro na excelência e em projectos com ambição internacional. 2) É igualmente meritória o lançamento do +E+I, que tem procurado criar instrumentos/soluções que abordam todas as fases de apoio financeiro às empresas. Gostaria de destacar em particular o reembolso da taxa social única ou parte dela a empresas com menos de um ano e meio de actividade que dêem emprego a pessoas qualificadas. Mas existem limitações na ênfase e nos instrumentos disponíveis (regionais por exemplo), não existindo uma aposta tão clara quanto necessária em projetos de elevado potencial de crescimento e impacto. Em particular, deveriam ser pensados e implementados instrumentos específicos vocacionados para empresas de elevado crescimento, que não existem.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Não há desenvolvimentos positivos na política de inovação em Portugal. Constata-se uma muito forte pressão sobre a capacidade de inovar: 1) pessimismo e cinzentismo um pouco por todo lado; 2) falta de liquidez; 3) enorme pressão orçamental sobre as Universidades. Essa pressão não tem sido contrariada. Se nada se alterar muito rapidamente, temo que a próxima década seja de divergência forte em relação à UE.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      1) Reforço de clusters de inovação. 2) Melhoria da balança de pagamentos tecnológicos; 3) Aumento das exportações de bens e serviços; 4) Reforço da diplomacia económica para a inovação.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      A instalação (embora lenta) de um clima favorável à inovação.

    • José Joaquim de Oliveira

      José Joaquim de Oliveira

      Presidente

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      As medidas inscritas nos diferentes "Passaportes" que foram aprovados pelo Governo para estimular o emprego jovem e que deverão entrar em vigor em breve e abranger ao todo 90 mil jovens. Não existe tempo suficiente para saber qual o impacto destas medidas e se conseguirão realmente abrandar o crescimento do desemprego jovem qualificado, mas a introdução das medidas demonstra atenção a um grave problema com ramificações de toda a ordem.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      1) Manutenção dos incentivos financeiros, no âmbito do QREN, à inovação sem mudanças de sentido prejudicial, permitindo sustentar no ambiente económico adverso os investimentos em I&D por contraponto às fortes quedas dos níveis globais de investimento das empresas. 2) Lançamento de novas iniciativas públicas de valorização da I&D e do empreendedorismo de base tecnológica, conferindo prioridade de entre os instrumentos de apoio público àqueles que visam apoiar as iniciativas empresariais que mais valorizam a inovação.

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      1) Foi possível colocar a inovação na agenda política. 2) Foi possível fazer passar a ideia que a inovação não se restringe às grandes empresas. 3) Foi possível passar a ideia que a inovação também se pode fazer em empresas dos sectores tradicionais. 4) Foi possível passar a ideia que as empresas inovadoras obtêm melhores resultados que as suas congéneres.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Para além dos cada vez mais inacessíveis apoios financeiros e fiscais à I+D+I (SIFIDE, QREN entre outros) não sou capaz de identificar outros desenvolvimentos significativos nas políticas que possam influenciar a inovação em Portugal.

    • Paulo Pereira da Silva

      Paulo Pereira da Silva

      Presidente

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Neste momento, cingiria a minha resposta à minha experiência directa mais recente, enquanto maestro titular da Orquestra de Câmara Portuguesa (OCP), solista e professor adjunto convidado da Escola Superior de Música de Lisboa/Instituto Politécnico de Lisboa. Em relação ao trabalho desenvolvido pela OCP, apesar do clima financeiro ser tão assustador, continuamos a trabalhar muito. Do ponto de vista organizacional inovamos e somos diferentes porque estamos a desenvolver um modelo de sustentabilidade que está a começar pelo empenho da sociedade civil e o envolvimento dos músicos no planeamento e projetos de cidadania. Além das parcerias que se mantêm com a Everis (apoio à gestão estratégica e tecnológica) e a Linklaters (apoio jurídico e patrocínio da OCPzero). Em 2013, a família OCP continua a crescer com a parceria na área da auditoria com a PwC e a Fundação Calouste Gulbenkian, no apoio ao nosso programa da OCPsolidária junto da Cercioeiras. Finalmente, também em 2013, vamos ter pela primeira vez um espaço próprio para escritório e uma sala para pequenos ensaios. Este espaço é cedido pelo Município de Oeiras. Estas parcerias são o embrião de um modelo institucional que gostávamos de ver consolidado mais rapidamente, pois o tempo urge. Porém, continuamos paulatinamente a fazer o nosso caminho, de alta profissionalização da melhor geração de músicos de sempre em Portugal. Termino apenas referindo que 2012 acabou em alta com a transmissão televisiva (RTP2) do concerto da OCP com ex-laureados do Prémio Jovens Músicos.

    • Peter Villax

      Peter Villax

      Administrador

      Não me apercebi de nenhumas medidas por parte do Governo tendentes a fomentar a inovação em Portugal. Participei na discussão de um projecto de regulamento de bolsas de doutoramento da FCT, mas não estou ao corrente de quaisquer desenvolvimentos.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      1) Lançamento do plano para o empreendedorismo; 2) Lançamento da agenda digital.

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      A intensificação do esforço de IDI no sector empresarial, com a consequente melhoria do saldo da balança tecnológica.

    • Rui Paiva

      Rui Paiva

      Presidente

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      1) Aumento da qualificação do capital humano. 2) Aumento da produção de conhecimento. 3) Reconhecimento da importância da inovação no sector empresarial. 4) Maior aposta nas exportações. 5) Maior foco na produção de bens transaccionáveis. 6) Concursos QREN em ”guichet aberto”.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      1) O crescente investimento a nível de Ciência, Tecnologia e Inovação em Portugal na última década. Isto conduziu a que Portugal seja presentemente o país europeu com maior aumento de licenciados nas áreas de Ciências. Além disso, foram desenvolvidas estratégias na última década no que respeita às competências digitais em Matemática e Português (dados baseados no relatório da rede Eurydice sobre o ensino das competências chave na Europa: http://eacea.ec.europa.eu/education/eurydice/documents/thematic_reports/145EN.pdf). 2) Continuação da participação Portuguesa na Agência Espacial Portuguesa (ESA). 3) Tenho que referir mais uma vez os Centros de excelência de Ciência e Tecnologia, em que investigadores de topo a nível mundial fazem investigação inovadora (exemplos incluem Centro de Investigação Champalimaud e INL).

  • b). Quais os constrangimentos com que se deparou?

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

    • Alcino Lavrador

      Alcino Lavrador

      Presidente Executivo

      Embora os maiores constrangimentos residam na difícil situação financeira do país, acrescentaria a inexistência de grandes projectos industriais de âmbito nacional mobilizadores, que possam desafiar a criatividade e inovação nacionais. A excessiva exploração nos media das “más notícias”, corolário da crise nacional, em detrimento da divulgação dos casos de sucesso de empresas portuguesas, acentuam o clima de angústia que se vive e aumentam a resistência ao risco e à saída da zona de conforto, diminuindo assim, as hipóteses de inovações disruptivas, que são sempre as de maior valor.

    • Ana Moutela

      Ana Moutela

      Directora-Geral

      Embora não seja um constrangimento exclusivo do último semestre, persistem os entraves burocráticos ao desenvolvimento e à inovação. Não raras vezes a inovação esbarra na rigidez da Burocracia do Estado o que condiciona novos investimentos. No meu caso, a necessidade de obtenção de Licenciamentos de Obras e Licenciamentos Comerciais, faz por vezes tardar seis meses ou um ano na abertura de um estabelecimento. O Sector público do Estado devia investir mais recursos na sua própria modernização, caso contrário, as empresas, por mais que queiram inovar e desenvolver o seu negócio, acabam por ficar reféns de um sector administrativo lento e obsoleto.

    • António Melo Pires

      António Melo Pires

      Director-Geral

      Tempo de desenvolvimento devido à falta de colaboração entre universidades/institutos e empresas.

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      1)Ainda (já menos) a reputação e credibilidade de Portugal nas fontes internacionais de liquidez 2)O forte aperto no financiamento das Universidades Portuguesas - já para lá do limite do que se aconselha (sem padrão nos outros sectores do Estado). 3)O ainda muito baixo nível de patentes registadas e vendidas. 4)O nível de abandono escolar. 5)Ainda a falta de assunção de um maior papel por parte das grandes empresas portuguesas (EDP, GALP, ZON) em serem referências activas internacionais das melhores PME inovadoras do país – perante os seus concorrentes internacionais. 6)A falta de canais de distribuição mundiais de tecnologia de base portuguesa. 7)Falta de colaboração entre as diferentes Associações Empresariais de uma Indústria para convergir num plano / agenda comum.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      Nestes últimos seis meses, os principais constrangimentos à inovação resultaram sobretudo da situação macroeconómica da União Europeia e não da política de inovação.

    • Carlos Faro

      Carlos Faro

      Presidente Conselho de Administração

      Demasiada dependência de fundos comunitários que impõem restrições e uma carga burocrática incompatível com os recursos disponíveis; regulamentação excessiva; e falta de integração numa estratégia integrada de desenvolvimento nacional.

    • Francisco Veloso

      Francisco Veloso

      Director

      Os principais constrangimentos advêm do conhecido desequilíbrio que existe nas finanças públicas nacionais e natural enfoque na consolidação orçamental. Este aspeto tem dois impactos importantes: - Tem afastado a discussão política das questões da inovação e do empreendedorismo, e do seu papel central no crescimento económico; - Tem impedido a utilização de importantes instrumentos públicos de incentivo à inovação e ao empreendedorismo, nomeadamente do ponto de vista fiscal.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      A política de austeridade está de facto a sufocar os centros de formação de saber, entre os quais destaco as universidades. É inaceitável que continuemos a não mostrar nenhuma capacidade de inverter tal facto. As universidades estão a montante de qualquer estratégia de inovação. Os cortes cegos e iguais prejudicam os melhores e nivelam por baixo. Em resumo, estamos a ameaçar aquilo que é seminal para a inovação, onde vínhamos a fazer um bom trabalho - capacidade de produzir conhecimento, saber, engenharia, tecnologia. Corremos o risco de não apenas não progredir no que nos falta fazer mas, pior, dramático, regredir no que já tínhamos feito.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      1) Dificuldades de 'scaling-up' dos processos de inovação. 2) Deficientes ferramentas para avaliação do impacto económico e social das políticas de inovação; 3) Insuficiente translação do conhecimento para o meio empresarial; 4) Desadequação dos perfis de formação académica com as necessidades do mercado.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      A ausência de uma política explícita, articulando os principais actores dos sectores público e privado, quantificada, verificável e financiada.

    • José Joaquim de Oliveira

      José Joaquim de Oliveira

      Presidente

      Apesar dos esforços de melhoria, persiste alguma desarticulação entre os organismos públicos e as organizações privadas que desempenham um papel no desenvolvimento da inovação. Sendo essencial a disponibilidade de financiamento dos projectos inovadores, complementaridade entre os apoios públicos e o investimento privado deveria ser estruturada formalmente por forma a aumentar a sua abrangência e qualidade.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Creio que o maior constrangimento mesmo é a falta de confiança, quer a nível individual quer como um todo, que somos capazes de ultrapassar esta crise, que somos capazes de evoluir para uma sociedade mais justa, mais equilibrada, mais transparente e que reconheça o talento e recompense o mérito. Claro que a inexistência de apoios financeiros a custo justo e a aparente inércia e falta de investimento dos agentes que teriam possibilidade de o fazer aumentam ainda mais a noção de incapacidade e o descrédito das instituições.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      1) A evolução económica recente produziu uma diminuição sensível do investimento empresarial, ainda que os níveis de diminuição dos investimentos em I&D sejam menores que taxas médias globais. 2) Manutenção das dificuldades de valorização económica associada aos altos níveis de investimento em ciência realizados no passado recente. 3) Escassa presença de instrumentos públicos de uso simples visando a inserção em ambiente empresarial de jovens de elevada qualificação, nomeadamente doutorados. 4) Limitações crescentes no uso dos instrumentos fiscais, em particular do SIFIDE, como alavanca dos investimentos em I&D, nomeadamente por uma leitura restritiva dos custos considerados elegíveis.

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      1) O processo continua ainda reduzido a um número muito limitado de PME, face ao universo existente. 2) Os passos administrativos a dar para ser considerada uma empresa inovadora parecem ser ainda complicados. 3) Muitos pequenos e médios empresários não percebem imediatamente a importância da inovação. 4) Muitos pequenos e médios empresários não sabem que passos devem dar para iniciar o processo.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      1) Os problemas estruturais da economia Portuguesa, nomeadamente, baixa produtividade e mão-de-obra pouco qualificada. 2) A falta de liquidez nas empresas como resultado da restrição no acesso ao crédito, do aumento do custo do crédito, da redução dos resultados operacionais e também do aumento da carga fiscal. 3) A morosidade e a falta de critério nas aprovações dos incentivos à I+D+I; 4) A ausência de uma cultura de apoio e promoção de projectos inovadores em que que Estado e investidores institucionais apostam mais nas garantias reais do que no mérito dos projectos candidatos. 5) A grande dificuldade na interacção bem-sucedida entre universidades e empresas. 6) A inexistência de ferramentas adequadas para a correcta avaliação económica das iniciativas / projectos desenvolvidos.

    • Paulo Pereira da Silva

      Paulo Pereira da Silva

      Presidente

      O principal constrangimento provém da reduzida dimensão e da localização do nosso País. Sem solução aparente, o elevado custo dos principais inputs de produção a par da excessiva burocracia que norteia o relacionamento público-privado e ainda o enquadramento legal aplicável, condicionam de forma inequívoca o bom desempenho do processo de aculturação de I&D por parte dos agentes económicos em Portugal.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      O principal constrangimento é o estado das coisas. Ou seja, começámos do nada e envoltos numa mentalidade dirigente de horizontes redondos, assim como daqueles que têm capacidade para a filantropia séria e massiva, mas não têm nem a vontade nem a educação base de escol para a praticar. A falta de espírito competitivo a nível individual, pouca combatividade e a miopia de não entender a potencialidade da cultura como “arma” de exportação de valores altamente valiosos: espírito, excelência, modernidade, inteligência, etc.

    • Peter Villax

      Peter Villax

      Administrador

      Na minha empresa não me deparei com nenhuns constrangimentos com a implementação de políticas, metodologias e acções de inovação.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      1) Falta de financiamento para as empresas; 2) Necessários benefícios fiscais e outros incentivos para empresas exportadoras e para start-ups.

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      A falta de qualificação generalizada, em particular entre muitos empresários de PME nacionais.

    • Rui Paiva

      Rui Paiva

      Presidente

      Não tenho evidências para responder (o que na realidade penso não abonar sobre a divulgação das mesmas).

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      Para além de se manterem os constrangimentos identificados em Janeiro de 2012: 1) Falta de continuidade entre as políticas de I&D e as de inovação, sobretudo em termos de conversão do investimento em valor de mercado. 2) Período prolongado de reflexão sobre as Estratégias de Eficiência Colectiva, multiplicando-se as avaliações e retardando a proposta de soluções para o futuro. 3) Pouco dinamismo na articulação do Sistema Nacional de Inovação em resposta às perspectivas do 8.º Programa-Quadro (Horizonte 2020), à revisão da OCM e da PAC. 4) Demora na criação de uma visão nacional para as indústrias estratégicas de base agrícola (que utilizam recursos endógenos e são normalmente positivas no balanço comercial) no plano de relançamento da indústria para o crescimento e a competitividade.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      Não há uma eficiente exploração de pessoal qualificado nas Universidades e centros de I&D. Não há eficiente ligação entre Empresas e Universidades.

  • c). Indique os principais aspectos em que a política de Inovação tem contribuído, ou não, para a competitividade do País.

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      Uma população mais sensibilizada e preparada.

    • Alcino Lavrador

      Alcino Lavrador

      Presidente Executivo

      A política de inovação tem contribuído para a competitividade do país porque apesar de suportados numa moeda forte temos tido capacidade de exportar e fazer crescer a base tecnológica das exportações. Sectores tradicionais como o calçado, onde o valor exportado por unidade não tem parado de crescer, são um bom exemplo de como através da inovação é possível disputar um mercado sem ser com preços baixos. Isto só se consegue acrescentando valor ao produto, que resulta de inovação quer no processo produtivo quer em qualquer fase do seu ciclo de vida. Este exemplo não resulta do acaso mas de uma aposta consistente ao longo de anos, em políticas de inovação levadas a cabo pelo sector em cooperação com a academia, fazendo a ponte entre o saber e o fazer.

    • Ana Moutela

      Ana Moutela

      Directora-Geral

      Pela negativa, e numa altura como esta, em que devíamos estender um tapete vermelho para quem tivesse intenções de investir em Portugal, não podemos permitir que empresas internacionais, face a determinadas barreiras, optem por deslocalizar os seus investimentos para outros países. Pela positiva, e no âmbito do Programa +E+I, a Agenda Digital e a PME Digital parecem ser dois bons instrumentos para melhorar a competitividade das micro, pequenas e médias empresas Portuguesas. Acredito que melhorará a sua produtividade porque lhes dá acesso a novos mercados e abre um leque de novas soluções, até agora, unicamente ao alcance das grandes empresas, facto importante, uma vez que as PME têm um peso significativo no tecido empresarial Português.

    • António Melo Pires

      António Melo Pires

      Director-Geral

      A política de inovação tem permitido alguns avanços sectoriais, no entanto ainda muito insuficientes para o total nacional.

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      Pela positiva: - Reforma do Venture Capital Publico. - Fundos de Fundos - para promover a emergência de operadores privados mais profissionalizados. - Continuidade da aposta na melhoria de quantidade e qualidade da produção científica. Pela negativa: - Forte aperto no financiamento das Universidades Portuguesas. - Não substituição ainda daquilo que foi o espaço do ‘Novas Oportunidades’ por um programa alternativo profissionalizante e de ”retreino” de valências - com rigor e padrão de exigência.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      1) Continuação da aposta na melhoria do perfil tecnológico da indústria nacional e um enfoque cada vez maior da comunidade empresarial na competitividade externa. 2) Aproximação crescente entre Universidade e Indústria. Neste âmbito têm-se observado melhorias significativas pois cada vez mais se notam “skills” de empreendedorismo e novas ideias nos jovens que saem das novas universidades de topo.

    • Carlos Faro

      Carlos Faro

      Presidente Conselho de Administração

      A política de inovação tem contribuído sobretudo para o reconhecimento político e social do empreendedorismo e da própria inovação. Do ponto de vista económico os resultados globais são insuficientes para as necessidades do país. É expectável a médio-longo prazo que o impacto seja mais significativo, se medidas mais agressivas de natureza fiscal e de fomento da internacionalização forem implementados no quadro de um estratégia selectiva e integrada de desenvolvimento económico.

    • Francisco Veloso

      Francisco Veloso

      Director

      Não há ainda grandes resultados apresentados, pelo que é difícil de avaliar o impacto das políticas postas em prática pelo Governo. A avaliação acima reflecte esta situação.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Conhecimento, especialização, subida na cadeia de valor. Capacidade de, através delas, endereçarmos oportunidades de negócio no mercado global é a única forma de melhorarmos a nossa competitividade. Mais ainda quando a nossa moeda é tão forte. As políticas de inovação são essenciais para fazermos a bom ritmo este caminho estreito e difícil. Um caminho que exige ciclos longos de definição e perseguição de estratégias.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      Aspectos positivos: Apesar de algumas necessidades de correcção de trajectória, são de salientar: o fomento das energias renováveis, a melhor translação dos resultados da investigação académica nas práticas empresariais e o aumento das exportações de cariz tecnológico. Aspectos negativos: Sistema de educação pré-universitário com pouca autonomia, o que dificulta o fomento da necessária cultura de inovação e competitividade.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      Não existe informação que permita responder cabalmente.

    • José Joaquim de Oliveira

      José Joaquim de Oliveira

      Presidente

      Ao colocar a inovação na agenda do país contribui decisivamente para o aparecimento de novas empresas, sobretudo PME, com produtos e soluções inovadoras. Algumas das que conseguem captar investimento/financiamento e possuem uma correcta estratégia de desenvolvimento, são bem-sucedidas e contribuem positivamente para melhorar a competitividade do país. O impacto ainda é, todavia, reduzido, por um lado, porque o número de empresas de sucesso não é grande e, por outro, porque os projectos de inovação são, em regra, de retorno a longo prazo.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Existem medidas, tentativas mais ou menos orquestradas para melhorar a competitividade do País, mas devo dizer que em meu entender não vejo sinais de uma verdadeira política de inovação. Talvez porque o próprio termo em si liga algo que devia ser estratégico e a médio/longo prazo à política a que estamos habituados, de curto prazo e muitas vezes mais contra política que outra coisa. Não tenho visto sinais de melhoria de vitalidade num sector que me é muito caro e que suporta a inovação e o design industrial, mas também as engenharias, a formação, a propriedade intelectual e muitas outras, o sector da indústria. Por motivos politicamente explicados mas que todos reconhecem como erro crasso, desmontámos a nossa capacidade produtiva e não vejo sinais de recuperação, nem numa fase onde muitos dos países com produção na Ásia regressam à produção local.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      Papel positivo das novas empresas de base tecnológica, nomeadamente resultante de iniciativas com forte componente de ligação à investigação de base universitária, para a mudança do perfil de especialização produtiva, em particular das inseridas nas indústrias da saúde e das tecnologias da informação.

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      Empresas competitivas é que aumentam a competitividade do país. A política de inovação tem permitido compreender que empresas inovadoras são competitivas em qualquer parte do mundo; e que por essa via se torna mais fácil captar talentos nacionais e estrangeiros. A participação destas empresas em redes internacionais dá-lhes também a vantagem de troca de conhecimentos e de informação, de acesso a potenciais parceiros, de conhecer concursos ou projectos que estão a ser desenvolvidos em vários pontos do globo, o que aumenta consideravelmente os seus factores de competitividade.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      1) As empresas portuguesas estão a orientar-se cada vez mais para mercados externos, como consequência da falta de mercado interno. Apesar de não ser uma política, mas sim uma consequência, irá obrigar certamente a um mind shift na gestão das empresas, e terá certamente efeitos benéficos para os sobreviventes, que sairão reforçados do processo. Nos últimos meses temos assistido ao aparecimento de organizações e produtos nacionais diferenciadores e com capacidade de competir nos mercados internacionais. 2) Insuficiente aposta da resolução de problemas estruturais da economia Portuguesa através de aposta forte na educação, na justiça e na fiscalidade são fortes inibidores do aumento da competitividade do País. 3) Falha na criação de um sector de capital de risco. 4) Ineficaz transferência de conhecimento entre universidades e empresas.

    • Paulo Pereira da Silva

      Paulo Pereira da Silva

      Presidente

      É difícil quantificar quanto é que a inovação vale ao certo na Economia. Mas estamos no princípio. A inovação requer uma cultura cívica, social e científica que se constrói, que se desenvolve no tempo. A história ensina-nos que as grandes nações não o seriam sem os seus grandes inventores, produtores ou industriais inovadores. Portanto, não se torna imperativo quantificar exactamente; já que sabemos e vimo-lo todos os dias, que sem inovação não teremos lugar no mercado.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Escrevi em Dezembro de 2010, o seguinte: A parca política de inovação tem contribuído negativamente para a pouca competitividade do país – pior, seria realmente importante desenvolver, de forma profunda, a educação e a cultura, sem a qual, uma tentativa de criar uma política de inovação, será claramente, um eterno fracasso. Volto a esta resposta, em Janeiro de 2013.

    • Peter Villax

      Peter Villax

      Administrador

      Não sendo sensível à existência de uma política de inovação para o País, não é possível eu responder à pergunta.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      Mantém-se as respostas anteriores.

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      Infelizmente ainda terá contribuído pouco, dado que os resultados de uma política de inovação, ainda que bem-sucedida, só se fazem sentir a longo prazo.

    • Rui Paiva

      Rui Paiva

      Presidente

      Não tenho evidências para responder (o que na realidade penso não abonar sobre a divulgação das mesmas)

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      Numa nota positiva, o foco na exportação de bens transaccionáveis foi correcto e tem sido um suporte importante ao qual o sector dos vinhos tem respondido activamente. A actual situação de indecisão relativa às Estratégias de Eficiência Colectiva e a falta de articulação entre as políticas de I&D e de inovação têm sido particularmente penalizadoras da inovação na indústria dos vinhos e estão a limitar a replicação dos avanços assinalados em Janeiro de 2012. O sector carece de uma visão articulada, atenta às suas especificidades (que não são as mesmas do restante sector agro-alimentar), para influenciar as políticas europeias no âmbito do Programa Horizonte 2020, da OCM e da PAC no sentido de aumentar o fomento à inovação de processos e produtos que possam converter o conhecimento gerado na I&D em valor de mercado. Finalmente, a contribuição do sector académico para uma inovação valorizável encontra-se fortemente condicionado pelo seu próprio sistema de avaliação de mérito, baseado em critérios de publicação científica e não em critérios de avaliação real da sua consequência económica. É uma situação que gera uma significativa ineficiência do sistema de inovação, conforme se pode constatar pela posição de Portugal neste índice: 67.º

    • Zita Martins

      Zita Martins

      Portugal não é neste momento um país que fomente a criação de empregos e o crescimento económico. Portugal tem que trabalhar bastante para competir a nível mundial. Contudo, a política de inovação tem criado centros de excelência de I&D.

  • 2. Indique quais foram, em sua opinião, os principais factos ocorridos no último semestre que influenciaram a política de inovação em Portugal.

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      O último semestre fica infelizmente marcado por um factor decisivo, mas tremendamente negativo: a recente instabilidade política e todas as consequências que daí advirão.

    • Alcino Lavrador

      Alcino Lavrador

      Presidente Executivo

      Infelizmente a situação económica que o país vive não deixa de ter um impacto decisivo e negativo nas diversas dimensões da política de inovação em Portugal. Para além da austeridade e do agravamento fiscal que provocam menor procura, o clima de incerteza e angústia que se instalou, cria uma enorme barreira a uma aposta mais forte no investimento em inovação, que exige um esforço continuado e disponibilidade de recursos. Por outro lado, o momento de crise económica e financeira que vivemos, desencadeia e potencia o surgimento de iniciativas empreendedoras de carácter individual para suprir as dificuldades geradas pela falta de um emprego estável que não existe. A necessidade aguça o engenho e as iniciativas de empreendedorismo multiplicam-se como forma de escapar à alternativa que é a emigração. Há, no entanto, ainda poucas iniciativas e projectos que à partida procuram ser de âmbito mundial. Continua a haver uma resistência considerável a arriscar em negócios completamente novos e de âmbito supra-nacional. A política de inovação em Portugal deve privilegiar projectos que visem o mercado global. Por outro lado, o momento de crise económica e financeira que vivemos, desencadeia e potencia o surgimento de iniciativas empreendedoras de carácter individual para suprir as dificuldades geradas pela falta de um emprego estável que não existe. A necessidade aguça o engenho e as iniciativas de empreendedorismo multiplicam-se como forma de escapar à alternativa que é a emigração. Há no entanto ainda poucas iniciativas e projetos que à partida procuram ser de âmbito mundial. Continua a haver uma resistência considerável a arriscar em negócios completamente novos e de âmbito supra-nacional. A política de inovação em Portugal deve privilegiar projetos que visem o mercado global.

    • Ana Moutela

      Ana Moutela

      Directora-Geral

      Apesar das limitações impostas pelo actual enquadramento de recessão, existem alguns sinais encorajadores, que nos fazem olhar o futuro com optimismo. Das 33 medidas aprovadas na 3ª reunião do Conselho Estratégico para a Internacionalização da Economia, 8 são de financiamento à internacionalização; medidas como o Programa de Capitalização de PME Exportadoras, a criação de uma entidade bancária vocacionada para o apoio e fomento da internacionalização ou a criação de um Portal de exportações são seguramente um estímulo à inovação. O Passaporte e o Vale de empreendedorismo assim como a Plataforma de Ignição são três medidas que, eficazmente implementadas, ajudarão recém-licenciados ou finalistas a desenvolver novas ideias, identificar potenciais oportunidades e desenvolver planos de negócio para empresas inovadoras.

    • António Melo Pires

      António Melo Pires

      Director-Geral

      A crise económica e restrição de meios orçamentais.

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      1) Indefinição gritante no regime fundacional das Universidades. 2) Pressão no sentido das verbas do QREN serem pagas de forma mais expedita (positiva). 3) Fundo significativos (1500M€) de crédito disponível para as PME. 4) A existência de uma Secretaria de Estado para a Inovação e o Empreendedorismo e de um plano correspondente . 5) A assumpção insuficiente da redução do peso do Estado na Economia (medida muito importante e necessária) - talvez com a excepção positiva da pasta da Saúde. 6) O aumento exagerado (muito exagerado!) de impostos sem o correspondente (e necessário) combate informático à evasão fiscal. 7) O clima de "desilusão" e inclusive de falta de valores (espera-se que o exemplo venha de cima) que pode provocar uma real "fuga de cérebros" do país.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      A crise tem levado a um esforço necessário de racionalização, contudo também destacou a importância da concentração de recursos em áreas que potenciem a competitividade e consequentemente exportações.

    • Carlos Faro

      Carlos Faro

      Presidente Conselho de Administração

      A reorganização do capital de risco público e a nova dinâmica da Portugal Ventures resultante das características pessoais e profissionais do Prof. Epifânio da Franca.

    • Francisco Veloso

      Francisco Veloso

      Director

      O principal factor que tem vindo a condicionar todos os aspectos económicos em Portugal, incluindo a política de inovação, é o programa/processo de ajustamento que está em implementação em Portugal. Este programa reflete-se numa primeira linha no Orçamento do Estado para 2013, que é muito restritivo e por isso limita a intervenção de várias políticas de inovação, por exemplo com menos fundos de apoio ao sistema científico e tecnológico nacional, maior penalização fiscal do investimento e afastamento da utilização de instrumentos fiscais. Do lado positivo, temos o lançamento do programa +E+I, em especial a medida de reembolso da taxa social única, e do programa de ignição no âmbito da Portugal Ventures.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      A insistência em cortes cegos. Eles não têm distinguido, como é muito importante que façam, o trigo do joio - sem isso, nivelaremos por baixo... O desânimo tem-se instalado de forma brutal - agora motivado por cortes que não diferenciam os bons e o que é bom, do resto. O desânimo, a falta de entusiasmo, de motivação, é uma catástrofe para a capacidade de inovar.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      1) A conjuntura dos mercados internacionais, colocando pressão sobre Portugal – fruto das suas debilidades orçamentais – foi um factor para o afastamento de potencial investimento externo; 2) Baixa confiança o que diminui o nível de investimentos; 3) Percepção dos limites do Estado Social; 4) Acentuar do "braindrain" de forma crítica.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      A ênfase doentia na austeridade.

    • José Joaquim de Oliveira

      José Joaquim de Oliveira

      Presidente

      Positivo, o aparecimento crescente de novos projectos empresariais, fruto de talento e de novo espírito empreendedor que, embora ainda escasso, tem surgido no país. Também positiva a resposta dos investidores (Venture Capital e Business Angels) aos projectos disponíveis. Negativa tem sido a conjuntura e a situação económica e financeira do país e a imagem que tal situação projecta no exterior, mesmo que distorcida, exagerada ou incorrecta em alguns aspectos.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Pela positiva: Maior atenção dos media à inovação e empreendedorismo individual, nas micro e pequenas empresas, reconhecimento de que é aqui que acontece muita da inovação que incentiva e promove o País. Pela negativa: O abandono do SIMPLEGIS, um programa que tinha por missão resumir na Internet em Português claro e acessível (e inglês) as leis e que nos regem. Um sinal de contra política cega e de retrocesso.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      1) Clima de grande incerteza económica, em particular em Portugal mas também resultante no conjunto da Europa, limitam fortemente o cálculo económico dos novos investimentos, sobretudo daqueles cujo risco económico é mais acentuado ou daqueles que pela sua natureza dependem de contratos públicos e/ou de apoio regulamentar ou de investimento público. 2)Redução do âmbito da intervenção dos incentivos fiscais como suporte aos investimentos em I&D. 3) Manutenção dos apoios públicos de natureza financeira à I&D, conferindo-lhe prioridade num contexto de restrição global das verbas disponíveis.

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      As medidas de austeridade, decorrentes do acordo com a troika e da vontade do Governo, receio que estejam a conduzir não só a um corte assinalável nos montantes públicos dirigidos a apoiar a inovação, como a levar muitas empresas a reduzir as suas apostas em I&D. Em resumo, temo que Portugal comece a regredir fortemente em matéria de I&D a partir de agora.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      1) O agravamento da conjuntura económica, com o incremento das medidas de austeridade e a ausência de um horizonte para o início da recuperação, continuará a ter sérias repercussões no investimento e consequentemente na inovação. Prevê-se mais um ano de queda acentuada do investimento em Portugal. 2) Restrições impostas pela banca no acesso ao crédito e agravamento do custo do mesmo limitam as possibilidades de concretização de boas ideias de I&D. 3) A contracção do mercado interno "obrigou" as empresas a inovarem através do alargamento da sua actividade a mercados internacionais, com os benefícios que daí resultam. 4) Merece destaque a recente constituição de uma Capital de Risco com foco na inovação (Portugal Ventures) que, embora recente, poderá constituir-se como um factor de incentivo à inovação, com iniciativas como a "Call for Entrepreneurship".

    • Paulo Pereira da Silva

      Paulo Pereira da Silva

      Presidente

      Creio que deveríamos reflectir sobre o que está subjacente à inovação. Por detrás deste conceito reside uma forte cultura do conhecimento; é com este ponto que nos devemos preocupar. Não serão os sistemas, os estímulos públicos ou as medidas pontuais, a condição suficiente que resolverá no futuro a escassez de novos produtos ou de ideias/conceitos inovadores. Serão os sobretudo as pessoas; os criadores, os inventores, os empresários, os gestores que farão a diferença. Torna-se difícil, se não impossível, concretizar os principais factos ocorridos no último semestre que influenciaram a política de inovação em Portugal; permito-me apenas realçar a extrema importância do enraizar da cultura do conhecimento na nossa sociedade.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Espero que o recém-nomeado Secretário de Estado da Cultura seja eficaz, expedito e, acima de tudo, cultive uma abordagem de proximidade com os artistas, agentes culturais e os contribuintes. Precisamos inovar na abordagem política: mais descontraída, eficaz, numa linguagem directa, que não seja rebuscada e despojada de redundâncias.

    • Peter Villax

      Peter Villax

      Administrador

      Não houve.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      Paradoxalmente, a enorme crise que o País atravessa tem, indirectamente, dado o principal contributo positivo. De facto, os empresários capazes vêem-se obrigados a procurar novos produtos, processos ou mercados (em particular, estrangeiros), para fazer face às dificuldades com que as suas empresas se confrontam. E com a falta de recursos com que a generalidade das empresas vive – em particular de recursos financeiros – as soluções eficazes têm de ser inovadoras. Do lado negativo, e em resultado das prioridades que a própria crise tem imposto ao Governo, vivemos sem uma verdadeira política de inovação há demasiado tempo.

    • Rui Paiva

      Rui Paiva

      Presidente

      Os factores que devem determinar a inovação são a necessidade efectiva de se procurar responder às necessidades do mercado, através de ideias... ou da criação de ideias que levem à criação de uma necessidade (veja-se o exemplo dos iPad). Neste momento, a adversidade económica e a consequente falta de emprego, são por si só, elementos motivacionais ao desenvolvimento do descrito no parágrafo anterior.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      Anúncio da preparação de uma estratégia de fomento industrial para o crescimento e competitividade.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      A actual política influencia negativamente o crescimento económico de Portugal.

  • 3. Indique as principais inovações, a nível nacional e internacional, que mais o marcaram nos últimos 6 meses.

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      A utilização de energias alternativas (aos combustíveis fósseis) na indústria automóvel. Ainda tímidas mas assinaláveis.

    • Alcino Lavrador

      Alcino Lavrador

      Presidente Executivo

      Embora não tenham tido uma aparição por si nos últimos 6 meses, a sua importância e afirmação tem vindo a acentuar-se globalmente e, tenho a certeza, que constituirão as alavancas para uma transformação profunda na sociedade, alterando as relações sociais, o modo como trabalhamos, nos relacionamos, divertimos e aprendemos. Refiro-me a três grandes tendências que a ubiquidade e capacidade da banda larga proporcionam: Digitalização, Mobilidade e Computação em Nuvem/Virtualização. Hoje em dia já não se concebe um dispositivo sem capacidade intrínseca de processamento e de conectividade. A largura de banda que duplica a cada 20 meses, permite-nos ter disponíveis aplicações acessíveis de qualquer dispositivo conectado à internet, a qualquer serviço e em qualquer parte no mundo. Estas aplicações já não necessitam de nos acompanhar, nem os nossos dados, sejam profissionais, informação médica pessoal, ou de lazer. Estão armazenados em centros de dados cuja localização é irrelevante mas garantidamente acessíveis 24 horas por dia e 365 dias por ano. A Computação em Nuvem e Virtualização com aplicações centralizadas do escritório virtual, proporcionarão também novos fatores de produtividade para as empresas bem como servirão para derrubar barreiras a start-ups e PME, aumentando assim a sua flexibilidade e permitindo diminuir os custos necessários quer ao arranque de operação, quer na sua manutenção continuada. Tudo isto facilitará a decisão de criar novos negócios já que as ferramentas comuns de Sistemas de Informação necessárias à sustentabilidade da operação deixarão de ser uma preocupação e os empreendedores apenas terão que se preocupar com o seu negócio específico. Suportadas nestas três tendências, em particular na digitalização, as comunicações Máquina-a-Máquina estão a ganhar terreno e serão um dos pilares da nova sociedade, permitindo o surgimento de aplicações em todos os sectores bem como novos negócios, desde agricultura, saúde, segurança, eficiência operacional, etc.

    • Ana Moutela

      Ana Moutela

      Directora-Geral

      Há duas iniciativas que marcam uma nova abordagem à inovação que para mim são muito importantes e que, a meu ver, constituem o único caminho para fazer crescer uma política sustentada de I&D: 1) O roadshow nacional a realizar nas diferentes universidades que começou em Novembro e que vai para a quarta apresentação do Programa Estratégico +E+I. 2) A metodologia de ensino de empreendedorismo, “learning by doing” nas Escolas de Ensino Básico, Secundário e Técnico Profissional aplicada em 66 Municípios no presente ano lectivo 2012/2013.

    • António Melo Pires

      António Melo Pires

      Director-Geral

      "Custom made" na indústria do calçado! Écrans dobráveis! Técnica de implosão de células cancerígenas (Instituto Abel Salazar).

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      A nível internacional: 1) A descoberta do bosão de Higgs - reforçado o modelo standard. 2 A explosão da mobilidade com 2 grandes ganhadores - Apple e Google / Android (incluindo aqui a Samsung).3 A queda na vertical (merecida) do Facebook. 2) A emergência do 3D printing. 3) A aceleração das mobile wallets e do mobile banking. 4) As telco / cable companies a lidarem mal com as quedas na voz e com o impacto do rating sobre o peso da dívida. 5) O atraso / lentidão na adopção de M2M . 6) Cada vez maior awareness para a Medicina Continua (data-driven) em detrimento da Medicina Episódica tradicional. A nível nacional: 1) Continuidade da Escalada das Exportações. 2) Os prémios científicos internacionais atribuídos a cientistas portugueses. 3) Prémios internacionais conquistados pela PT. 4) Sucesso internacional de algumas empresas portuguesas como a WeDo e a Visionbox. 5) Maior deal-flow no sub-sistema de empresas de IP em Portugal.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      Nacional: Reconhecimento Europeu, através da atribuição de fundos NER 300, da importância do Windfloat como projecto de inovação na área da energia. Estes fundos irão possibilitar o desenvolvimento da fase pré-comercial do projecto dando um “head start” significativo à indústria portuguesa. Macrotendência Internacional e Nacional: 1) Penetração crescente de ferramentas de mobilidade, que permitem uma agilidade crescente dos colaboradores, juntamente com o aparecimento sistemático de novas aplicações que combinam mobilidade e conectividade. 2) Advento da era do M2M através de passos cada vez maiores na conectividade entre equipamentos e na robotização em larga escala. 3) Possibilidade de sequenciar por completo o DNA humano a partir de uma única célula para aplicações ao nível médico e forense.

    • Carlos Faro

      Carlos Faro

      Presidente Conselho de Administração

      A nível nacional merece destaque pelo seu valor simbólico o ovo estrelado para microondas da Derovo. A nível internacional destaco a nova tecnologia que vai permitir sequenciar o genoma humano por valores muito próximos de 100 euros.

    • Francisco Veloso

      Francisco Veloso

      Director

      A nível internacional: - A explosão dos MOOCs – Massive, Open, on-line courses, com potencial para alterar a futuro da educação e da qualificação de pessoas em todo o mundo; - O reconhecimento do papel do Crowdfunding através da passagem do Jobs Act nos EUA. No contexto europeu, acredito que a instituição da patente única vai ter um impacto importante na estratégia de inovação das empresas. A nível nacional, gostaria de destacar o fortíssimo crescimento e visibilidade da atividade empreendedora em Portugal, através de universidades, de associações, incubadoras, aceleradores, entre muitos outros agentes. Há uma atividade empreendedora palpável, com um nível e potencial muito interessante para o futuro do país.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      A evolução na descodificação genética, como seja a facilidade com que se consegue, está a abrir uma janela absolutamente fantástica de transformação do mundo. A lgg quaternária sucederá à binária na transformação do mundo, com uma potência muitíssimo maior!

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      1) Desenvolvimentos na definição do novo quadro de apoio “Horizon 2020” que define as políticas de financiamento no âmbito da Investigação e Inovação inscritas na estratégia 2020. 2) Prioridade dada à inovação social no âmbito das políticas europeias.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      Continuamos numa situação de novidades incrementais.

    • José Joaquim de Oliveira

      José Joaquim de Oliveira

      Presidente

      Sem referir uma inovação específica, destaco o trabalho que tem sido feito nos centros de investigação de algumas universidades nacionais do qual tem resultado alguma inovação científica, reconhecida, de resto, internacionalmente. A saúde e a tecnologia de informação são dois sectores que têm merecido aposta a nível internacional e onde continuam a surgir avanços extremamente inovadores. Estes sectores, juntamente com o sector energético e o ambiente serão, certamente, os sectores do futuro (e do presente) onde a maior e mais decisiva (para o desenvolvimento e sustentabilidade da sociedade) inovação vai acontecer.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Em Dezembro de 2012 o Presidente dos EUA aprovou uma lei que aumenta o prazo e redefine as patentes de design ou modelos de utilidade. Se bem que as medidas aprovadas tendem a proteger o design feito nos EUA, a sua adaptação noutros contextos legais e a possibilidade de um designer proteger nos EUA um seu desenho torna esta inovação interessante de acompanhar. A explosão do fenómeno do "crowd funding" ou financiamento colectivo, como meio alternativo de lançamento de produtos e serviços no mercado global através da Internet, sem com isso perder o controlo das mesmas (o financiamento é nos produtos/serviços). Apesar de faltar ainda legislação que suporte melhor este tipo de empreendedorismo, é sem dúvida uma inovação a acompanhar.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      Evolução da bio mecatrónica, permitindo mecanismos de controle das próteses por controle neural, com implantação de elétrodos directamente nos nervos e músculos não afectados.

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      No sector agroalimentar, a Nutrigreen inventou uma barra de fruta fresca, que ganhou o primeiro prémio de inovação no Dubai, onde estavam mais de 800 concorrentes.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Para responder a esta pergunta vou utilizar alguns exemplos de projectos desenvolvidos pelas empresas Sonae que permitem evidenciar diferentes tipos de inovação. Estes projectos têm, na sua maioria, uma aplicação nacional e internacional visto que a Sonae tem hoje uma forte expressão global. No retalho alimentar, destaco quatro projetos. O projecto Supermercados Urbanos teve por objectivo fortalecer a presença do ‘Continente Bom Dia’ no segmento da conveniência e procurou responder a este desafio com valores como o preço, promoções, contemporaneidade, variedade, qualidade e conveniência. O espaço da loja, com entrada pela área dos frescos e de leitura fácil e intuitiva, é trabalhado com um design contemporâneo e acolhedor, conjugando a envolvência dos mercados tradicionais com um espírito moderno e urbano. O sucesso do projecto resulta da articulação forte entre o ambiente de loja e layout inovadores, a restruturação da gama de produtos, a optimização da operação e a estratégia de comunicação renovada. O espaço é marcado pelo uso de materiais naturais e na base do desenho há uma inspiração em elementos da portugalidade, que se reflecte no uso do azulejo, do mosaico hidráulico, dos candeeiros de cortiça, das caixas da fruta. A equipa de projecto incluiu colaboradores de todas as áreas da Sonae MC, numa reflexão multidisciplinar sobre gama, layout, operação, equipamento, ambiente e comunicação. As duas lojas piloto, em São João da Foz e no NorteShopping, evidenciaram aumentos de vendas consideráveis, de 43% e 35% respetivamente. Desde então o conceito já foi alargado a diversas outras lojas, tal como Ramalde, Ponte da Pedra, Oeiras, Odivelas, Celeirós, Portela de Sacavém e Defensores de Chaves. O projecto Trevo visou a redução sustentada da factura de energia eléctrica numa tripla perspectiva: inovação na compra de energia – somos uma das empresas pioneiras na aquisição de electricidade no mercado de indexados, numa exposição aos mercados que tem permitido a diluição dos riscos, o envolvimento de todos os operadores e a optimização permanente dos preços de compra; Redução no consumo – tendo alcançado uma redução de consumo de 1,9% like-for-like face a 2011; e geração de receitas – temos o maior projecto nacional de produção fotovoltaica de mini-geração (com 100.000€ receitas em 2011), a sexta a nível europeu entre empresas de retalho e o 15.º em termos absolutos. Em 3 anos conseguimos reduzir custos com energia elétrica em 1,9 milhões de euros, representando uma redução de emissão de 7.800 toneladas de CO2, mas sempre assegurando os níveis adequados de conforto para a operação e para os clientes. De salientar ainda o Plano EDP Continente, em que a Sonae MC e a EDP estabeleceram uma parceira única a nível nacional que ofereceu, até ao final de 2012, 10% de desconto na factura de electricidade em saldo do cartão Continente. O plano EDP Continente é uma nova solução de poupança, ajudando os clientes a gerir de forma mais eficiente as contas da energia eléctrica e das compras do supermercado, dois pontos essenciais do seu orçamento familiar. O Continente assume-se como estando sempre ao lado dos seus clientes nos momentos mais difíceis, procurando apresentar novas propostas de valor e soluções que facilitem o seu dia-a-dia. Esta parceria reforça exactamente a missão de contribuir de forma ainda mais abrangente para o bem-estar das famílias. Estima-se um elevado incremento do reforço da oferta de valor do Cartão Continente, posicionando-se este cada vez mais como um cartão de descontos que extravasa a marca. Finalmente, a Well's lançou nas suas lojas alguns novos serviços associados ao universo de saúde e bem-estar tal como optometria, estética, rastreio audiológico, nutrição e análises clínicas. Estes serviços são disponibilizados aos clientes Well’s em diversas lojas, com espaços dedicados e ambiente de total conforto e privacidade. Foram implementados com modelos de negócio inovadores, sendo serviços prestados por parceiros de referência nos sectores respectivos e que, com o seu know-how e reconhecimento, conferem credibilidade. Foram obtidas receitas adicionais sem custos associados, uma maior proposta de valor para os clientes e o reforço do posicionamento da Well’s enquanto especialista em saúde, bem-estar e ótica. Em 2012 estes novos serviços geraram um aumento de 7% das vendas da Well’s. No retalho especializado vimos a Zippy a inovar no serviço de atendimento ao cliente com recurso a tablets. Com o objetivo de melhor a venda assistida de puericultura nas lojas como forma de aumentar vendas e eliminar os catálogos físicos foi concebido um catálogo virtual a ser apresentado aos clientes via tablet, assistido por um colaborador na loja. Agora conseguimos apresentar aos clientes toda a colecção de puericultura de forma mais simples e intuitiva, transmitindo ao mesmo tempo uma imagem da insígnia jovem, moderna e sempre actual. O projecto encontra-se implementado em todas as lojas Zippy. As lojas usam esta solução diariamente para apoio à venda e aumentaram as vendas nestas categorias, propagando simultaneamente uma imagem dinâmica, moderna e de inovação. Desenvolvemos lojas de 3.ª geração da Sport Zone. Propomos ao cliente uma experiência de compra marcante, mais envolvente e interactiva que lhe permita encontrar rapidamente o que procura, facilmente e sem constrangimentos. Criámos um ambiente de loja agradável, para o cliente se sentir bem e confortável, e ter prazer de descobrir as soluções e viver as experiências que foram pensadas para ele. Posicionamos a Sport Zone como o especialista em artigos de desporto para todos os tipos de clientes. Comunicamos com maior intensidade o preço e tecnicidade, assegurando o livre serviço efectivo e melhorando a produtividade. Privilegiamos espaços modulares, dando às marcas maior destaque e melhoramos a percepção da oferta. Reduzimos ainda o custo por metro quadrado das lojas. Este conceito está já implementado em três lojas em Portugal Continental, Espanha e Açores. Ainda nas áreas de retalho destaco o iConnect, uma plataforma que nasceu da necessidade de desenvolver, normalizar e centralizar as ferramentas de controlo das actividades da equipa de Contas a Pagar, da nossa Direção de Serviços Administrativos. Foram aplicadas as tecnologias da Web 2.0 no ambiente empresarial, promovendo a interacção e a partilha de informação entre todos os utilizadores. Esta plataforma permitiu melhorar substancialmente a produtividade das equipas envolvidas. Dos conceitos já implementados destacam-se aplicações de gestão de projectos, dashboard de indicadores, wikis, escalonamento e distribuição de trabalho, um fórum de ideias, entre outras. Houve um aumento significativo do controlo, simplificação e rentabilidade dos processos, através do acompanhamento em tempo real das atividades e projetos. Conseguimos reduzir o backlog de facturas de serviços em 91%, reduzir as facturas de processos de viagens em 75%, reduzir em 5 o número de FTEs no processo de contas a pagar e recuperar 35 milhões de euros do saldo de devedores. Na Sonae Sierra implementámos o projeto Flash Store, com o objectivo de reduzir o número crescente de lojas não ocupadas, aumentar a diversidade de marcas presentes nos centros comerciais e aumentar as receitas com aluguer de espaço. Trata-se de novos formatos de loja – popup stores, lounges e lab stores – que alargam a variedade de soluções possíveis para lojistas e maximizam o espaço disponível. É uma ferramenta de retalho inovadora, onde novas marcas e conceitos vêem a luz do dia, refrescando a imagem dos centros comerciais a médio-longo prazo. O projecto de iluminação LED substituiu as lâmpadas fluorescentes convencionais por tecnologia LED nos parques de estacionamento cobertos, com o objectivo de reduzir o consumo e custos de energia nos centros comerciais. Nos parques de estacionamento a redução de custos atingiu já 65% e no centro comercial como um todo a redução foi de 30%. Associado ao maior tempo de vida destes equipamentos, atingiremos poupanças de 3,5 milhões de euros. Teremos ainda uma redução de emissões de CO2 para a atmosfera equivalente a 420 toneladas. Em acréscimo, este projecto não implica quaisquer custos acrescidos para a Sonae Sierra e garante um aumento das rendas a médio prazo devido à redução de custos com serviço. Criámos o We Share, uma plataforma de gestão de conhecimento que permitirá a todos os colaboradores partilhar o seu conhecimento com todos os seus colegas, em cinco áreas distintas de partilha: Internal Learning, Exchange Day, Experiences, Shots e Ignite. Esperamos desta forma optimizar o conhecimento e experiência profissionais que têm garantido o sucesso sustentado da Sonae Sierra ao longo das duas últimas décadas, de forma ágil e rapidamente adaptável para agir em condições inesperadas e com baixos custos de operação. A solução Br2Bill - Business Rules to Billing, desenvolvida em parceria pela Optimus e a Wedo, traduz, numa linguagem de negócio, a complexa linguagem de sistemas facilitando a comunicação interna entre equipas técnicas e de negócio. Centraliza informação de produtos/serviços e suas operações, definindo a cada momento, as opções disponíveis para o cliente em função de vários atributos configuráveis, nomeadamente canal de contacto, tipo de cliente e seu histórico. A implementação da solução tem-se pautado por elevados ganhos ao nível da eficiência operacional em processos de activação comercial, campanhas e promoções das várias unidades de negócio da organização, com um visível aumento da satisfação do cliente e maior rapidez e qualidade na conclusão dos processos. O projeto 4G da Optimus foi um projecto multidisciplinar, em que o foco na inovação e a forma como foram abordados assuntos totalmente novos para a empresa fizeram parte da imagem da sua marca, contribuindo de forma decisiva para o seu sucesso. Entre os diversos elementos inovadores, destacamos por exemplo o desenvolvimento de um serviço único e inovador que tira partido dos mecanismos de handover de tecnologia 4G/3G, para permitir que o equipamento esteja sempre em 3G quando recebe uma chamada. Esta inovação permitiu que a Optimus fosse um dos primeiros operadores em Portugal a disponibilizar voz em smartphones 4G, recorrendo a soluções internas e com um investimento reduzido. A inovação existente no projecto não se resumiu apenas ao lançamento de uma nova tecnologia mas também às abordagens criativas e inovadoras com que foram encarados alguns dos principais desafios. O P3, também distinguido com uma menção honrosa, é um site de informação lançado em Setembro de 2011 pelo jornal Público. Dirigido a uma audiência jovem (entre os 18 e 35 anos), é um projecto editorial que concilia o jornalismo sério e credível com uma atitude provocadora e irreverente, concebida em função da perspectiva do seu público-alvo. Assenta numa linguagem multimédia que outros sites de informação não exploram nem encorajam – o vídeo, a fotografia, o som e a infografia são meios de comunicação tão importantes quanto o texto, e o recurso a estes meios permite contar histórias de uma maneira diferente. Na Sonae Indústria criámos o E-Invoicing, uma plataforma de facturação eletrónica. A totalidade das facturas está agora neste formato. A transição para facturas eletrónicas foi feita incentivando os fornecedores a emitir facturas em formato electrónico. As facturas recebidas em papel são recebidas por parceiros externos nos seus centros de Scan and Capture e são ali convertidas para formato electrónico. A informação, previamente acordada, é capturada e validada e de seguida automaticamente integrada nos nossos sistemas SAP. Segue-se a pré-gravação de documentos, validação legal das facturas e outras validações. Com este desenvolvimento pretendemos reduzir custos e aumentar eficiência e produtividade; permitir transformar custos fixos em custos variáveis; eliminar a necessidade de utilização de papel – uma questão ambiental relevante; evitar atrasos e segundas vias de facturas; aumentar automatização e evitar erro humano; aumentar a qualidade e cumprimento do processo; potenciar a utilização dos pedidos de compra no sistema. Conseguimos um benefício produtividade relevante equivalente a cerca de 170 mil euros por ano; o arquivo legal das facturas é agora garantido em regime de outsourcing, poupando espaço físico e pessoas para gerir o arquivo; transformámos um custo fixo num custo variável; finalmente, temos melhor visibilidade do processo. Ainda na Sonae Indústria destaque para o Woodforce, um material compósito com origem na madeira e que confere ao plástico características especiais de resistência mecânica, densidade, e oportunidades de design até agora inexistentes. Resultado de 10 anos de investigação fundamental externa e 4 anos de desenvolvimento experimental e avaliação internos, não existe nenhum equivalente no mercado, uma vez que pode substituir fibra de vidro ou outros materiais minerais na composição de plástico. Comparado com fibras naturais, de origem na agricultura, a sua disponibilidade independente da sazonalidade, gestão da cadeia de abastecimento eficiente, custo competitivo e compatibilidade industrial faz do Woodforce a solução ideal da perspectiva da indústria do plástico. Não menos importante, tratando-se de um material disponível na natureza é um recurso renovável e portanto protege o meio ambiente. Na MDS foi criado o ‘Portal de Bem com a Vida’. Trata-se de um portal de relação directa com os clientes da MDS no Brasil, com subscrição de produtos e seguros na área da saúde. Este portal permite aos clientes da MDS manter-se continuamente a par dos seus produtos, datas relevantes e conselhos de saúde, sendo os seus conteúdos alimentados por médicos que têm relacionamento com a MDS. Ainda na MDS o Proximity viu a luz do dia. Trata-se de um portal diferenciador na indústria seguradora internacional, redefinindo o relacionamento do utilizador / cliente com a gestão do seu risco, permitindo a consulta, movimentação e interface de apólices e sinistros. Através da Internet o Proximity permite à MDS oferecer aos seus clientes autonomia e facilidade na gestão do risco.

    • Paulo Pereira da Silva

      Paulo Pereira da Silva

      Presidente

      Vivemos numa era em que é difícil, mesmo para os especialistas, perceber todas as implicações das inovações em curso. Destacaria contudo os recentes desenvolvimentos no campo das baterias. A possibilidade de se alterar por completo tudo o que conhecemos sobre energia, sobre sustentabilidade e geoestratégia, a ponto de se vir a modificar a forma como hoje percebemos o mundo.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Voltando à minha experiência pessoal: nos últimos meses estive envolvido na criação e prototipagem final de várias inovações de dois instrumentos musicais a que me dedico: a marimba e o vibrafone. Estão a ser realizadas com várias equipas de R&D, nos EUA, China e Holanda. Nas várias visitas de R&D que tenho feito, é bom sentir que estes dois avanços tecnológicos/artísticos nasceram em Portugal e que a imagem transmitida é a de um país moderno, imbuído de uma tradição quase milenar.

    • Peter Villax

      Peter Villax

      Administrador

      Positivamente: - Prémio Nobel da Medicina, sobre a diferenciação de células não estaminais. - Inovação fiscal: a possibilidade de o IRC vir a baixar para 10%. Negativamente: - O atraso na promulgação de nova lei sobre os ensaios clínicos em Portugal, em preparação há dois anos.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      A nível nacional, continuo anualmente a ser marcado pelos prémios atribuídos pela COTEC em parceria com o BPI e com a Unicer. Tal sucede em resultado de os critérios de selecção adoptados pelos júris serem exigentes e de tomarem simultaneamente em conta desenvolvimento tecnológico e o impacto económico deste. A nível internacional, tal como referi em edições anteriores, quase todas as semanas me detenho em notícias que relatam desenvolvimentos espantosos (em variadíssimos sectores de actividade), sem que, na minha cabeça (ou, se se preferir, no que resta dela), nenhum verdadeiramente se sobreponha aos restantes.

    • Rui Paiva

      Rui Paiva

      Presidente

      Nenhuma em concreto. Diria que talvez a evidência da necessidade da reforma dos Estados Europeus, nas suas políticas governamentais/estatais/sociais, que irão em muito condicionar o futuro (a efectiva necessidade) da inovação na Europa.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      1) GreenBottle: Novo tipo de embalagem de líquidos desenhada como alternativa ambientalmente segura às garrafas de plástico e cartões laminados. Feita de papel com um fino vedante plástico no interior. Após utilização, papel e plástico são facilmente separáveis para reciclagem. 2) AQUASAFE / SIMTEJO: Maior eficiência na gestão de operações da rede de tratamento de águas residuais da SIMTEJO potenciando a utilização de informação em tempo real e a sua perfeita integração com ferramentas de previsão e diagnóstico. Objectivos de maior racionalidade no uso de água, redução de vazamentos e optimização do uso de energia. 3) Consumo partilhado (shared consumption): Uma das mais importantes tendências sociais identificadas pelo World Economic Forum consiste na partilha de recursos, situações e experiências de consumo como forma de permitir ao consumidor optimizar o custo e a utilização dos bens e serviços.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      1) A empresa Portuguesa Active Space Technologies foi criada em 2004 e tem agora um pacote de encomendas para entregar à Agência Espacial Europeia em 2013 no valor de um milhão e meio de euros. Esta empresa teve uma facturação em 2012 superior a 800 mil euros. 2) A campanha ’Portugal Sou Eu‘ promove produtos portugueses, podendo render pelo menos 700 milhões de euros, ao mesmo tempo que promove a produção e consumo de produtos nacionais. A iniciativa tem a colaboração de várias associações industriais e comerciais e também da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).

  • a). Estimulam o empreendedorismo em Portugal

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      Desconheço

    • Alcino Lavrador

      Alcino Lavrador

      Presidente Executivo

      1)A recente consciencialização da necessidade da re-industrialização do país (e da Europa) como caminho para o crescimento. 2)As primeiras medidas de suporte ao Programa Estratégico para o Empreendedorismo e a Inovação (+E+I) como sejam: PME Digital e a iniciativa “+Empresas”. É necessário algum tempo para verificar até que ponto estas medidas serão adoptadas pela sociedade e qual o impacto que provocarão. 3) O terceiro factor que destacaria, não tem impacto apenas em Portugal mas em toda a Europa: em 11 de Novembro passado, o Parlamento Europeu atingiu um acordo histórico através da aprovação de um conjunto de diplomas que porá em prática uma patente única em 25 países da União Europeia. O acordo entrará em vigor no dia 1 de Janeiro de 2014 e prevê-se que as primeiras patentes comunitárias sejam concedidas a partir de Abril desse ano. Este é um importante passo na valorização e defesa da propriedade intelectual e industrial, abrindo caminho à maior facilidade de internacionalização de novas propostas de valor para o mercado.

    • Ana Moutela

      Ana Moutela

      Directora-Geral

      A situação económica do País e a falta de emprego são, por si só, um estímulo ao empreendedorismo, a história demonstrou ao longo de séculos que para os Portugueses “A necessidade aguça o engenho”. Acredito muito nos jovens deste País, certamente conseguirão contornar os obstáculos e criar um clima facilitador para mostrar ao mundo o potencial que temos. São os nossos melhores embaixadores.

    • António Melo Pires

      António Melo Pires

      Director-Geral

      Promoção nas escolas e universidades de disciplinas específicas para empreendedorismo.

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      1) Ainda a absoluta necessidade de agir em face da contracção / estagnação do mercado interno. 2) A maior consciência para a importância da propriedade intelectual como motor de produtividade - melhorias no registo de patentes. - Exemplos de empresas a seguir (eg. IPOs com sucesso – eg. EDP Renováveis; êxitos com sucesso – eg. Chipidea).

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      A crise tem fomentado uma atitude nova em relação ao empreendedorismo, em particular nos mais jovens que vêem esta opção como uma alternativa cada vez mais interessante num mercado com poucos empregos e perspectivas reduzidas de progressão corporativa.

    • Carlos Faro

      Carlos Faro

      Presidente Conselho de Administração

      Falta de oportunidades nas saídas profissionais convencionais e maior consciência para a temática.

    • Francisco Veloso

      Francisco Veloso

      Director

      [factores existentes] 1) Um conjunto cada vez mais significativo de investigadores com capacidades técnicas e investigação científica de ponta. 2) Prémios reconhecidos de apoio a projetos inovadores com cariz empreendedor (eg. BES Inovação; EDP Inovação). 3) Várias incubadoras e aceleradoras no país com uma ideia clara do seu papel no estímulo ao empreendedorismo (ex. Start-up Lisboa, Fábrica de Startups, a minha própria escola, a Católica-Lisbon). 4) Clubes/Iniciativas de Empreendedorismo nas universidades.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      1) Educação e qualificação. 2) Disseminação de exemplos bem sucedidos de empresas inovadoras com dimensão global, para promover a ambição. 3) Modelos de financiamento que garantam capacidade de suporte dos projectos empreendedores.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      1) Criação e crescimento de plataformas para incubação e desenvolvimento de projectos de empreendedorismo. 2) Fomento do empreendedorismo a nível universitário; 3) Novos mecanismos de financiamento.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      O reconhecimento da necessidade de interacções sistemáticas entre empresas, instituições do ensino superior e centros de investigação.

    • José Joaquim de Oliveira

      José Joaquim de Oliveira

      Presidente

      1) A situação adversa do país, com perspectivas de emprego preocupantes, sobretudo para os jovens. 2) A colocação da invocação e do empreendedorismo no topo da agenda nacional, que, apesar de ainda escassa, tem surtido um efeito positivo (não estamos já no fundo da tabela da Europa neste domínio, apesar de ainda termos longa caminhada pela frente). 3) Desburocratização dos processos. 4) Criação de estímulos governamentais, designadamente no domínio da legislação fiscal. Não existem ou são insuficientes. 5) Ensino do empreendedorismo nas escolas, sobretudo nas universidades. O que existe é positivo mas é muito pouco.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      1) A nossa herança arquitectónica, a sua recuperação e transformação em prol de um turismo que aprecie. 2) A nossa riqueza de ligações à lusofonia, de forma equilibrada com os diferentes países. 3) A nossa capacidade de inovar e de empreender ao nível das micro e pequenas empresas. 4) A nossa capacidade de emigrar e vencer noutros destinos, sem cortamos com o País nem perdermos a identidade (vejam o aumento das remessas de emigrantes).

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      1) Algumas características culturais ligadas ao espírito de iniciativa em situações de adversidade. 2) Desenvolvimento de iniciativas e redes de carácter cooperativo, de que é exemplo a COTEC. 3) Algum espaço mediático de valorização de novas competências, de aprendizagem ao longo da vida, de bons exemplos no domínio da ciência e de empresas de base tecnológica, como estímulo a novos comportamentos.

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      1) Vocação; 2) Necessidade; 3) O reconhecimento de que inovar permite obter resultados superiores aos das empresas que não inovam.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      1) Neste momento a necessidade é o principal motivador/forçador do empreendedorismo. 2) Crescente número de profissionais qualificados numa situação de desemprego, juntamente com a redução de oportunidades no mercado de trabalho, obriga à criação do próprio emprego, muitas vezes em áreas distintas das suas profissões e mesmo habilitações. 3) Crescente consciencialização de todas as entidades, públicas e privadas, para a importância de iniciativas empresariais. 4) Canais de distribuição mais acessíveis e com menores barreiras à entrada. 5) Resiliência enquanto cultura portuguesa para enfrentar a adversidade.

    • Paulo Pereira da Silva

      Paulo Pereira da Silva

      Presidente

      Tal como o copo de água meio cheio ou meio vazio, também o actual contexto sócio-económico nacional pode patrocinar o aparecimento de novos empreendedores em Portugal e consequentemente novos casos de sucesso. Todavia é junto dos mais novos que esta “necessidade de irreverência inteligente” se incute. Uma vez mais, trata-se de um processo de aprendizagem contínuo que se inicia nos bancos das escolas e se aprofunda na sociedade em geral. Trata-se do reconhecimento das dificuldades e da certeza que é possível ultrapassá-las.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Uma aposta fortíssima numa cultura de Cultura, de identidade. Já o tinha referido em Janeiro de 2012 e reitero: é urgente fomentar uma política de excelência e meritocracia, de forma a que exista – a um nível macro e micro – uma gestão eficaz (refiro-me ao Estado), uma promoção dos melhores, mais empreendedores, mais enérgicos e criativos. São esses sim, que com a devida visibilidade podem ajudar a disseminar a semente da inovação e sucesso.

    • Peter Villax

      Peter Villax

      Administrador

      O empreendedorismo está a ser fortemente estimulado pelo facto que o Estado está gradualmente a sair de sectores em que não deve ter actividade. A redução do papel do Estado na vida nacional cria oportunidades de empreendedorismo.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      A aposta das Universidades na promoção do empreendedorismo.

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      Infelizmente, a necessidade que decorre da falta de emprego, qualificado ou não. Também, mas em menor grau, o despertar entre as camadas jovens mais qualificadas de algum gosto pelo ownership não só de ideias mas também do valor que delas poderá decorrer.

    • Rui Paiva

      Rui Paiva

      Presidente

      A necessidade!!!

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      1) Retorno dos capitais investidos. 2) Realização pessoal. 3) A I&D para a construção e inovação permanente de marcas, numa perspectiva de diferenciação sustentada. 4) O património cultural rico e único. 5) Os recursos endógenos, principalmente os exclusivos. 6) A disponibilidade de mão-de-obra qualificada. 7) As dinâmicas de rede e a partilha de recursos.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      1) Continuação do investimento a nível de Ciência, Tecnologia e Inovação. 2) Investigação de excelência nas Universidades e Centros de I&D conduz à investigação em áreas criativas e inovadoras, mantendo um nível de rigor elevado.

  • b). Dificultam o empreendedorismo em Portugal.

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

      Gosto pelo risco, falta de organização e ambição, burocracia, corrupção, lentidão e ineficácia da justiça.

    • Alcino Lavrador

      Alcino Lavrador

      Presidente Executivo

      1)Dificuldade de acesso a financiamento 2) Elevada taxa de emigração de jovens qualificados 3) Baixa tolerância ao insucesso 4) Má imagem de Portugal no estrangeiro e nos mercados. É, no entanto, de louvar a iniciativa que a PT tomou ao trazer a Portugal um grupo de analistas e investidores cuja carteira ascende a um trilião de dólares. Durante 2 dias, na Conferência de Tecnologia e Inovação, assistiram à capacidade de desenvolvimento tecnológico, e não apenas no sector das comunicações. Quinze empresas tecnológicas portuguesas estiveram expostas aos analistas e investidores internacionais, numa oportunidade única para se mostrarem e venderem a sua proposta de valor, contribuindo ao mesmo tempo para uma melhoria da imagem de Portugal. Este é um exemplo do papel que as grandes empresas internacionais portuguesas podem e devem fazer pelo país. A sua capacidade de acesso a instituições decisoras dos grandes investimentos internacionais pode contribuir para uma melhoria da imagem de Portugal, ao mesmo tempo que pode expor o que melhor se faz em Portugal em tecnologia.

    • Ana Moutela

      Ana Moutela

      Directora-Geral

      A maior dificuldade está na falta de recursos, na captação de capitais e na dificuldade na obtenção de empréstimos. Por outro lado, a inexistência de uma verdadeira cultura de empreendedorismo dificulta a criação de sinergias e de envolvimento em projectos de inovação.

    • António Melo Pires

      António Melo Pires

      Director-Geral

      Capacidade de industrialização dos processos inovadores; Promoção de cooperação entre empreendedores/universidades/empresas.

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      1) Ainda a situação da justiça (que está em curso de ser corrigida - mas se perpetua com constantes defesas de índole corporativista). 2) A dimensão do mercado nacional – insuficiente para assegurar massa crítica em muitos negócios. 3) A falta de uma cultura de respeito e reconhecimento pela importância dos empresários, enquanto criadores de riqueza.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      O actual enquadramento económico, embora estimule uma atitude empreendedora, também oferece poucas oportunidades de arranque no mercado nacional. Este facto aumenta o grau de dificuldade do desafio e a quantidade de custos iniciais a suportar pelas novas empresas pois obriga a que algumas delas abram escritórios desde o início em geografias externas.

    • Carlos Faro

      Carlos Faro

      Presidente Conselho de Administração

      Aspectos culturais associados à falta de iniciativa individual e ao estigma social do falhanço. Em Portugal ainda não conseguimos distinguir o erro bom, que faz parte do processo de crescimento, do dolo.

    • Francisco Veloso

      Francisco Veloso

      Director

      1)A dificuldade de acesso a capital para as empresas, em especial na fase inicial antes de a empresa ter maturidade para mobilizar venture capital. 2) Baixa qualificação e conhecimento específico da população, que limita o potencial das iniciativas empreendedoras. 3) Elevadíssima carga fiscal no país para pessoas e empresas. 4) Capacidade limitada das universidades na criação de condições para que os seus investigadores explorem o seu trabalho científico num contexto empreendedor. 5) Sistema que exige demasiadas garantias pessoas dos empreendedores para financiar o desenvolvimento da empresa. 6) Demasiada ênfase e instrumentos dedicados a projetos pouco ambiciosos e com pouco potencial de impacto económico.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      1) Uma cultura de aversão ao risco e de forte dependência de terceiros na nossa vida activa. Isso altera-se estabelecendo referências (os exemplos), qualificando, orientando o ensino superior à resolução de problemas, formando auto-estima e ambição nos mais jovens. 2) O clima de incerteza, indecisão e desilusão, que a crise em Portugal e na Europa nos trouxe torna maior a aversão ao risco, aumenta o desânimo, instala a desmotivação e falta de energia.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      1) Fraca cultura empreendedora e deficiente participação cívica. 2) Débil educação para o empreendedorismo nas escolas; 3) Dificuldades de financiamento; 4) Falta de apoio em caso de insucesso.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      O fechamento sobre os problemas próprios e a falta de vontade de comunicar com os outros.

    • José Joaquim de Oliveira

      José Joaquim de Oliveira

      Presidente

      1) Cultura de penalização do falhanço, a qual alimenta a aversão ao risco. 2) A ainda insuficiente disponibilidade de investimento - investidores e quantidade de dinheiro - e limitada ajuda governamental agora ainda maior devido às restrições orçamentais. Apesar do mérito do que já existe a nível privado e do esforço do governo. 3) Falta de qualificações, que se traduz num número ainda reduzido de empreendedores e de projectos com a qualidade suficiente para justificar a aposta.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      1) Demasiadas organizações a competirem pelo mesmo espaço de apoio e suporte, sem nenhuma coordenação aparente nem resultados que justifiquem a sua existência. 2) Entidades que alteram as regras do jogo a meio do jogo, que escondem as regras ou as tornam simplesmente obscuras. 3) Insistência num sistema onde quem tem capital tem acesso a mais capital e quem não tem capital, não. 4) Capital de investimento parado, localmente ou em paraísos fiscais, sem aplicação no desenvolvimento do País, refém da falta de mecanismos de gestão de risco modernos. 5) Falta de planeamento e de execução à altura das ideias e do talento criativo que temos.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      1) Existência dum ambiente económico em Portugal e na Europa fortemente negativo, traduzido em quebras ou forte diminuição do ritmo de crescimento do PIB, bem como a forte redução do investimento público, nomeadamente nas actividades com forte articulação entre iniciativa empresarial privada e os níveis de investimento público. 2) Dificuldades de articulação entre competências científicas e de gestão nos projectos empresariais de forte pendor em conhecimento. 3) Escassos mecanismos de estímulo articulando acesso ao crédito e ao capital de risco nas start-ups. 4) Necessidade de estímulos persistentes na difusão do espírito empreendedor ao nível dos sistemas de ensino.

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      1) Burocracia; 2) Dificuldades de financiamento; 3) As medidas de austeridade; 4) A enorme carga fiscal; 5) A instabilidade das políticas económicas.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      1) Burocracia pesada e complexidade dos instrumentos legislativos, nomeadamente em termos de regulamentação e legislação sobre as actividades económicas. 2) A actual elevada carga fiscal. 3) Sistema financeiro avesso ao risco e pouco flexível. 4) Baixa qualificação da população. 5) Dificuldade de financiamento de projectos inovadores apresentados por novos empreendedores. 6) Lentidão da aprovação de incentivos é muitas vezes castradora para o avanço de muitos projectos. 7) Instituições de ensino pouco vocacionadas para a formação e promoção de empreendedores. 8) Ausência de uma cultura de exigência, de verdadeiro mérito e de iniciativa.

    • Paulo Pereira da Silva

      Paulo Pereira da Silva

      Presidente

      A política na inovação versus a cultura da inovação.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      As respostas a esta questão são, largamente, respondidas num vídeo que, por mero acaso, visualizei na internet (no seguinte link: http://www.publico.pt/multimedia/video/video-patriotismo-20130103-174700). Não sei se o termo patriotismo será o mais adequado, pelo que aconselho a visualização deste vídeo com o conceito “identidade” em mente.

    • Peter Villax

      Peter Villax

      Administrador

      Impostos, burocracias, atrasos no licenciamento.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      Ausência de incentivos para start-ups o que coloca o País em desvantagem competitiva com outras regiões em que eles existem; Podemos assim começar a perder possíveis novas empresas a favor de outras regiões onde esses incentivos existem. Não são apenas as pessoas que podem emigrar!

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      A falta de qualificação, com todas as suas implicações (que vão desde a falta de rigor na análise de oportunidades de negócio até à própria falta de disponibilidade para "sujar as mãos" na preparação e na melhoria de tais oportunidades).

    • Rui Paiva

      Rui Paiva

      Presidente

      A cultura do risco e do capital de risco.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      1) A dificuldade de financiamento. 2) A escassez de marcas fortes de nível global. 3) A discriminação entre Grandes Empresas e PME, nomeadamente a inexistência de estratégias de promoção de tracção empresarial a nível nacional e internacional que potenciem sinergias económicas e de internacionalização. 4) A progressiva diminuição de competências básicas pelas novas gerações. 5) A incoerência regulamentar que ora onera o empreendedor com excessos burocráticos, ora o desprotege por falta de regulamentação adequada à sua actividade económica. 6) A reduzida eficiência da administração pública. 7) A falta de alinhamento da produção do sector científico com as necessidades do sector empresarial. 8) A perda de capital humano qualificado para outros países. 9) A injustiça e incoerência fiscais..

    • Zita Martins

      Zita Martins

      1) Demasiada legislação a nível de registo de patentes; os custos a nível da União Europeia são também muito mais elevados do que nos Estados Unidos; 2) Falta de comunicação e contacto entre Empresas e Universidades. Por exemplo, empresas na área do desenvolvimento de tecnologia espacial reconhecem que a falta de formação universitária está a dificultar a contratação de mão-de-obra.

  • 4. Que medidas teria incluído no Orçamento de Estado para 2013, para estimular práticas e apostas na Inovação ao nível das empresas?

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

    • Alcino Lavrador

      Alcino Lavrador

      Presidente Executivo

      1) Na eficiência operacional: 1.1) Maximizar sinergias internas evitando duplicações de esforço e fomentar a reutilização de desenvolvimentos entre áreas; 1.2) Minimizar o desperdício procurando gastar apenas o essencial e que gere maior valor; 1.3) Foco em produtos/mercados prioritários 2) Na estratégia de cooperação nacional 2.1). Procurar sempre em primeiro lugar parceiros nacionais para as necessidades da empresa e para as oportunidades que surgem no mercado nacional e internacional 2. Na estratégia de cooperação nacional 1) Programa de incentivo à contratação de doutorados pelas empresas através de benefícios fiscais, fosse por redução da TSU a suportar pelas empresas ou outra medida de impacto similar. 2) Criação de bolsas de apoio ao doutoramento em ambiente empresarial, permitindo um regime formativo misto entre universidade e empresa. Da mesma forma que o ponto anterior, as empresas que acolhessem doutorandos obteriam benefícios fiscais. 3) Programa de benefícios para as universidades que melhor trabalhem a transferência de tecnologia para a indústria. 4) Incentivos às empresas que usassem propriedade intelectual nacional em detrimento de estrangeira.

    • Ana Moutela

      Ana Moutela

      Directora-Geral

      Mais do que incluir medidas de inovação avulsas no Orçamento o que sinto verdadeiramente falta é da existência duma política de fundo de forma a permitir criar uma cultura de inovação,. Isto faz-se revolucionando o pensamento na Escola e demora décadas, mas se não começarmos agora, demora mais. Na minha opinião é necessário estimular a criação de I&D como fazendo parte do nosso ADN, em casa, na escola, na universidade e na empresa. A partir do momento que a inovação passa a fazer parte do ADN da empresa, os resultados são extraordinários e a percepção dos problemas muda. As crises deixam de ser obstáculos intransponíveis para darem lugar a desafios a ultrapassar. Na minha opinião é necessário estimular a criação de I&D como fazendo parte do nosso ADN, em Casa, na Escola, na Universidade e na Empresa. A partir do momento que a inovação passa a fazer parte do ADN da empresa, os resultados são extraordinários e a percepção dos problemas muda. As crises deixam de ser obstáculos intransponíveis para darem lugar a desafios a ultrapassar.

    • António Melo Pires

      António Melo Pires

      Director-Geral

      Estabelecimento de metas e métricas que permitam controlar a eficácia das políticas e incentivos de inovação e de garantir a adequabilidade dos meios empregues no desenvolvimento de factores de competitividade das empresas (produtividade, qualidade, custo).

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      1) Combate Informático / Automático a Evasão Fiscal - num leque muito alargado de CAEs. 2) Dedução de todas as Facturas de Despesas Apresentadas pelos Privados em sede de IRS - sem limite, pequena % (eg 2%) do IVA escolhido. 3) Deduções fiscais para mecenato universitário - só faz sentido se as empresas realmente pagarem o IRC que devem - voltamos aos dois primeiros pontos desta proposta.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      O Orçamento do Estado de 2013 tinha uma margem de manobra extremamente reduzida e por isso qualquer estímulo significativo, para além do SIFIDE, seria difícil de implementar e inclusive de explicar aos portugueses. Até que Portugal entre numa fase final do programa de ajustamento será difícil introduzir medidas que se baseiem em apoios financeiros ou fiscais para a inovação. Até essa altura as empresas portuguesas deverão orientar os seus esforços para a obtenção de apoios sobretudo a nível europeu e trabalhar mais em conjunto, através de parcerias, para alcançar mais com menos, mesmo que isso implique dividir ganhos.

    • Carlos Faro

      Carlos Faro

      Presidente Conselho de Administração

      Não conheço o Orçamento do Estado para 2013 para além daquilo que nos diz respeito como contribuintes. Parece-me, todavia, que seria importante diferenciar positivamente do ponto de vista fiscal as empresas inovadoras, reduzindo, por exemplo os encargos para a segurança social dos trabalhadores envolvidos em I&D.

    • Francisco Veloso

      Francisco Veloso

      Director

      A principal alteração que consideraria são os incentivos fiscais orientados. Alguns exemplos incluem: 1) Reduzir o IRC (e o pagamento especial por conta) para novas empresas de base tecnológica com forte ambição internacional; 2) Quadro fiscal mais favorável para instrumentos de capital semente e de risco dirigidas a iniciativas inovadoras e com vocação internacional; 3) Incentivos fiscais para o reinvestimento dos lucros na empresa.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      1) A descida de IRC para empresas exportadoras é uma boa medida. 2) A promoção de contratação de doutorados, e.g. através de isenção de TSU (do tipo daquela que surgiu agora para as startups). 3) Instituiria um mecanismo em que empresas inovadoras pudessem vender “tax credits” decorrentes de prejuízos fiscais e/ou custos de I&D às empresas com lucros (por exemplo, como apresentado em www.njeda.com/web/Aspx_pg/Templates/Npic_Text.aspx?Doc_Id=1138&menuid=1204&topid=718&levelid=6&midid=1175 Com isto as empresas, em particular as start-ups, poderiam ter cash para investir continuadamente em I&D.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      Incentivos fiscais para PME exportadoras de bens e/ou serviços Fundos para scaling-up / replicação de projectos de inovação social.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      A criação de um fundo para projectos criadores de massas críticas através do estabelecimento de parcerias entre empresas, instituições do ensino superior e centros de investigação.

    • José Joaquim de Oliveira

      José Joaquim de Oliveira

      Presidente

      1) Incentivo fiscal para os investidores em projectos de inovação (ou empresas novas com produtos inovadores) que criem emprego directo e aumentem as exportações com incorporação significativa de valor nacional. 2) Medidas de redução dos custos de instalação das empresas novas ou internacionais que optem por se instalar no país. 3) Implementação rápida de medidas (algumas porventura já decididas em fase final de preparação) conducentes ao aumento de eficácia da justiça.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Continuo a achar que as empresas precisam de exportar cada vez mais, ao mesmo tempo que devem apostar no preenchimento quase total das necessidades locais para equilibrar a nosso favor a balança de pagamentos. Para exportar, e estando cientes que alguns dos países destino típicos estão com tendências de redução de importações, é preciso conhecer os mercados destino e criar redes de pessoas locais, capazes e transparentes. Todas as medidas que permitam aos empresários fazerem isto com mais agilidade e eficácia são imprescindíveis. No que toca à importação, a identificação dos maiores importadores e o desenho de medidas que por um lado lhes permitam montar localmente redes e clusters de fornecimento, por outro lhes dificulte ou até proíba de importar quando exista oferta local são medidas igualmente imprescindíveis. O primeiro a dar o exemplo devia ser o Estado, comprando local mesmo que isso obrigasse a investimento no tecido empresarial.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      Iniciativas mais equilibradas entre os esforços de contenção orçamental e aqueles visando preparar as bases para um projecto de desenvolvimento económico, assente no reforço dos bens e serviços dirigidos ao mercado mundial, com forte incorporação em conhecimento.

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      Uma descida do IRC para empresas inovadoras e exportadoras.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      1) Necessariamente benefícios fiscais e aposta na formação. 2) Medidas de discriminação positiva para as empresas mais inovadoras. 3) Simplificação e transparência no acesso a incentivos à I+D+I. 4) Aumento mais moderado da carga fiscal: esforço maior na diminuição da despesa pública de forma a evitar aumento tão elevado dos impostos. 5) Condições especiais no recrutamento de profissionais para projetos I+D+I. 6) Aposta em programas de empreendedorismo ao nível micro/individual como resposta à necessidade do País em criar valor pela população inactiva.

    • Paulo Pereira da Silva

      Paulo Pereira da Silva

      Presidente

      - A introdução de benefícios fiscais para empresas exportadoras; 1) A introdução de benefícios fiscais para empresas exportadoras; 2) O reforço da aposta na formação; 3) A atribuição de benefícios concretos às empresas mais inovadoras; 4) O acelerar do processo de desburocratização do interface Estado.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Medidas que privilegiassem o mecenato cultural privado, com majorações em 200%, exclusivo para organizações culturais sem fins lucrativos, com capacidade de realização, com efectiva ligação à comunidade envolvente e efectivo compromisso com o desenvolvimento profissional dos criadores e artistas a elas associados.

    • Peter Villax

      Peter Villax

      Administrador

      No orçamento, nenhumas, acredito em orçamentos exclusivamente macro-económicos. Ao nível de medidas de cada ministério, os apoios concedidos a empresas devem ter uma forte componente de avaliação de resultados. Devemos medir pelos outputs produzidos, e não pelos inputs consumidos. Na avaliação da inovação, devemos medir pela renovação do portfólio de produtos e serviços e em sectores relevantes, pelo número de patentes de invenção registadas.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      1) Redução forte de impostos para novas start-ups (não implica perda de receita pois essas empresas ainda não existem) por um período entre 3 a 5 anos; 2) Redução de IRC para empresas em geral se não for possível aplicar essa redução apenas para as exportadoras.

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      Redução do pagamento de IRC a empresas exportadoras, com diferenciação da redução em função (i) da intensidade tecnológica dos produtos (bens ou serviços) exportados, ou (ii) da conquista de novos mercados externos. Por esta via conseguir-se-ia complementar os actuais incentivos à inovação pelo lado dos meios a ela afectados (via SIFIDE) com apoios atribuídos em função de resultados da inovação (no desenvolvimento de novos produtos exportáveis).

    • Rui Paiva

      Rui Paiva

      Presidente

      1) Acordo parlamentar para a elaboração da Constituição para o século 21. 2) Alteração da constituição para permitir que grupos cívicos possam candidatar-se às eleições legislativas com as mesma condições que os actuais partidos. O valor a investir nas campanhas deve ser OBRIGATORIAMENTE o mesmo, para que as condições sejam exactamente iguais, assim como tempos de antena, debates, etc. (hoje é totalmente impossível a um partido entrante conseguir ter bons resultados em virtude da TOTAL falta de equidade à partida). 3) Redução de Custos e incremento de eficiência. 3.1) Merge entre o Ministério da Economia e o Ministério dos Negócios (negócios é Economia a meu ver) Estrangeiros. 3.2) Merge entre o Ministério da Defesa e o Ministério da Administração Interna (sei que se alega que as Forças Armadas nos defendem do exterior e as de Segurança defendem o "interior". Não me parece em contexto de crise que tenha sentido termos N pessoas paradas à espera de uma "futura" guerra com o exterior, quando se anda a contratar polícias!!! Nada melhor para as Forças Armadas estarem preparadas para uma possível "guerra", do que andarem na rua em função policial). 4) Flexibilização total dos contractos de trabalho. Todos os contractos deveriam passar a ter aquando da sua assinatura, a respectiva claúsula de rescisão (mínima de 3 meses de salário, máxima, os meses de salário que cada um conseguir/puder negociar – tal como o faz hoje com o salário mensal). 5) Passar a incluir formação Técnica Obrigatória em todos os cursos, para os anos 10.º e 11.º. 5.1) No 12.º ano os alunos optam por formação Técnica (1 ano na área técnica escolhida) ou formação universitária (3 anos Bolonha). 5.2) Todos os alunos que aos 18 anos não estiverem a estudar ou estiverem sem emprego ou não tiverem completado ainda o 9.º ano (homens e mulheres), devem OBRIGATORIAMNETE fazer formação militar, a qual deve ter a duração de 1 ano (3 meses de instrução militar e 9 meses de formação Técnica, como por exemplo: Electricista, Mecânico, Agricultor, Polícia, Cozinheiro, etc.). 6) Foco no Turismo, Agricultura e Indústria Produtiva. 6.1) Criação de modelos de apoio ao desenvolvimento destas indústrias por capital estrangeiro, com benefícios fiscais (ex: IRC totalmente convertível em novas contratações ou novas áreas de investimento num sector DIFERENTE; ex: é do sector de Turismo e pode aplicar o total do IRC no sector Agrícola), e sempre que a gestão executiva tiver 75% de executivos Portugueses (a ideia é ter a passagem de conhecimento para gestores Portugueses, para que em caso de saída destas empresas, os mesmos possam ter conhecimento para poder manter as empresas em actividade via processos de BPO). 6.2) Isenção de pagamento de SS pelo período de 3 a 5 anos (dependente do BP) para todos os empregados que forem contratados aos quadros efectivos do Estado ou que estiverem no subsídio de desemprego há mais de 1 ano (se for apenas no desemprego, poderíamos ter situações em que as pessoas ficavam desempregadas para serem contratadas e assim a empresa receber a isenção). 7) Empresas exportadoras de VAB igual ou superior a 50%. Dedução do valor de IRC em novos projectos de expansão da actividade, que consumam o IRC (quer em investimento quer em novas contratações) pelo período de 3 a 5 anos. Similar a 6.1e 6.2 8) Reformulação do processo dos números clausus universitários para uma nova dinâmica associada à empregabilidade dos mesmos. Todos os anos as 5 mil maiores empresas e os organismos do Estado (nomeadamente Ministério da saúde e educação) devem enviar para o ME em Janeiro as suas necessidades estimadas de headcount e a sua respectiva formação. Depois de recolhidos os número e tratados, deverão então ser calculadas as vagas por cada curso para o início do novo ano lectivo (esta medida iria fazer com que tivéssemos sempre alinhada a oferta e procura, ao mesmo tempo que o Estado não investe dinheiro para no final ter pessoas desempregadas e desmotivadas). 9) Governo Legisla (Ministros e Assembleia), Regula (Ministérios e Autoridades da Concorrência) e Penaliza (Justiça e Administração Interna)... devendo abandonar todas as actividades operacionais fora destes 3 pilares fundamentais. 10) Privados Gerem e Operacionalizam. Todas as empresas e serviços do Estado (que não dentro dos 3 pilares do ponto 9) devem ser privatizadas ou concessionadas, com a garantia contratual de que todos os serviços sociais associados deverão ser prestados com igual ou superior qualidade, com igual ou menor preço (ao que parece é o que aconteceu com a ANA). 11) Toda a economia informal paralela deve ser punida em coima, por 1000 vezes no valor incorrido e proibição de exercer a actividade de 1 (mínimo) a 3 anos (exemplificativo de que tem de ser algo extremista para dissuadir de vez as pessoas). ...e FAZER ACONTECER!

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      1) A elegibilidade em sede de SIFIDE de despesas de inovação derivadas directamente de projectos de I&D financiados pelo QREN ou pelo 7.º Programa-Quadro da União Europeia. 2) O financiamento por um período máximo de 3 anos de iniciativas de tracção empresarial associando Grandes Empresas com taxas de exportação superiores a 50% das vendas a PME que pretendam oferecer inovações para as actividades das primeiras. 3) O financiamento de estágios de longa duração (até 3 anos) de jovens qualificados (nível V e VI) contratados para a execução de actividades de I&D, inovação ou internacionalização. 4) O fomento da realização remunerada de serviços de consultoria a empresas por parte de departamentos universitários, envolvendo simultaneamente docentes e estudantes, como parte da formação curricular destes últimos.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      1) Fomentar a criação de emprego através de estágios "não remunerados" (em que as refeições e transporte até ao emprego seriam pagos). Ao fim de alguns meses uma percentagem significativa dos estagiários teria obrigatoriamente de ficar nos quadros das empresas. 2) Criação de bolsas de doutoramento e Pos-Doc pelo Ministério da Ciência em que o tema de investigação seria ditado pela Indústria. Durante o doutoramento/Pos-Doc a Empresa não teria de pagar nada (excepto se houvesse criação de patentes). Após a conclusão do doutoramento/Pos-Doc, o Investigador teria que obrigatoriamente ser empregue pela Empresa. 3) Redução dos impostos (IRC) para pequenas e médias empresas de modo a fomentar o crescimento económico destas e estimular a concorrência face às grandes empresas. Além disso, esta medida estimula o investimento de empresas estrangeiras que pretendam investir em Portugal.

  • 5. Quais as prioridades das organizações que dirige/acompanha face à actual conjuntura do País?

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

    • Alcino Lavrador

      Alcino Lavrador

      Presidente Executivo

      1) Na eficiência operacional: 1.1) Maximizar sinergias internas evitando duplicações de esforço e fomentar a reutilização de desenvolvimentos entre áreas; 1.2) Minimizar o desperdício procurando gastar apenas o essencial e que gere maior valor; 1.3) Foco em produtos/mercados prioritários 2) Na estratégia de cooperação nacional 2.1). Procurar sempre em primeiro lugar parceiros nacionais para as necessidades da empresa e para as oportunidades que surgem no mercado nacional e internacional 2. Na estratégia de cooperação nacional a. Procurar sempre em primeiro lugar parceiros nacionais para as necessidades da empresa e para as oportunidades que surgem no mercado nacional e internacional

    • Ana Moutela

      Ana Moutela

      Directora-Geral

      Vou continuar o plano de trabalho dos últimos dois anos. As empresas saudáveis têm capacidade para se adaptarem face a climas de incerteza e menos favoráveis. Face à conjuntura actual e, tal como no passado, sempre que a economia estagna aquilo que faço é aproveitar para “arrumar” a casa. O entorno convida a um olhar mais crítico e são, normalmente, bons momentos para detectar algumas ineficiências, melhorá-las e aumentar a eficácia da empresa. Por outro lado, é um bom momento para investir em imagem e em modernização de sistemas, porque ajuda a criar um clima de confiança com colaboradores e clientes. Gosto de desafiar a excelência, é a única maneira de falarem de Portugal como um bom caso de sucesso, já que por dimensão não conseguimos, somos demasiado pequenos…

    • António Melo Pires

      António Melo Pires

      Director-Geral

      Redução de custo, aumento de produtividade, qualidade e aposta na diferenciação de novos processos.

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      1) Crescimento acelerado com base em IP. 2) Crescimento acelerado com base em internacionalização. 3) Sustentação das empresas com base em equipas profissionais, completas e polivalentes.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      As três grandes prioridades estratégicas do Grupo (crescimento focado, risco controlado e eficiência superior) têm-se revelado particularmente resilientes aos diferentes enquadramentos de mercado e por isso, embora se tenha alterado a ponderação de cada uma das prioridades no portfólio de atividades, o Grupo não mudou de estratégia.

    • Carlos Faro

      Carlos Faro

      Presidente Conselho de Administração

      Aumentar o nível de internacionalização, desde o financiamento até à comercialização, e apostar numa maior diferenciar em nichos estratégicos de especialização.

    • Francisco Veloso

      Francisco Veloso

      Director

      A principal prioridade é claramente a continuação do processo de internacionalização da escola iniciado há vários anos e que irá prosseguir. Isso significa mais alunos e professores internacionais, mais programas fora de Portugal e mais visibilidade e impacto internacional da investigação. Simultaneamente existirá também uma preocupação importante em ter um papel activo e dinamizador da função empreendedora, quer nos alunos da Católica-Lisbon, quer fora.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      1) Exportar, redireccionando investimento para melhorar e dar mais ambição a esse objectivo principal. 2) Diversificar fontes de financiamento, nomeadamente procurando-as noutras geografias.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      Aposta no diálogo concertado e promoção de iniciativas dirigidas à formação e reciclagem de competências dirigidas a jovens desempregados. Mapeamento/Concursos de ideias/fundos dedicados à inovação e empreendedorismo social.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      A inovação, a qualificação, a inclusão, a internacionalização.

    • José Joaquim de Oliveira

      José Joaquim de Oliveira

      Presidente

      Para além da difícil situação económica e financeira, Portugal debate-se hoje com um problema de imagem a nível externo que não ajuda, antes dificulta, a nossa expansão para o exterior e a captação de investimento para o país. Não tanto por a imagem ser negativa - na maioria das vezes não o é, pelo contrário, é melhor que a de outros em situação semelhante - mas sobretudo por desconhecimento. Em muitos países e geografias o conhecimento sobre o que somos hoje como nação é muito reduzido ou praticamente inexistente, o que abre espaço a percepções erradas e a visões distorcidas focadas apenas nos pontos negativos. Justificam-se, por isso, acções de comunicação objectiva, factual e precisa sobre o país, naturalmente dando ênfase ao que de bom temos e produzimos, apesar da crise e da situação económica. Esta é, em meu entender, uma tarefa nacional prioritária, a levar a cabo conjuntamente pelo governa e pelo sector privado, designadamente pelas organizações empresariais. Exige investimento (num forte projecto de comunicação) e continuidade, sem o que dificilmente se conseguirão resultados positivos.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Dirijo uma organização num outro continente onde o design é usado como ferramenta estratégica para oferecer produtos inovadores e altamente competitivos para o consumo em massa. A empresa pertence ao grupo das eleitas na Fortune 500, a pressão dos accionistas e uma crise global coloca desafios afinal não muito distantes dos nossos em Portugal. Este ano as prioridades são 4: 1) Reforço de negócios "core" (ir para além do óbvio). 2) Optimização inteligente (atenção às pessoas, tolerância "0" aos desperdícios). 3) Crescer na Internet (em conjunto com os nossos parceiros "brick & mortar"). 4) Investimento em Design e Marca (com investigação sobre novos segmentos, novas necessidades, novos produtos). Nada de novo alguns dirão, mas colocar estas prioridades preto no branco, suportá-las com medidas claras e fazer a performance (e bónus...) depender delas permite avançar ano a ano de forma resoluta.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      Procura das melhores soluções para manter uma aposta estratégica de investimento em I&D, reforçando a componente de internacionalização da actividade da companhia.

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      Infelizmente, a prioridade tem sido quase só cortar custos, encerrando publicações e despedindo pessoas.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      1) Encontrar formas alternativas ao business as usual, procurando novos mercados e novos produtos / serviços e novos modelos de negócio para fazer face às quebras inevitáveis. 2) Gestão cada vez mais apertada de cash flows. 3) Aposta forte na melhoria contínua como forma de melhorar a eficiência e produtividade na utilização de recursos da empresa. 4) Enfoque constante na melhoria da rentabilidade das operações actuais e o aumento da produtividade do trabalho. 5) Procura de novos mercados através de abordagens capital light. 6) Manter a forte aposta na responsabilidade social como forma de “improving life” numa altura tão difícil da vida das famílias portuguesas.

    • Paulo Pereira da Silva

      Paulo Pereira da Silva

      Presidente

      Desenvolvimento de novos modelos de negócio e reforço da internacionalização da actividade da empresa.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      Excelência do produto, proporcionado por uma organização em constante alargamento das parcerias, a par da consolidação das existentes.

    • Peter Villax

      Peter Villax

      Administrador

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      1) Internacionalização; 2) Criação de novas ofertas.

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      Sem que a ordenação signifique grau de importância, tais prioridades são (ou deveriam ser): - Internacionalização (com especial atenção a mercados onde as vantagens competitivas sejam potencialmente maiores); e - Concentração em produtos mais próximos do topo da cadeia de valor, portanto com margens e lucros potenciais mais elevados.

    • Rui Paiva

      Rui Paiva

      Presidente

      Ter uma visão, uma estratégia para essa visão, uma missão para essa estratégia e um foco para essa missão... em que o foco passar por olhar para o Mundo como uma imensa Oportunidade que se nos depara.

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      1) Manter o nível de actividade, impulsionando as exportações e aproveitando as oportunidades dos mercados emergentes. 2) Rigoroso acompanhamento de custos e de políticas de eficiência interna. 3) Maior ênfase na “gestão do Balanço”, nomeadamente na componente de Fundo de Maneio e, consequentemente, nível de endividamento financeiro.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      Eu trabalho na parte Académica em que se procura cada vez mais obter financiamento da Indústria para a realização de Investigação Científica.

  • 6.. Qual deve ser o papel da Inovação para ultrapassar as dificuldades defrontadas pelo nosso País?

    • Joana Vasconcelos

      Joana Vasconcelos

    • Alcino Lavrador

      Alcino Lavrador

      Presidente Executivo

      Seja qual for a situação económica de um país, a inovação será sempre uma das alavancas do seu crescimento. Inovação em processos, modelos de negócio, produtos ou serviços provoca maior eficiência operacional, novas fontes de rendimento ou no limite a sobrevivência das empresas pela sua manutenção no mercado. Num país com desafogo financeiro, os recursos disponíveis para criar uma cultura de inovação serão mais abundantes. No entanto, é possível que a crise também provoque maior consciência para a criação de valor na oferta de cada empresa.

    • Ana Moutela

      Ana Moutela

      Directora-Geral

      A inovação é uma alavanca. Obriga a uma forma diferente de pensar, uma postura diferente na solução dos problemas, um modo diferente de fazer as coisas, uma gestão diferente do conhecimento. Só é possível criar um clima favorável de modernização, eficiência e competitividade se olharmos a inovação como uma atitude crítica e criativa, algo que é responsabilidade de todos. A aprendizagem e a superação são conceitos que devem estar presentes em todas organizações e devem ser encarados como fazendo parte de um processo normal. Até porque, quando a cultura da inovação entra no dia-a-dia das empresas, inovar é algo natural. Todos podemos gerar mudança, não só o empresário, o cientista ou o governo. A inovação da inovação gera sempre mais inovação.

    • António Melo Pires

      António Melo Pires

      Director-Geral

      Promoção de competitividade de produto e serviços; Ocupação de nichos de mercado mais rentáveis e diferenciados.

    • António Murta

      António Murta

      Managing Director

      O papel deve ser fulcral, estruturante. Não faz porém sentido se não for com base numa fortíssima orientação aos resultados - e não aos meios. É a única forma de subirmos na cadeia de valor e de distinguirmos a nossa oferta - seja ela tradicional ou ultra-moderna.

    • António Vidigal

      António Vidigal

      Presidente do Conselho de Administração

      A inovação tem de ocupar um lugar central na sociedade, tal como já ocupa nas empresas que já estão a preparar a saída da crise. Sem uma noção clara na sociedade civil que Portugal tem de se diferenciar pela inovação e engenho não será possível sair desta crise de forma sustentável.

    • Carlos Faro

      Carlos Faro

      Presidente Conselho de Administração

      A inovação deveria ter uma presença constante na vida das empresas e dos seus recursos humanos. Devidamente orientada para as necessidades do mercado mundial (em nichos de valor acrescentado) e com eficientes mecanismos de acesso a redes de distribuição internacional, creio que a inovação contribuiria decisivamente para ultrapassar as nossas dificuldades actuais.

    • Francisco Veloso

      Francisco Veloso

      Director

      Alterar a dinâmica competitiva de Portugal implica substituir um modelo de desenvolvimento económico baseado no baixo custo da mão-de-obra, por um outro assente em actividades intensivas em conhecimento e de elevado valor acrescentado, em particular aquelas favoráveis à geração de bens e serviços transacionáveis. Assim, é necessário actuar de forma clara e incisiva na produtividade e internacionalização do tecido empresarial e na mobilização de projectos do sector produtivo orientados para a produção de transacionáveis. Esta actuação tem duas dimensões centrais: a melhoria das empresas existentes através da inovação e a criação de novas empresas(o empreendedorismo). A inovação e o empreendedorismo são assim centrais para ultrapassar as dificuldades defrontadas pelo nosso País. Mas importa salientar que deveremos concentrar esforços em inovação e o empreendedorismo que tenham o potencial de fazer a diferença a nível internacional; pequenas iniciativas locais não terão relevância e impacto.

    • Gonçalo Quadros

      Gonçalo Quadros

      CEO

      Estou absolutamente convicto de que a política de inovação tem contribuído fortemente para a nossa competitividade. Isso aliás está bem reflectido na nossa capacidade de exportar. Com uma moeda forte, temos de incorporar valor na nossa oferta para a conseguir vender nos mercados externos. Temos de inovar. Sem essa capacidade não conseguiremos ultrapassar as dificuldades que estamos a sentir.

    • Isabel Mota

      Isabel Mota

      Administradora

      - A inovação deve ser assumir um carácter instrumental e colocada ao serviço das políticas de criação de emprego. - A aposta na inovação aliada à qualidade dos serviços, como são exemplo os projectos Nearshore, são caminhos a seguir.

    • João Caraça

      João Caraça

      Director

      A inovação deve ter um papel central, horizontal, agregador.

    • José Joaquim de Oliveira

      José Joaquim de Oliveira

      Presidente

      A inovação deve ser o veículo para criar empresas melhores, mais competitivas, que exportem mais e melhor, que criem emprego estável, que captem receitas para o país, que atraiam investidores. É através de empresas fortes com este perfil que o país pode ultrapassar as dificuldades actuais. Este é o caminho, único de resto. No sistema económico em que vivemos as empresas são o seu elemento central, pelo que não há solução que não passe por empresas sólidas e competitivas e para estas a inovação é obrigatória sobretudo na economia global em que vivemos.

    • José Manuel dos Santos

      José Manuel dos Santos

      Design Director

      Não vejo outra alternativa. No entanto preferia que não nos referíssemos à inovação como a cura miraculosa para uma crise multi dimensional, global e profunda. Já o design sofreu com o mesmo tipo de atenção, e da mesma forma como existiram e existem empresas que morrem de excesso de design, existem e existirão empresas que morrem de excesso de inovação. Na maioria dos casos trata-se de excesso de teoria sobre a inovação e pouca prática, e tipicamente muita inovação de um tipo e pouco de outro(s). Sou adepto do chamado piano de Doblin, com as quatro vertentes de inovação – modelo de negócio, processo, oferta e entrega. O design tem maior impacto na oferta, mas por si só não permite inovação sustentável.

    • Luís Portela

      Luís Portela

      Chairman

      O reforço do investimento empresarial dirigido à inovação constitui um elemento central para qualquer iniciativa sustentável de desenvolvimento económico, permitindo retomar as bases para um maior ritmo de crescimento do produto, dado que as bases concorrenciais assentes no baixo custo relativo da mão-de-obra e em produções banalizadas de bens e serviços não têm já condições de sustentação.

    • Nicolau Santos

      Nicolau Santos

      Director-Adjunto

      Parece óbvio que sem um discurso político que volte a colocar a inovação como uma peça-chave central para as empresas portuguesas se afirmarem e vencerem no mercado global, não haverá saída.

    • Paulo Azevedo

      Paulo Azevedo

      CEO

      Pelo anteriormente exposto, a inovação terá um papel primordial na busca da diversificação dos negócios, que terão necessariamente de vir a ser muito diferentes em relação à forma como os conhecemos hoje. A inovação é a via virtuosa para ajudar Portugal a recuperar da profunda crise em que se encontra. Num mundo global, apostar num modelo de baixo custo sem diferenciação é uma opção com custos irreversíveis ao nível da qualidade de vida. A inovação, a criação de valor acrescentado através da diferenciação dos produtos, serviços e processos é o único caminho que recolocará Portugal numa rota de crescimento e convergência com os países mais desenvolvidos. E para que possa trazer grandes benefícios para a economia é necessária forte evolução dos processos ao nível da Administração Pública, do processo legislativo, da justiça e da educação garantindo mais agilidade nos acessos aos serviços públicos por parte de pessoas e empresas.

    • Paulo Pereira da Silva

      Paulo Pereira da Silva

      Presidente

      O de gerar novos produtos e serviços capazes de competir num contexto internacional.

    • Pedro Carneiro

      Pedro Carneiro

      A inovação deve ser encarada como a cultura da criação de instrumentos que permitem identificar e criar as redes adequadas de parcerias geradoras de oportunidades de realização de bem-estar. Se assim for, Portugal vai ultrapassar as dificuldades a que está a ser sujeito.

    • Peter Villax

      Peter Villax

      Administrador

      É fundamental, mas parece-me que não estou a dizer nada de original. Temos de concorrer com uma economia baseada sobre o conhecimento, caso contrário, optando por competir na base de ordenados mais baixos, vamos ter pela frente países como o Vietname e Marrocos, e aí perdemos sempre.

    • Rogério Carapuça

      Rogério Carapuça

      A inovação é a forma de competir quando se está próximo da fronteira do conhecimento. Nas áreas em que tal acontece no País, a inovação é fundamental.

    • Rui Guimarães

      Rui Guimarães

      Vice-Presidente

      O papel da inovação deve ser o de sempre: a partir de um dado conhecimento, convertê-lo no maior valor económico ou social que seja possível. Só que, face às actuais dificuldades, tal papel tem uma importância maior (ou, no nosso caso, mesmo crítica).

    • Rui Paiva

      Rui Paiva

      Presidente

      Para o Estado, o papel da inovação deveria passar por aceitar que existe um mundo totalmente diferente daquele em que se escreveu a nossa constituição, o que torna fundamental INOVAR a mesma e adaptá-la a esta nova REALIDADE... não funciona o que está, pelo que se TEM QUE MUDAR. Se nessa reformulação da inovação, o Estado passar a exercer unicamente o seu papel, ie, Legislar, Auditar/Controlar/Regular e Garantir a Segurança/Punição, então as empresas terão todo o espaço para exercer a sua função, que é CRIAR: Criar Emprego e Criar Riqueza! Em resumo, necessitamos de INOVAR na Constituição, no Estado, para que se possa inovar nas empresas!!! Se nessa reformulação da inovação, o estado passar a exercer unicamente o seu papel, ie, Legislar, Auditar/Controlar/Regular e Garantir a Segurança/Punição, então as empresas terão todo o espaço para exercer a sua função, que é CRIAR, Criar Emprego e Criar Riqueza ! Em resumo, necessitamos de INOVAR na Constituição, no Estado, para que se possa inovar nas Empresas !!!

    • Salvador Guedes

      Salvador Guedes

      A inovação deve servir como veículo de valorização do conhecimento, identificando as oportunidades da sua utilização numa lógica de eficiência para as organizações empresariais. As actividades de inovação deveriam ser abrangentes (produtos, processos, organizações, marketing), ponderadas por análises custo/benefício e risco prévias, enquadradas em projectos de implementação realistas e exigentes e executadas com rigor e abertura à possibilidade de fracasso (em cujo caso deveriam ser sempre terminadas por uma análise post-mortem). A inovação incorporada no sector empresarial deve servir como um dos factores de qualificação, avaliação de mérito e progressão hierárquica dos investigadores cujo trabalho para ela contribuiu, bem como das instituições que os enquadram. A inovação deve ser factor de valorização do capital humano, natural e económico português, enquanto processo da sua transformação em bens e serviços transaccionáveis, particularmente dos recursos endógenos do território português, numa lógica de sustentabilidade geral.

    • Zita Martins

      Zita Martins

      Criação de bens, serviços e produtos inovadores de elevada qualidade, de forma a conseguir competir a nível internacional e a gerar lucro e emprego.

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